O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil tem uma “política monetária muito restritiva” (ou seja, juros elevados) e considerou que se houver um aperto monetário num momento de “turbulência externa”, isso poderia “abortar o processo virtuoso de combate à inflação”. As falas aconteceram durante evento promovido pelo BTG Pactual e acontecem no momento em que o Banco Central vem sinalizando que pode haver aumento nas taxas de juros. Segundo Haddad, se houver “erro na dose” do aperto monetário, isso também poderá gerar um problema inflacionário.
Não é novidade que o BC vem alertando sobre suas preocupações com a inflação. Não à toa, a autoridade monetária optou por encerrar o ciclo de cortes da Selic e manter a taxa básica de juros em 10,50% nas duas últimas reuniões.
Agora, o cenário fica ainda mais nebuloso porque os Estados Unidos podem estar entrando em recessão, o que levanta um alerta no mercado global e os investidores passam a evitar riscos (e, portanto, países de risco, como o Brasil).
No evento, Haddad também falou sobre a meta fiscal e as contas públicas, um dos temas mais preocupantes do ponto de vista do mercado. Isso porque o Brasil precisa mostrar que é financeiramente responsável para atrair investidores. Neste momento de turbulência global, o tema ganha ainda mais importância. Em seus discursos, o ministro da Fazenda afirmou que “a meta fiscal é fixada em lei” e que “se todos fizerem o que determina a lei ou a Justiça” o Brasil “passará bem em 2024, 2025 e 2026”.
Haddad afirmou que o alcance fiscal é “interessante”, mas que é preciso “ver tudo”. Para ele, há um “exagero” na preocupação com o tema. “Não vejo um diagnóstico que aponte para um erro grave [do governo na questão fiscal]”, disse ele. O ministro disse ainda que “não há como monitorar [neste ano] não será muito melhor do que em 2023, não importa o que aconteça.”
O ministro afirmou ainda que o aumento dos gastos com a Previdência “se liquidou em junho” e disse que agora é um bom momento para o governo fazer ajustes em gastos como programas sociais. “Ninguém pode ser contra ter um programa consistente com condições de elegibilidade verificadas mês a mês”, afirmou o ministro.
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