O caso será analisado a partir das 19h, horário de Brasília. g1 transmite a sessão ao vivo. Governador de Roraima, Antonio Denarium e seu vice, Edilson Damião Caíque Rodrigues/g1 RR O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta terça-feira (13) recurso contra processo que pode resultar no impeachment do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e o vice Edilson Damião (Republicanos). A chapa teve seu mandato cassado em 2023 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O caso será analisado a partir das 19h, horário de Brasília, até às 18h, horário local. g1 RR transmite a sessão ao vivo. Denarium foi acusado de utilizar a máquina pública para realizar ações proibidas a agentes públicos durante o período eleitoral, com o objetivo de obter vantagens políticas na disputa, além do uso eleitoral dos programas sociais “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. Entenda, a seguir, ponto a ponto o processo de julgamento que pode levar à confirmação da cassação dos mandatos do governador e do vice-presidente: Quais as acusações contra o governador? Como será o julgamento? O que acontece se a revogação for aprovada? O que dizem as defesas? Quem é Antonio Denarium? Acesse o canal g1 Roraima no WhatsApp 1. Quais acusações contra o governador? A ação foi movida pela coligação “Roraima Muito Melhor”, que tinha como adversária do Denarium a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB). O processo é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Entre as acusações do caso estão: Realização de reformas em residências de eleitores em Roraima, por meio do programa “Morar Melhor”, em 2022 —ano eleitoral; Distribuição de cestas básicas em anos eleitorais; Transferência de R$ 70 milhões em recursos aos municípios às vésperas do período vedado pela lei eleitoral; Promoção pessoal de agentes públicos; Aumento dos gastos com publicidade institucional. No TRE, o governador teve o mandato cassado por cinco votos a favor e dois contra. A relatora do caso, Tânia Vasconcelos, julgou a ação parcialmente procedente. Os desembargadores Joana Sarmento, Felipe Bouzada, Cícero Renato Albuquerque e Elaine Bianchi votaram com o relator. Seguiram parcialmente o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que solicitou a aplicação de multa. Os juízes Ataliba de Albuquerque e Francisco Guimarães votaram contra. Ao votar para que Denarium perdesse o mandato, o relator determinou que ele deve deixar o cargo para realizar novas eleições assim que for publicada a decisão do julgamento. Também foi aplicada a pena de inelegibilidade por 8 anos. Além da cassação do mandato do Denarium, o do vice Edilson Damião (Republicanos) também foi cassado no TRE. Porém, a pena de inelegibilidade atinge apenas o governador. 2. Como será o julgamento? A votação começa às 19h, horário de Brasília, e será transmitida pelo g1. A ministra Isabel Galloti é a relatora. A presidente, ministra Cármen Lúcia, marca as datas do julgamento. Segundo o TSE, participam dos julgamentos pelo menos sete ministros – os titulares ou, na sua ausência, os suplentes –, além de um representante do Ministério Público Eleitoral, o conselheiro do plenário, que auxilia durante a sessão jurisdicional, e o diretor-geral do Tribunal, que participa da diretoria na análise de processos administrativos. A sessão permite sustentações orais da defesa do governador e dos advogados da coligação “Roraima Muito Melhor”, que ajuizou a ação. As partes têm um prazo de 10 minutos, tanto para a acusação como para a defesa. Em seguida, o ministro relator lê o relatório e apresenta a votação da questão jurídica. Após as palavras do relator, o presidente da Corte leva o voto dos demais ministros. Caso o julgamento seja interrompido por pedido de revisão (pedido de mais tempo para análise do caso) feito por um ministro, ele terá o prazo de 30 dias – prorrogáveis por mais 30 – para devolver o caso para análise da Diretoria. Caso o prazo não seja cumprido, o processo será automaticamente liberado para continuidade do julgamento. Terminado o julgamento, o ministro relator preparará a decisão (decisão colegiada) caso a votação tenha sido seguida pela maioria do Plenário. Caso o relator seja derrotado, a redação do acórdão ficará a cargo do ministro que abriu a divergência que substituiu o entendimento do relator. 3. O que acontece se a revogação for aprovada? Em caso de cassação do mandato do governador, a simples comunicação da decisão permitirá ao TRE-RR iniciar os procedimentos para a realização da eleição suplementar. A Justiça Eleitoral convoca eleições suplementares sempre que os candidatos eleitos são cassados por prática de infração eleitoral. Para o ano de 2024 ainda existem duas possibilidades de novas eleições: 10 de novembro; 1º de dezembro. À medida que uma eleição é marcada, há prazos para registro de candidatura, prazos para descumprimento, publicidade e denúncia. Enquanto não ocorrem novas eleições, toma posse o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) Soldado Sampaio (Republicanos). 4. O que dizem as defesas? A defesa de Antonio Denarium negou qualquer irregularidade nos programas sociais “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. Ele argumentou que o repasse voluntário de recursos do governo estadual para os municípios seguiu a lei e não teve caráter eleitoral. Ele também negou autopromoção em publicidade institucional e afirmou que não há indícios de atos ilícitos. O vice-governador negou também as acusações de abuso de poder económico e político, alegando que as ações tomadas não constituem condutas proibidas. TSE marca julgamento do impeachment do governador de Roraima para 13 de agosto 5. Quem é Antonio Denarium? Antonio Oliverio Garcia de Almeida, conhecido como Antonio Denarium, nasceu em 1964 em Anápolis, no estado de Goiás. Filho de Valdivina e Olivério Almeida, é casado com Simone Denarium há cerca de 17 anos e tem três filhos: Carolina, Gabriel e João Antônio. Denarium não possui ensino superior, mas afirma ser especialista na área financeira devido aos anos de experiência no segmento. Chegou a Roraima em 1991 para ser gerente-chefe de uma agência bancária. Ele então passou a realizar negócios nos setores financeiro e agrícola. Em 2018, foi eleito pela primeira vez governador de Roraima. Na época das eleições, a principal proposta do empresário era impulsionar o setor econômico do estado por meio do agronegócio — postura que mantém até hoje. Antes de assumir o cargo em 2019, ele assumiu o comando do estado como interventor federal indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB) após Suely Campos (PP) ter sido afastada do cargo de governadora em meio à crise financeira do estado. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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