Aline Maria Ferreira, de 33 anos, morreu após passar por um procedimento estético em uma clínica de Goiânia. Dona da clínica, Grazielly da Silva Barbosa está presa. Grazielly da Silva Barbosa, proprietária de uma clínica de estética em Goiânia e investigada pela morte de uma paciente Reprodução/Influenciadora de redes sociais Aline Maria Ferreira, de 33 anos, que faleceu após passar por um procedimento estético para aumentar as nádegas, sentiu dores, desmaiou e teve uma parada cardíaca após a intervenção, segundo seu marido disse à polícia. Segundo Pablo Batista, dono da clínica Ame-se, em Goiânia, Grazielly da Silva Barbosa chegou a tentar convencê-lo a não levar a esposa ao hospital. Clique e siga o canal g1 GO no WhatsApp Segundo Pablo Batista, os médicos conseguiram reanimar Aline após ela ter tido uma parada cardíaca. No entanto, ela piorou e seus pulmões e coração ficaram comprometidos. Além disso, os rins pararam de funcionar. O marido também descreveu que seus pés e mãos eram pretos. “O médico disse que seria necessário amputar um braço e as duas pernas”, relatou. LEIA TAMBÉM PRISÃO: Dono de clínica é preso após influenciadora passar por procedimento estético e morrer INTERDIÇÃO: Clínica é fechada após influenciadora passar por procedimento estético e morrer, diz Vigilância Sanitária R$ 3 MIL: Influenciadora que morreu após procedimento pagou R$ 3 mil para aumentar a bunda , diz delegado SEM COMPETÊNCIA: Dono da clínica se apresentou como médico biomédico, mas só estudou medicina por três semestres no Paraguai O dono da clínica foi preso na quarta-feira (3) e a empresa foi interditada pela Vigilância Sanitária por não ter licença de funcionamento e não é tecnicamente responsável. O advogado Thiago Hauscar afirmou que a defesa de Grazielly Barbosa estuda o processo para decidir os próximos passos em relação aos pedidos de audiência. Além disso, o advogado manifestou solidariedade à família de Aline. Segundo depoimento do marido, os primeiros sinais que Aline apresentou foram dores de estômago e febre, depois desmaiou em casa. Quando estavam no hospital, Grazielly foi até a unidade verificar os locais de injeção no corpo de Aline e depois aplicou o remédio na veia da paciente, dizendo que era para prevenir trombose. Crimes investigados Segundo a delegada Débora Melo, responsável pelo caso, Grazielly é investigada por crimes contra as relações de consumo. Ela teria mentido sobre suas qualificações, enganado pacientes ao não fornecer informações adequadas sobre os procedimentos realizados e não explicado os riscos envolvidos na aplicação de polimetilmetacrilato, substância plástica conhecida pela sigla PMMA. Além disso, Grazielly também é investigada por praticar medicina ilegalmente e realizar serviços de alta periculosidade. Segundo o delegado, a empresária não confirmou ter utilizado PMMA na influenciadora, alterando algumas vezes a versão. Também foi aberta outra investigação sobre a possível lesão corporal seguida da morte da influenciadora Aline Maria. O delegado aguarda a conclusão de laudo pericial que indicará se o preenchimento da bunda teve ou não relação com a morte do influenciador. Em nota, a fabricante do PMMA, MTC Medical, informou que as investigações do caso indicam que o produto injetado foi retirado de potes na bolsa biomédica falsa e que as seringas foram então preenchidas com esse material. Esse tratamento, segundo o fabricante, é completamente diferente do PMMA legítimo, que é vendido exclusivamente para médicos – leia a nota completa no final do texto. Para a advogada da família de Aline, Julianna Andrade, se a empresária tivesse utilizado algum produto clandestino ou adulterado, teria corrido o risco de matar o influenciador. “Ela não era médica e, mesmo assim, realizou um procedimento restrito a médicos. Então, assumiu o risco de morte”, defendeu o advogado. Sem formação Grazielly da Silva Barbosa e a clínica onde trabalhava, em Goiânia Divulgação/Polícia Civil Grazielly se apresentava como médica biomédica, mas, à polícia, explicou que só estudou medicina por três semestres no Paraguai, além de fazendo cursos gratuitos na área. Segundo a delegada Débora Melo, Grazielly não apresentou nenhum certificado comprovando a conclusão desses cursos até a tarde desta quinta-feira (4). E, portanto, parece que ela não tem competência para atuar na área. Durante