Segundo as investigações, a facção que invadiu a região para fechar o “cinturão da droga”, que liga as zonas Norte e Oeste de Rio das Pedras, conhecido como berço das milícias no estado, enfrenta quase diariamente ataques do Comando Vermelho. Nas redes sociais, moradores relatam uma rotina marcada por tiroteios, extorsões e medo, que já atinge o comércio local. Na noite da última quarta-feira, um incêndio começou na mata na região do Pinheiro e levou mais de três horas para os bombeiros serem combatidos. Segundo moradores, as chamas foram provocadas pela milícia na tentativa de impedir o acesso do tráfico de drogas ao bairro. Clonado: Veículos falsos do Núcleo são apreendidos em poder de milicianos do tráfico da Baixada Fluminense Ondas de calor: Rio começará a alertar sobre ondas de calor; eventos podem ser cancelados ao atingir nível máximo Segundo investigações, o Comando Vermelho quer invadir a região para fechar o “cinturão de drogas”, que liga as zonas Norte e Oeste, onde já controla pelo menos 14 comunidades. O trajeto feito pela facção atravessa o Parque Nacional da Tijuca, que pode ser acessado por vários bairros da cidade, e termina próximo a Itanhangá, vizinho ao Rio das Pedras. Os ataques ocorrem à noite e moradores antigos lamentam as mudanças na comunidade. — Antigamente, quando tinha essa história de milícia aqui, não tinha tiroteio, não víamos gente armada andando por aí, não éramos encarados nem abordados na rua. Agora, qualquer movimento em falso pode criar uma situação de risco, principalmente para quem mora mais longe (da comunidade) — destaca um morador, que prefere não se identificar. Rio das Pedras é uma extensa área pantanosa preenchida ao longo dos anos. O local começou a ser povoado na década de 1950 por migrantes nordestinos que vieram para o Rio em busca de oportunidades, e hoje conta com mais de 31 mil moradores, segundo o IBGE. Mapa da criminalidade Editoria de Arte Comércio afetado Outro morador disse que o comércio está fechando cerca de duas horas mais cedo do que o normal na Avenida Engenheiro Souza Filho, que tem o maior número de lojas da região. Parte da estrada ainda não foi pavimentada devido a obras de revitalização e drenagem. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, elas serão concluídas hoje. — Se você chegar aqui (na avenida) por volta das 19h ou 20h, você vai ver tudo fechado, deserto. Antes havia gente por toda parte, até porque era o horário em que as pessoas chegavam do trabalho. Então, o morador descia da van ou ônibus e ia ao mercado, ao açougue, lanchar, comprar alguma coisa que faltava — conta ela. — É complicado, porque tira a autonomia dos comerciantes. O preço leva em consideração despesas, margem de lucro e perfil do comprador. Se uma pessoa chegar cobrando uma determinada quantia sem considerar tudo isso, vai arruinar o estabelecimento — reclama um vendedor. Ele disse ao GLOBO que, segundo milicianos, o aumento na frequência das cobranças serve para financiar a guerra contra o tráfico de drogas, seja para compra de armas ou munições. Outro morador revelou que alguns milicianos quebram relógios de luz e cobram de R$ 300 a R$ 400 pelo conserto, o que acontece acompanhado de ameaças: — Dizem: “se não pagar segurança pode acontecer de novo”. Aí a pessoa se assusta e acaba pagando. Posso até dizer que tem muitos moradores torcendo para que o Comando Vermelho invada aqui mesmo. Temos a ilusão de que pelo menos a extorsão irá parar. Na última terça-feira, o sushiman Ramon de Sousa Reis Pereira, de 26 anos, foi morto a tiros após uma discussão com um homem identificado por testemunhas como miliciano. A morte ocorreu na Rua Nova, também conhecida pelo intenso comércio. Relatos de quem presenciou o crime revelam que o homem que discutia com Ramon saiu após o término da discussão, mas voltou e atirou no menino: dois tiros no peito e um no rosto; e depois fugiu. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Infraestrutura precária Historicamente, Rio das Pedras é uma região que recebe pouca atenção do governo, que ainda não conseguiu resolver os problemas estruturais da comunidade. Uma delas é a vala da Via Light, em frente à Avenida Engenheiro Souza Filho. Às 10h da última sexta-feira, o local acumulava grande quantidade de lixo, além de cheiro de esgoto. As casas construídas às margens do córrego apresentam encanamentos expostos e são suscetíveis a problemas, principalmente quando chove e há enchentes. Ao lado da vala há uma placa da Prefeitura do Rio destacando as obras de urbanização do local. Abaixo dela, na entrada do bairro Maravilha, está estacionada uma viatura blindada da Polícia Militar, além de um veículo, a poucos metros dela. Nele, um agente fica do lado de fora, observando a movimentação dos moradores. Quando questionado sobre a violência ali, ele respondeu: — Nada. Aqui é um lugar muito tranquilo. Em nota, a prefeitura do Rio informou que “inaugurará neste domingo (hoje) as obras de urbanização, com melhorias viárias, da Avenida Engenheiro Souza Filho. Principal ligação entre as comunidades de Muzema e Rio das Pedras, em Itanhangá, a estrada recebeu a implantação de uma rede de drenagem de águas pluviais para minimizar enchentes, entre outras melhorias. As obras foram executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, com custo total de R$ 34,7 milhões”. A Fundação Rio-Águas afirmou, também em nota, que “parte do canal Via Light está canalizada. A limpeza dos rios ocorre regularmente e faz parte do cronograma de manutenção dos canais do Rio das Pedras. A última limpeza do canal ocorreu em maio deste ano.” Em nota, a Polícia Militar informou que o comando da corporação está atento diretamente à atividade criminosa na região, e que o 18º BPM (Jacarepaguá) já “retirou” mais de 780 criminosos das ruas nos primeiros seis meses do ano sozinho. A corporação disse ainda que tem realizado ações conjuntas com o Comando de Operações Especiais (COE) da corporação para verificar denúncias de esconderijos de criminosos e de armas localizados na comunidade e na área florestal próxima. Veja nota na íntegra: A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que o comando da corporação tem conhecimento direto das movimentações criminosas na Região do Rio da Pedras, Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro. Por meio do 18º BPM (Jacarepaguá), que já retirou mais de 780 criminosos das ruas apenas nos primeiros seis meses deste ano, a corporação vem atuando de forma ininterrupta na região, inclusive por meio de uma Empresa Destacada e equipes de forma aberta e estratégica. bases definidas. Em ações conjuntas com o Comando de Operações Especiais (COE) da corporação, o 18º BPM também tem trabalhado pontualmente para verificar informações precisas sobre esconderijos de criminosos e de armas localizados na comunidade e na área florestal próxima. Nesse contexto, vale destacar o trabalho integrado entre a SEPM e as delegacias da Polícia Civil, num conjunto de esforços que visam identificar e localizar os envolvidos em diversas práticas criminosas em Rio das Pedras. Para a efetivação dessa estratégia, é de extrema importância a colaboração da população com informações por meio da Central Disque-Disque (2253-1177), bem como por meio de ligações via App 190 RJ e Central 190, inclusive por meio de cadastros em delegacias
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