O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para suspender o alterações obrigatórias e impor restrições ao pagamento de chamadas Alterações Pix. Até agora, todos os ministros que votaram seguiram a posição do relator, Flávio Dino. O placar é 6-0. Os ministros já se manifestaram nesse sentido André Mendonça, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli (votação que consolidou a maioria).
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A questão – que abriu um novo ponto de tensão com o Congresso – começou a ser analisado na madrugada desta sexta-feira (16) em plenário virtual. Os ministros têm até às 23h59 para se manifestar. Nesse tipo de julgamento, eles não se reúnem presencialmente, apenas votam no sistema eletrônico do Tribunal.
Logo pela manhã, o presidente do STF, Luís Roberto Barrosonegou pedido apresentado pela liderança do Congresso para que a decisão de Dino sobre as emendas impostas fosse suspensa.
No total, estão sendo julgadas três ações que questionam a falta de transparência nas modalidades de transferência de recursos públicos adotadas pelo Congresso. Em seus votos, dinossauro manteve o conteúdo das liminares (decisões provisórias) que emitiu nos últimos dias, mas sugeriu a possibilidade de conciliação ao considerar que está prevista uma reunião institucional entre os Poderes e a Procuradoria-Geral da República (PGR) construir um consenso sobre o assunto.
“Assim, por ocasião deste exame referendário, registro a compreensão da elevada relevância dos diálogos institucionais sob a liderança do chefe do Poder Judiciário Nacional. Uma vez realizados esses diálogos, a proteção cautelar poderá ser reavaliada”, escreveu. dinossauro.
O ministro destacou que já ocorrem debates técnicos entre os órgãos interessados, com o auxílio do Centro de Conciliação da Presidência do STF, e que a reunião que será realizada terá como objetivo “buscar uma solução constitucional e consensual, que respeite o princípio da harmonia entre os Poderes”.
Uma das determinações dinossauro foi dada em ação movida pelo Psol. Aqui, o ministro suspendeu todos alterações parlamentares documentos obrigatórios apresentados por deputados federais e senadores ao Orçamento da União até que o Congresso Nacional publique novas regras para liberação de recursos com requisitos de transparência, rastreabilidade e eficiência. Ele manteve apenas os recursos destinados às obras iniciadas e em andamento e às ações de resposta às calamidades públicas.
Imposição de alterações são aquelas que o governo federal precisa executar – elas são divididas em emendas individuais (que incluem as Alterações Pix) e alterações de bancada. Juntas, essas alterações representam um valor de cerca de R$ 40 bilhões.
As outras duas liminares que serão analisadas pelos ministros dizem respeito a ações que questionam a constitucionalidade do Alterações Pix – modalidade de emendas individuais em que o dinheiro é transferido diretamente para estados e municípios, sem estar vinculado a um projeto ou atividade específica. Portanto, sem finalidade específica, os recursos pertencerão aos municípios ou estados no momento do repasse financeiro.
Para o Alterações Pix foram questionados em ação movida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e, mais recentemente, em um protocolado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Nestes casos, Dino suspendeu o Alterações Pix que não atendam a todos os critérios de transparência e rastreabilidade – uma vez seguidos, podem ocorrer transferências, conforme decisão do ministro.
Após as decisões, o governo federal optou por um bloqueio preventivo de recursos para evitar que ocorressem transferências fora dos critérios exigidos por Dino. Assim como na liminar de emendas obrigatórias, o ministro autorizou o repasse das emendas Pix em caso de calamidade e realização de obras públicas, embora também abranja a transparência no uso dos recursos.
Ao decidir sobre o Alterações PixDino estabeleceu uma série de critérios de uso e distribuição. Uma das determinações foi que o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) acompanham este tipo de alterações. Antes da decisão de Dino, uma vez transferidos os recursos, os poderes de fiscalização não eram mais federais, mas sim dos tribunais de contas estaduais e municipais. Não existe, no entanto, qualquer regulamentação que obrigue os tribunais de contas locais a realizar o controlo.
O ministro também restringiu a distribuição de Alterações Pix pelos parlamentares aos Estados e municípios em que foram eleitos deputados ou senadores, salvo se o projeto tiver abrangência nacional e a execução ultrapassar os limites territoriais impostos.
Ao falar, Mendonça acompanhou o relator, mas considerou que apenas endossa as decisões “neste momento” e destacou o espaço aberto por Dino para “diálogos institucionais”, que permitirão “análise da matéria segundo parâmetros que considerem a boa governação e a necessidade de continuidade das políticas públicas”. Fachin e Zanin apenas concordaram com Dino, sem anexar voto escrito ao sistema.
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