O Globo Repórter mostrou nesta sexta-feira (26) as tradições, a arquitetura, a culinária e o legado deixado no país pelos colonos. Edição de 26/07/2024 Há 200 anos, os primeiros colonos alemães chegaram ao Brasil. Na semana que marca esta data, o Globo Repórter fez uma viagem no tempo e fala sobre o passado que une os dois países, as tradições preservadas e o legado deixado para o desenvolvimento das indústrias. Saiba mais abaixo. Hunsrück: o berço dos primeiros imigrantes Hunsrück: conheça a região de onde partiram os primeiros imigrantes alemães A viagem começa em Hunsrück, região do sudoeste da Alemanha, para onde partiram os primeiros imigrantes há mais de dois séculos. Lá, os visitantes têm a oportunidade de descobrir algumas curiosidades da época em que os alemães deixaram o local para migrar para o Brasil. Alemães em Hunsrück Reprodução/TV Globo Os motivos da imigração 200 anos de imigração alemã: o que levou os alemães a virem em busca de oportunidades no Brasil? Para quem não conhece a história, pode ser difícil entender por que tantos alemães deixaram um dos países mais desenvolvidos do mundo em busca de oportunidades no sul do Brasil. Muitas destas pessoas fugiram da fome, agravada por uma crise climática que teria sido causada pela erupção de um vulcão na Indonésia. O ano de 1816, conhecido como “o ano sem verão”, trouxe ainda mais fome e miséria. “Era uma época de muita pobreza. As pessoas não tinham o que comer e a fome tomou conta do país”, lembra Heribert Damgen, presidente da Associação Cultural Schabbach. Imigração alemã no Brasil completa 200 anos Reprodução/TV Globo Contribuições alemãs: uma joia em Petrópolis Palácio de Dom Pedro II contou com a contribuição da mão de obra alemã O Globo Repórter também mostrou as tradições preservadas pelos descendentes alemães na Cidade Imperial de Petrópolis, na Serra Fluminense . Até a construção do Palácio de Dom Pedro II contou com a contribuição da mão de obra alemã. Numa reforma recente do museu, um operário encontrou um tesouro: “Ele retirou a peça e notou uma inscrição. Ele trouxe e notamos que era um presente de dois funcionários que trabalharam na construção do palácio porque deixaram seus nomes e suas funções”, afirma o diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira. Na peça estão inscritos o nome de “Jakob Beschlust de Fronheim” e a data “1847”, juntamente com “Peter Schmidt de Colônia, pedreiro e pedreiro”, duas funções desempenhadas por este trabalhador. Veja a imagem abaixo. “Conferimos seus nomes no livro de receitas e despesas da fazenda imperial em Petrópolis, então os funcionários que trabalharam na construção do palácio deixaram esse presentinho para nós”, afirma o diretor. A construção do Palácio Dom Pedro II contou com contribuição de mão de obra alemã Reprodução/TV Globo Culinária ‘Picada de abelha’: descendente de alemães ensina prato de família Os alemães também sabem tudo sobre confeitaria. Entre os pratos típicos, a tradicional ‘picada de abelha’, uma deliciosa iguaria que leva mel na receita. ‘Apesar do nome, o prato não faz mal nem causa alergia. “O nome picada de abelha, ‘Binnenstich’, é porque quem fez isso lá na Alemanha levou uma picada de abelha. Foi aí que surgiu esse nome”, conta a chef Andréia Winter. A história do doce ‘picada de abelha’, prato típico alemão Reprodução/TV Globo Roseli Vogel é da quinta geração de uma família alemã que chegou a Petrópolis em 1845. A doceira adora preservar as receitas que aprendeu com a mãe Ao Globo Repórter, ela ensina como é feito o doce alemão Veja o vídeo acima “Mas isso não dói”, brinca Roseli: legado arquitetônico Enxaimel: família trabalha em Blumenau na preservação da técnica construtiva criada na Alemanha Poucas coisas são tão simbólicas da imigração alemã quanto as casas em enxaimel. A técnica construtiva foi criada na Alemanha na Idade Média e utiliza apenas madeira encaixada, sem uso de pregos. .de quebra-cabeças Todas as peças são numeradas e marcadas para que você identifique exatamente onde vai, em que conjunto vai e como será montado”, explica Max Diel Volles, carpinteiro em enxaimel. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, qualquer referência à Alemanha passou a ser evitada e a arquitetura em enxaimel caiu no esquecimento. Assim como as famílias tiveram que abandonar o uso da língua alemã, a arquitetura também foi deixada de lado “Chegou a um ponto em que não sabíamos mais como construir uma casa daquelas. Tive que recorrer a um alemão e ele trouxe livros e ferramentas aqui para fazermos a casa certa”, diz Paulo Volles, mestre carpinteiro em enxaimel. A família Volles, de Blumenau, tem trabalhado para preservar a técnica. Já construíram 50 casas nos últimos 15 anos. “Está difundindo mais o enxaimel. Está fazendo com que ele volte a crescer como antigamente”, diz Paulo. Enxaimel: legado arquitetônico dos alemães Reprodução/TV Globo A arte de soprar vidro A arte de soprar vidro trazida pelos cristaleiros alemães ainda está viva no Brasil A arte secular de soprar vidro ainda está viva no Brasil, trazida pelos cristaleiros alemães através Vale do Itajaí. Em Pomerode, a tradição é mantida por trabalhadores como Denis Casa, que representa a última geração da família na produção de cristais “Isso veio do meu avô, passou para o meu pai, Do meu pai passou para os meus tios, meus primos e eu sou o último da fila. O último vidreiro, vamos ver se meu filho vai seguir essa carreira também”, diz o soprador de crista. A historiadora Sueli Petry afirma que os imigrantes que chegaram a Blumenau possuíam conhecimentos que ajudaram no desenvolvimento da região. E foi assim em outros assentamentos alemães em todo o país. “Veio um oleiro, um carpinteiro, um veterinário, um médico. E naturalmente, no primeiro momento eles se desenvolveram como colonos, lidando com a terra, com a sua subsistência, a partir do momento em que superaram essa etapa, eles começaram a colocar em prática o que eles soubemos fazer e esse conhecimento é o embrião das nossas cidades e das nossas empresas”, destaca. Confira as últimas reportagens do Globo Repórter: A
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