Ninguém sabe quem é o escritor italiano Elena Ferrante, mas isso não a impediu de se tornar uma das autoras mais importantes do nosso século. A pessoa por trás do pseudônimo permanece desconhecida – embora as teorias apontem alguns nomes -, mas não sua obra: uma seleção publicada pelo New York Times nesta sexta-feira (12) com os “100 melhores livros do século” do tradicional periódico colocado “ O amigo gênio” no topo da lista.
O livro, publicado originalmente na Itália em 2011, é o primeiro da chamada “tetralogia napolitana”, seguido de “História do novo sobrenome” (2012), “História de quem foge e de quem fica” (2013) e “História da Garota Perdida (2014), que encerra a série. No Brasil, é publicado pela Globo Livros, sob o selo Biblioteca Azul.
A série conta a história da amizade entre Elena e Lila desde a infância até a velhice, duas meninas que nasceram na década de 1950 em um bairro pobre de Nápoles, na Itália, e que possuem um forte desejo de conhecimento. Forçados a seguir caminhos diferentes, eles orbitam sempre na esfera um do outro, e possuem uma relação complexa que mistura afeto, ressentimento, devoção e uma competição fortíssima enquanto um deles se tornará um grande escritor.
Bastante política, a tetralogia discute a condição da mulher no mundo patriarcal e capitalista e se tornou best-seller em diversos países, além de ser adaptada para série na HBO. Ao escolher seu primeiro livro como “o melhor do século”, o New York Times disse:
“O livro (assim como a série como um todo) se expande tão propulsivamente quanto o universo inicial, abraçando ideias sobre arte e política, classe e gênero, filosofia e destino, tudo através de um foco na amizade conflituosa e competitiva entre Elena e Lila, como eles se transformam em adultos complicados. É impossível dizer até que ponto a série se assemelha à vida do autor – Ferrante escreve sob pseudônimo – mas isso não importa: “O Amigo Gênio” se consolida como um dos principais exemplos da chamada autoficção, categoria que dominou a literatura do século XX. XXI. Ler este romance intransigente e inesquecível é como andar de bicicleta no cascalho: é arenoso, escorregadio e desesperador, tudo ao mesmo tempo.”
Os 10 melhores livros do século 21, segundo o New York Times
- “O Amigo Gênio”, de Elena Ferrante
- “O calor de outros sóis: a história épica da grande migração da América”, de Isabel Wilkerson
- “Wolf Hall” de Hilary Mantel
- “O mundo conhecido”, de Edward P. Jones
- “As Correções”, de Jonathan Franzen
- “2666”, de Roberto Bolaño
- “A ferrovia subterrânea: os caminhos para a liberdade”, de Colson Whitehead
- “Austerlitz”, de WG Sebald
- “Nunca me deixe”, de Kazuo Ishiguro
- “Gileade” de Marilynne Robinson
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