Setembro chegará após mini rali da bolsa brasileira. O Ibovespa subiu quase 6,6% em agosto até o dia 29 e deixou para trás o desempenho negativo do ano, com valorização de 1,38% – assistindo ao desempenho de hoje. A temporada de compra de ações veio em antecipação ao início do ciclo de redução das taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed, banco central americano), por causa da mensagem clara do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, de que Chegou a hora de reduzir as taxas.
A confirmação ou não acontece no dia 18 e coincide com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no brasil. De acordo com recentes apresentações de membros do Banco Central (BC), incluindo discursos do diretor de política monetária, Gabriel Galípolo —nome indicado pelo governo para substituir Roberto Campos Neto no comando da instituição a partir de janeiro —, Em cima da mesa está um possível aumento da Selic, hoje em 10,5% ao ano.
O aumento das taxas de juros geralmente não é bom para o mercado de açõesuma vez que aumentam potencialmente o custo de financiamento das empresas cotadas e, ao mesmo tempo, tornam o rendimento fixo mais atrativo. Ainda mais no Brasil, títulos de crédito e fundos de infraestrutura com isenção de imposto de renda para pessoas físicas. A corrida pelas ações locais até agora tem sido impulsionada por investidores estrangeiroscom o indivíduo dando um passo mais gradual. Pode haver espaço para mais capital externomas na opinião dos especialistas em investimentos, o fluxo local tende a ser mais contido.
Apesar da entrada recente, A participação estrangeira no mercado de ações está em um dos níveis mais baixos e, ao levar em conta as métricas usadas para calcular valor justo do Ibovespa, ainda há desconto de 25% a 30% em relação à média históricaobservar Nicholas McCarthydiretor de investimentos (CIO) da Itaú Unibanco. “A bolsa está extremamente barata em reais, e em dólares também está 40% abaixo. Os ‘gringos’ estão voltando devido à confirmação de Powell de que teremos queda nos juros — teria que haver uma catástrofe para não baixar os juros — e algumas pessoas do comitê [de política monetária] já previsto [redução] na última reunião, foi isso que deu um incentivo extra.”
O executivo lembra que essa expectativa estava no radar desde o final do ano passado, e que estava sendo frustrada e empurrada para frente devido aos dados mais fortes de atividade da economia americana. Acabou sendo ruim para os ativos globais, exceto para os dos Estados Unidos.
Localmente, os discursos mais duros dos representantes do BCincluindo os de Galípolo e Campos Neto, trouxe uma percepção de consonância e que o papel institucional do controle da inflação será preservado após a transição. Ao expressar desconforto com a inflação, McCarthy diz que “eles meio que sancionou um possível aumento da taxa de juros [no Brasil]”. Redução do ruído em relação a possíveis interferências políticas no BC tirou a pressão sobre a taxa de câmbio, as taxas de juros futuras e também beneficiou o mercado de ações.
Em seu mapa de recomendações, McCarthy sugeriu uma alocação acima da estrutura para títulos longos de renda fixa e uma alocação abaixo da média para açõesum mix que ele acredita estar “bem posicionado para capturar um momento positivo ou maior realização [de lucros, com venda de ativos]”. Mas sua percepção geral é otimista em relação ao Brasil.
Se o economia americana confirmar uma desaceleração suave, com taxas de juros caindo dois pontos percentuaise o Brasil, na direção oposta, eleva sua taxa referencial, deve haver atração de capital para o paísdiz Marcelo Meloexecutivo-chefe (CEO) da SulAmérica Vida, Previdência e Investimentos. “O mercado de ações pode valorizar pelos fluxos internacionais, não acho que pelos locais. O custo de oportunidade [o CDI] parte de uma base elevada para justificar a alocação em renda variável”, afirma.
O executivo considera que, quando a inflação mostra sinais de arrefecimento e as taxas futuras começam a descer, pode haver alguma expectativa dos investidores nacionais em relação à renda variável. Para o SelicA SulAmérica já está esperando um ajuste para 11% até dezembro.
Para quem não gosta de tremerMello diz que os títulos do Tesouro pós-fixados (o Tesouro Selic)a 10,5% ao ano já garantem um bom retorno, embora os preços do Tesouro IPCA+ e do Tesouro Prefixado sejam convidativos. “Para o prêmio, faria sentido correr um pouco de risco.”
Junto com o macro, o lado microeconômico das empresas também melhorouestados Jennie Liestrategista de ações da XP Investimentos. “A temporada de resultados do segundo trimestre foi uma das mais positivas em quatro, cinco trimestres.”
Por agora, XP mantém estimativa de 147 mil pontos para o Ibovespa até o final do ano, o que significa potencial de valorização mais apertado (8,1%) frente aos 136.041 pontos do fechamento de ontem. Os dados poderão ser revisados em breve, juntamente com as projeções de lucro das empresas.
Uma desaceleração nos EUA, sem recessão, tende a ser uma boa notícia para as moedas dos mercados emergentes e para o Brasildiz Rodrigo Ébolico-diretor de investimentos da Brainvest no brasil. “Olhando para os ativos aqui, estava tudo muito descontadodeprimiu os preços da renda fixa, das NTN-B, das taxas pré-fixadas, da própria bolsa e dos ativos de risco em geral. Não só pelo preço, mas também pelo posicionamento técnico, com resgates em multimercados, fundos de ações e saída de estrangeiros no ano passado”, afirma. “Qualquer alteração na margem tem um impacto significativo nos preços.”
O Brasil está neste contexto de certa détente e o melhor termômetro disso foi o dólar, que chegou a R$ 5,80 no auge dos ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente do BC. Sem medidas estruturais para resolver o quadro fiscal e o ruído no campo monetário, os investidores vinham pedindo um prêmio maior para assumir os ativos brasileiros.
Eboli diz que está mais alocado em papéis indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, com taxa acima de 6%, mais correção monetária. “É um ativo que funciona bem em diferentes cenários”, diz ela. “Quando você compra nesse nível de preço, a assimetria costuma ser muito favorável para o investidor.”
Na bolsa, a indicação da Brainvest hoje é “neutro”isto é, apenas o posicionamento estrutural. “Tem que ter muita paciência, é um ativo que o investidor tem dificuldade para carregar, não é fácil”, diz Éboli. Mas com o desconto nas ações e o leve posicionamento no mercado, a taxa interna de retorno (TIR) de algumas ações de qualidade tornou-se demasiado atraente para ser ignorada.
A redução das taxas de juros nos EUA e a reancoragem das expectativas de inflação no Brasil tendem a ser positivo para estratégias ligadas ao interesse realdiz Renan RegoCIO de Parceiros G5. Uma elevação da taxa Selic no curto prazo poderia levar as taxas dos papéis indexados ao IPCA para cerca de 5%, trazendo ganho de capital ao investidor.
Outra classe que pode se beneficiar dessa combinação é a bolsa. Apesar disso, o especialista mantém posicionamento neutro em ações. “Por que não ser tão otimista? Como ainda não há realocação de investidores locais, predomina o fluxo externo, não há recomposição de carteiras.” Em crédito, ele também diz que é mais seletivo dado o volume de captação de recursos.
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