O país recebeu uma remessa de aeronaves dos Estados Unidos, após meses de espera. Aviões foram usados para abater mísseis russos nesta terça-feira (27). Imagem do caça F-16 em ação durante exercício nos Estados Unidos. Divulgação/Lockheed Martin Esta semana, a Ucrânia usou caças F-16 norte-americanos para abater mísseis russos lançados contra o país. Esta foi a primeira vez que o governo ucraniano confirmou o uso da aeronave diretamente na guerra. No início do mês, o presidente Volodymyr Zelensky limitou-se a dizer que os aviões já estavam sendo utilizados em benefício do país. Clique aqui para acompanhar o canal de notícias internacionais g1 no WhatsApp Desde o início da guerra, o governo de Volodymyr Zelensky vinha solicitando aos Estados Unidos, fabricante da aeronave, o envio de unidades de caças para o território ucraniano. O presidente dos EUA, Joe Biden, inicialmente relutou: a operação, além de cara, era demorada, pois os pilotos ucranianos teriam que ser treinados para operar a aeronave. Após pressão e o conflito durar muito mais que o esperado, Biden cedeu e autorizou o envio de uma primeira leva, com 45 unidades do caça. Destes, pelo menos 10 já estão na Ucrânia. Com 50 anos de sua criação, os F-16 são conhecidos como “víboras” por uma característica única entre os combatentes: um altíssimo poder de precisão e velocidade ao mesmo tempo. Os pilotos ucranianos foram treinados durante meses em países europeus para serem capazes de operar caças supersônicos. Definindo a guerra Infográfico sobre o caça F-16 Art/g1 Ágil, rápido e com alta capacidade defensiva e destrutiva, os F-16 podem significar uma grande virada na guerra na Ucrânia, que emergiu de um cenário de estagnação ao longo do curso de 2023 para avanços significativos da Rússia nas frentes de batalha desde o início deste ano. Em primeiro lugar, porque estão a substituir dezenas de aviões ucranianos parcial ou totalmente danificados no conflito. A própria frota de jatos de guerra ucraniana era, originalmente, muito menor que a russa: no início do conflito, as tropas de Kiev tinham 125 aviões de guerra, em comparação com os 1.160 da Rússia. Mas o que mais deverá impactar a dinâmica do conflito é a grande agilidade e versatilidade do F-16, que foi projetado para voos baixos. Desde o início da guerra, a capacidade da Ucrânia de travar batalhas no ar tem sido muito baixa e quase nula – até por esta razão, as Forças Armadas Ucranianas têm investido em ataques com drones –, algo que tem permitido à Rússia avançar. Uma das principais tácticas de Moscovo, por exemplo, são os ataques aéreos à rede eléctrica nacional da Ucrânia, causando apagões e desestabilizando o governo. O F-16 seria capaz de impedir estes ataques, por exemplo. Sem falar no poder de contra-ataque. A aeronave, que pode ser lançada em questão de segundos, carrega até seis mísseis e um canhão de 500 tiros, além de foguetes e bombas, e pode abater rapidamente aviões e mísseis, ao mesmo tempo que pode atacar navios e alvos inimigos. em terra, pois foi construído tanto para conflitos aéreos quanto para lidar com ataques terrestres durante o voo. Foi assim que, de facto, este caça ganhou fama mundial: durante a guerra do Afeganistão, em 2001, um piloto das Forças Armadas Norte-Americanas fazia um voo de reconhecimento do terreno a bordo deste caça de guerra quando se deparou com um ataque. surpresa dos rebeldes afegãos. O soldado não só conseguiu se livrar da emboscada com manobras rápidas como também atingiu a aeronave rebelde, segundo a fabricante da aeronave, a norte-americana Lockheed Martin. LEIA TAMBÉM VÍDEO: Drone militar atinge prédio residencial e causa explosão na Rússia Rússia intensifica ataques à Ucrânia com mísseis e drones Comandantes dizem que recrutas ucranianos se recusam a atirar: ‘É por isso que nossos homens estão morrendo’ OTAN acusa China de facilitar o esforço militar da Rússia em a guerra na Ucrânia Reação russa Caça F-16 durante exibição em 2019 Aijaz Rahi/Associated Press/Arquivo A Rússia teme o caça porque sabe que ele foi projetado para combater aeronaves soviéticas. O F-16, que completou 50 anos este ano, foi criado como uma reação ao caça MIG-25, o poderoso avião de guerra da então União Soviética capaz de voar a três vezes a velocidade do som. Portanto, o uso de F-16 no conflito ucraniano irrita o governo russo. No ano passado, o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou uma resposta “colossal” à Ucrânia e ao Ocidente se a aeronave realmente chegasse à Ucrânia. O caça supersônico dos EUA também pode lidar com a modernização da frota russa. Com o passar dos anos, ao invés de ficar obsoleto, o F-16 foi se modernizando e ainda lançou novos recursos aplicados inclusive na aviação civil. Conheça o caça F-16 É um caça supersônico, ou seja, atinge velocidade superior a 1.235 quilômetros por hora; Foi desenvolvido nos EUA na década de 1970, mas está em constante aperfeiçoamento; Tem sido utilizado por militares em 25 países para combate ar-ar e ar-terra; É considerado versátil, leve e econômico; Tem preço de até US$ 63 milhões, dependendo do modelo; Existem aproximadamente 3.000 combatentes ativos no serviço militar em todo o mundo, incluindo centenas na Força Aérea e na Marinha dos EUA; Ele voou em conflitos americanos no Afeganistão, no Iraque, no Kosovo, no Golfo Pérsico e em missões de defesa nacional no espaço aéreo dos EUA; É fabricado pela empresa de defesa norte-americana Lockheed Martin e por empresas na Bélgica, Dinamarca, Holanda e Noruega – de acordo com um alto funcionário ucraniano, estes quatro países sinalizaram que estariam dispostos a transferir alguns dos seus F-16 para a Ucrânia, segundo ao jornal americano The New York Times (NYT). 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