A Comlurb iniciou, na manhã desta quarta-feira, a retirada de duas árvores secas na Rua General Glicério, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, um dia após a queda de uma árvore que feriu um adolescente e danificou carros.
As árvores retiradas estavam localizadas bem em frente ao local onde ocorreu o acidente. Segundo moradores, eles representavam risco de causar outro incidente semelhante.
Um dos fatores que mais preocupava quem passava pela rua era a presença de um cupinzeiro em uma das árvores, que já chamava a atenção dos pedestres.
Os moradores da rua estão preocupados com a segurança da área, que é densamente arborizada, e temem que outras árvores possam cair sem a devida supervisão.
Thales Ferreira, de 15 anos, andava de bicicleta e foi atropelado pela árvore que caiu nesta quarta-feira. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o adolescente sofreu ferimentos no rosto e quebrou o braço, mas seu estado é estável.
O biólogo arborista Renan Paraíso conversou com a CBN e revelou que, em fevereiro deste ano, percebeu uma intervenção irregular nas raízes da árvore que caiu. Segundo Renan, o porteiro do prédio em frente estava cortando parte das raízes, alegando que elas atrapalhavam:
Fiquei com medo porque, primeiro, você não corta as raízes da árvore e, segundo, porque, na verdade, as raízes dessa árvore estavam muito fora do chão. E então entendi que tinha sido uma árvore enorme plantada num canteiro, ou seja, fora da arborização urbana. Foi aí que essa pessoa me contou que havia plantado essa árvore há 20 anos, a mando de uma moradora do prédio. Ou seja, está tudo errado né, as pessoas estão fazendo sozinhas, desde o plantio até o manejo, e isso é muito perigoso.
Aqueles que testemunharam o acidente descreveram uma atmosfera de apreensão. A árvore era muito grande e Tales ficou preso embaixo dela. Houve uma força-tarefa de moradores, porteiros e pessoas que passavam para retirar a árvore do adolescente. É o que disseram o zelador Edmilson de Melo e o engenheiro de som Antoine Mitani, cujo carro foi danificado pela queda da árvore:
“Foi na hora do almoço, quando aconteceu o acidente, eu saí na rua para ajudar, porque tinha muita gente envolvida, né? era grande, velho. Muito peso para levantarmos, e havia muita gente envolvida, caso contrário ele teria morrido ali.
“O susto foi que tinha uma árvore gigantesca em cima do meu carro. Na hora fiquei um pouco desesperado, mas fiquei muito preocupado quando descobri que havia uma vítima. menino, e teve uma fratura muito grave no braço e um hematoma craniano.”
A Comlurb informou que a queda da árvore foi causada por um “corte brusco das raízes feito por um morador, que queria construir um canteiro”. A última poda havia sido feita em 2013 e, desde então, os moradores realizam intervenções sem a devida supervisão técnica.
O biólogo Renan Paraíso reforçou que a prefeitura precisa estar mais atenta à situação das árvores nas ruas para evitar novas quedas:
“É importante ter consciência de que a árvore é parte da solução, não do problema. Portanto, não precisamos sair por aí podando nenhuma árvore por medo. Não quer dizer que vai cair. Pode ter 5 metros e estar mal podado, então vai cair. Então precisamos de um contingente maior de técnicos na prefeitura para fazer avaliação de risco, para olhar os casos de licença de árvore. remoção de árvores em risco. Acho até que árvores são generosas, porque mais acidentes como esse deveriam acontecer”.
A Prefeitura informou que, só neste ano, a Central 1746 recebeu mais de 2,6 mil solicitações de avaliação de risco de queda de árvores, uma média de dez reclamações por dia. O bairro Campo Grande, na Zona Oeste, lidera o número de atendimentos, com 225, seguido por Tijuca (106), Barra da Tijuca (101), Bangu (79) e Recreio dos Bandeirantes (76).
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