as buscas na clínica, a polícia não encontrou contratos de serviços, prontuários ou qualquer documento que registrasse a entrevista com os pacientes. Isso, segundo a polícia, indica que não houve verificação se Aline apresentava alguma condição de risco. Esta etapa deve ser a primeira a ser realizada antes de realizar qualquer procedimento. No dia do procedimento, segundo o delegado, a região do bumbum da influenciadora foi limpa e depois Grazielly marcou onde seria aplicado o produto. O marido da influenciadora, que acompanhou o procedimento, conta que foram aplicados 30ml de PMMA em cada nádega. Segundo uma testemunha, deveriam ter sido realizadas três sessões de aplicação do produto, mas a influenciadora faleceu após a primeira sessão. Ela pagou R$ 3 mil. Morte da influenciadora A influenciadora Aline Maria Ferreira morreu no DF após passar por uma cirurgia estética Reprodução/Redes sociais Aline veio de Brasília para Goiânia e passou pelo procedimento no dia 23 de junho. O marido da influenciadora contou à polícia que a cirurgia foi rápida e eles voltaram para Brasília no mesmo dia, com Aline aparentando estar bem, apesar de já sentir muitas dores. Com o passar dos dias, segundo o delegado, as dores não diminuíram e a influenciadora começou a sentir fraqueza e febre. À polícia, o marido afirma ter contactado a clínica, que explicou que a reação “foi normal” e que Aline “deveria tomar remédio para a febre”. Mesmo medicada, a influenciadora continuou com febre e, na quarta-feira (26), começou a sentir dores na barriga. Na quinta-feira (27), Aline piorou e desmaiou. Ele a levou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde ela permaneceu por um dia, pois a unidade não tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Depois, Aline foi transferida para um hospital particular da Asa Sul. Lá, ela precisou ser intubada na UTI e teve duas paradas cardíacas. Ela morreu na terça-feira (2). O corpo de Aline foi sepultado e enterrado nesta quinta-feira (4), no cemitério Campo da Esperança do Gama. Nota do fabricante do PMMA: Os fabricantes de marcas de PMMA no Brasil informam que: • O PMMA possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, obtido somente após análise rigorosa do órgão quanto às boas práticas de fabricação e estudos clínicos de segurança e eficácia. Somente médicos estão autorizados a oferecer procedimentos de preenchimento de PMMA. • O modus operandi do clandestino para atrair vítimas consiste em procedimentos publicitários com PMMA, mas a um preço muito inferior a qualquer serviço minimamente seguro, o que por si só é capaz de levantar suspeitas de uso de produtos adulterados, falsificados ou totalmente incompatíveis com o uso médico , como é o caso do silicone industrial. • As investigações do caso da morte da influenciadora ALINE MARIA FERREIRA indicam que o produto que foi injetado nela foi retirado de potes da falsa bolsa do biomédico e que as seringas foram então preenchidas com esse material, cuja apresentação é completamente diferente da PMMA legítimo, que é vendido exclusivamente a médicos. Fica claro que a morte ocorreu por conta do mercado clandestino de estética e não do produto PMMA, pois (1) a influenciadora se submeteu aos cuidados de uma pessoa sem nenhuma formação na área de saúde; (2) a clínica não possuía licença sanitária; (3) o valor pago pelo procedimento, segundo depoimento do viúvo, foi muito inferior a qualquer procedimento que pudesse ser realizado por esteticistas e (4) o marido da vítima e outra testemunha já confirmaram que o PMMA não era o produto utilizado, devido para a apresentação o mesmo. Lamentamos profundamente que mais uma jovem tenha perdido a vida para o mercado clandestino de procedimentos estéticos e alertamos a população que somente médicos devidamente qualificados e que comprovem possuir licença sanitária estão autorizados a adquirir PMMA. Ressaltamos também nosso compromisso com a verdade baseada na ciência e em evidências e combatemos veementemente o uso do nome do produto PMMA em notícias falsas que induzem a população ao erro e ao pânico, submetendo-se cada vez mais a procedimentos clandestinos colocando em risco sua vida e saúde. em risco. Brasil, 11 de julho de 2024 MTC Medical Lebon Farma Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás,
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