A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) após fiscalização em uma fazenda em Tapira. Seis trabalhadores estavam alojados em barracos, sem condições básicas de segurança e higiene, sem luz, água potável, cozinha ou ventilação, além de conviverem com animais peçonhentos. Um carvoeiro da zona rural de Tapira, no Alto Paranaíba, foi condenado por manter seis trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda, entre julho e dezembro de 2021. Os trabalhadores estavam alojados em barracos, sem condições básicas de segurança e proteção . higiene, sem luz, água potável, cozinha ou ventilação, além de conviver com animais peçonhentos. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) após fiscalização do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo, realizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTb/MG). A fiscalização também contou com a participação da Procuradoria Regional do Trabalho da 3ª Região. Receba notícias do Triângulo e região no WhatsApp Irregularidades Na fazenda, a equipe de fiscalização encontrou cinco homens e uma mulher trabalhando na produção de carvão em 20 baterias de forno, sem equipamentos de proteção individual ou treinamento adequado. Os trabalhadores estavam alojados em condições inadequadas: quatro deles viviam num prédio de alvenaria com cobertura de amianto, localizado a cerca de 100 metros dos fornos, enquanto um casal vivia num barraco de lona, a poucos metros atrás do alojamento principal. Havia apenas um banheiro para todos e, devido à falta de instalações sanitárias adequadas, muitos faziam suas necessidades no mato. A água utilizada para beber, cozinhar e tomar banho provinha de uma nascente a 300 metros do alojamento, e chegava com dificuldade, sendo necessária a utilização de uma bomba que raramente funcionava. Os fiscais também relataram que os alimentos não perecíveis eram guardados em uma caixa de papelão no chão, e o banheiro disponível, que ficava ao lado da residência, tinha vaso sanitário e chuveiro, mas não tinha pia e nem água corrente das torneiras. Para usar o banheiro, os trabalhadores tinham que despejar água de um balde, e o banho era feito com canecas improvisadas feitas de garrafas PET. Um dos trabalhadores também relatou a presença constante de animais peçonhentos. Era normal que escorpiões e sapos aparecessem nas acomodações, assim como escorpiões e cobras apareciam no local de trabalho. ‘Lista Suja’ do trabalho escravo é atualizada; veja a situação das cidades da região Cidades do Noroeste de MG concentram o maior número de denúncias e resgates de pessoas em situação de trabalho escravo Condenação A Justiça Federal destacou na sentença que o relatório de fiscalização, juntamente com os depoimentos e provas apresentadas, demonstrar o desprezo do réu pela condição humana dos trabalhadores. “Basta dizer que as circunstâncias revelam, sem qualquer dúvida razoável, o absoluto desrespeito pela condição humana dos trabalhadores, assim degradados a meios, instrumentos, objetos ou coisas, para atingir fins”, diz trecho do documento. Por isso, o produtor foi condenado a seis anos e oito meses de prisão fechada e pagou indenização de R$ 39.320,47, destinada a programas de erradicação do trabalho escravo. Ele também foi multado por outras infrações trabalhistas, como falta de documentação adequada e registros obrigatórios. Acompanhe as redes sociais do g1 Triângulo: Instagram, Facebook e Twitter Receba novidades do g1 Triângulo no WhatsApp VÍDEOS: veja tudo sobre Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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