Atrair investidores, especialmente estrangeiros, exige regulamentação favorável e também equilíbrio fiscal, apontam os governadores.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, diz que neste momento parece que há “luz no fim do túnel” em termos de liquidez internacional. É preciso, diz ele, capturar esse “excedente de liquidez”. “Precisamos mostrar que somos bem comportados, não podemos gastar mais do que podemos”.
O Brasil, diz ele, passou por uma lista de reformas desde 2016, “que dão lastro e força à nossa economia”. O país, diz ele, tem bons fundamentos em termos de reservas e balança comercial e se as alavancas corretas forem ativadas, os investimentos virão.
O Estado de São Paulo, diz ele, está fazendo a sua parte, negociando a dívida do Estado, revendo benefícios fiscais, devolvendo mais rapidamente os créditos de ICMS, tirando o excesso de burocracia através da digitalização. “Estamos fazendo três vezes mais investimentos do que antes.”
Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, destacou que o Estado também tomou diversas medidas para alcançar o equilíbrio fiscal. Ainda existem problemas estruturais, reconheceu, mas a procura de um maior ajustamento fiscal “não pode ser circunstancial, mas perene”.
“O Estado brasileiro precisa mostrar que valoriza o equilíbrio fiscal”, para que este “encoraje os investidores”, defende Leite, juntamente com regulamentações que favoreçam os investimentos.
Leite destacou que existe atualmente um amplo programa no Estado para atrair investimentos para a reconstrução após a tragédia das enchentes e para maior resiliência aos impactos das mudanças climáticas. O foco em concessões e parcerias com o setor privado, diz ele, foi duplicado. Estão a ser avançadas concessões, diz, em diversas áreas, como aeroportos, e Parcerias Público-Privadas (PPP) nas áreas da educação e saúde, parques urbanos e prisões.
No campo do reequilíbrio fiscal, diz, muitas medidas foram tomadas no Estado, como a reforma previdenciária. Ele destacou, porém, que o Estado acompanha o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode afetar o Rio Grande do Sul e outros Estados. O julgamento de alguns pontos da emenda da reforma da Previdência tramita no STF. Entre elas, a mudança no cálculo das contribuições dos aposentados e pensionistas.
Helder Barbalho (MDB), governador do Pará, diz que sem equilíbrio fiscal não é possível fazer uma gestão eficiente. Ele destacou também que as agendas de investimentos precisam conter políticas públicas conciliadas com a responsabilidade social e as questões ambientais. O país, diz ele, precisa fazer uma escolha entre enfrentar dilemas na área da sustentabilidade ambiental ou adiá-la.
As declarações foram feitas em evento promovido pelo Santander, em São Paulo, nesta quarta-feira (28).
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