No Brasil, o conceito também começa a ganhar força, prometendo revolucionar tanto o cenário do varejo quanto o B2B Getty Images Entre as diversas transformações trazidas pela era digital ao mercado, a forma como realizamos as transações financeiras está entre as principais. Neste cenário, não podemos deixar de abordar uma das inovações mais recentes e promissoras do ramo: “Compre Agora, Pague Depois” (BNPL). O método de pagamento está redefinindo as experiências de compra e os modelos de negócios em todo o mundo. Não à toa, uma pesquisa da Global Data revela que o valor global transacionado pelo formato chegou a US$ 120 milhões somente em 2021. O estudo também indica que esse número deve aumentar para US$ 576 milhões até 2026. No Brasil, o conceito também começa a ganhar força, prometendo revolucionar o cenário do varejo e do B2B. Isso se deve à sua abordagem flexível, que permite ao consumidor adquirir produtos ou serviços e adiar o pagamento para um momento posterior, geralmente dividindo o valor total em parcelas acessíveis. O que muda em relação aos demais modelos de pagamento O BNPL além de proporcionar maior poder de compra aos clientes, oferece uma alternativa aos tradicionais parcelamentos. Seja na estrutura ou nos benefícios oferecidos, a ideia do modelo foge dos padrões convencionais ao otimizar a experiência do público em todos os sentidos. As contas, por exemplo, podem ser burocráticas e demoradas tanto para consumidores quanto para vendedores, enquanto os cartões de crédito tendem a ser caros devido às taxas e atrasos no recebimento. Por outro lado, o BNPL elimina estes obstáculos, automatizando ações manuais, reduzindo custos e fazendo com que o banco assuma o risco de crédito. E ainda podemos ir além do mercado consumidor. No contexto B2B, menos de 10% dos pagamentos das empresas são feitos através de cartões de crédito, mas os boletos e as transferências bancárias ainda são os métodos preferidos das empresas. O BNPL pode oferecer uma alternativa inovadora aos desafios causados por estas modalidades. Ao integrar este modelo nos sistemas existentes, as empresas trazem frescura às suas áreas financeiras, com operações mais eficientes e adaptadas aos objetivos estratégicos da organização. Ou seja, é possível melhorar uma série de aspectos ligados à área, como o fluxo de caixa e os próprios pagamentos, além de garantir uma boa gestão dos recursos. Consequentemente, surgem menos imprevistos ao longo da trajetória da empresa e o crescimento do mercado torna-se mais sólido. Impactos no PIX No território nacional, o BNPL também pode ser potencializado pelo Pix. Ao aproveitar a rapidez e comodidade deste sistema de pagamento, as transações são processadas de forma mais rápida e transparente, proporcionando benefícios adicionais tanto para clientes como para comerciantes. Todas as etapas são concluídas instantaneamente, eliminando a necessidade de espera pelo processamento e aumentando a liquidez das empresas. Porém, o formato também traz alguns desafios. Educar o consumidor sobre as vantagens e cuidados é o maior deles, pois muitas pessoas ainda desconhecem a modalidade e não sabem como realizar a adoção responsável. O público precisa de compreender o seu fluxo de caixa e os impactos financeiros do diferimento de pagamentos, enquanto os comerciantes devem estar conscientes dos riscos e oportunidades associados ao modelo. Com esse entendimento e aceitação da modalidade, não há dúvida de que o BNPL continuará a transformar o futuro financeiro do Brasil. É um formato inclusivo, eficiente e sustentável, que ajuda todos os envolvidos no setor a atingir os seus objetivos de forma justa e eficaz. *Rodrigo Tognini é CEO e cofundador da Conta Simples, principal plataforma de gestão de despesas e cartões corporativos para empresas e startups do Brasil. Mais Lidos
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