O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou esta manhã do ato de apoio à pré-candidatura do deputado federal a prefeito do Rio de Janeiro Alexandre Ramagem (PL-RJ)ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Um balde). É a primeira vez que os dois participam juntos de uma agenda pública após a nova fase da operação da Polícia Federal que investiga o monitoramento ilegal realizado pelo órgão de inteligência durante a gestão do ex-presidente.
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Ao falar, Bolsonaro não comentou diretamente a investigação “Abin Paralela”, mas reforçou a narrativa de que ele e seu grupo político são perseguidos.
Sob o lema “Não desisto”, o ex-presidente afirmou ainda que sua recondução à chefia do Planalto, embora inelegível, passará pelas eleições municipais deste ano.
“No final de 2022, saí do Brasil. No final de março voltei para casa com todos os riscos possíveis, desde perseguições até os mais diversos. O que havia dentro de mim? Que não podemos desistir do Brasil”, disse Bolsonaro.
“Quando falamos de 2026, temos que passar por 2024. Todos aqueles que estão ao meu lado sofrem perseguições. Eles pagam um preço alto por estarem comigo”, disse ela.
Em relação a Ramagem, Bolsonaro fez uma defesa mais formal da pré-candidatura do deputado, desejando apenas sorte ao seu aliado na disputa. Como o período eleitoral ainda não começou oficialmente, qualquer discurso relacionado à campanha poderá ser penalizado pela Justiça Eleitoral.
A estratégia para impulsionar o ex-chefe da Abin na disputa municipal é colar sua imagem à do ex-presidente. Com Ramagem na mira da PF devido às suspeitas em torno de sua gestão à frente do órgão de inteligência, os apoiadores de Bolsonaro também reforçarão que ele, assim como Bolsonaro, é perseguido por uma suposta conspiração entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF). .
“Ramagem, o delegado da Polícia Federal, que conheci durante a transição de 2018, já começa a pagar um preço alto pela ousadia em querer pensar, sonhar e administrar uma cidade com respeito, com honra e com orgulho”, disse Bolsonaro em esta manhã.
O ex-presidente também voltou a fazer ataques, sem qualquer prova, ao processo eleitoral. Assim como fez ao longo da campanha de 2022, Bolsonaro questionou a lisura das urnas e aludiu que a eleição daquele ano foi fraudada.
“Temos certeza de que em 2026 muita coisa vai mudar. O Parlamento irá de facto garantir a lisura das eleições, e temos a certeza que alcançaremos o objetivo que é de todos nós”, afirmou o ex-presidente.
São duas apostas feitas por bolsonaristas para as próximas eleições federais, daqui a dois anos. A primeira é tentar, via Congresso, uma anistia que analise a inelegibilidade de Bolsonaro para que ele possa concorrer em 2026 —ele tem duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e utilização indevida dos meios de comunicação social. Este cenário, no entanto, é visto como improvável.
A outra aposta é tentar eleger o maior número possível de bolsonaristas nas próximas eleições federais, especialmente no Senado. O mesmo objetivo está projetado para as eleições deste ano, para que o grupo político do ex-presidente possa demonstrar força. No evento desta manhã, essa estratégia foi reforçada pelo filho do ex-presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Não tem outro caminho senão pela política, temos que ocupar todos os espaços. É por isso que o resgate do Brasil em 2026 começa agora, em 2024”, disse Flávio.
O senador também não fez menção direta às recentes ações da Polícia Federal. O filho do ex-presidente é citado em áudio gravado por Ramagem que veio à tona esta semana. A gravação é de uma conversa em 2020 entre o então chefe da Abin, Bolsonaro, o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Helenoe dois advogados que representaram Flávio.
Na ocasião, os cinco discutiram formas de proteger o filho do ex-presidente no caso das “rachadinhas”. A notícia de que a PF tinha em mãos esse áudio que havia sido gravado por Ramagem chegou a abalar a pré-candidatura do deputado federal. Contudo, de acordo com o Valor mostrou, as tensões foram acalmadas depois que o ex-chefe da Abin conversou com Bolsonaro.
Nesta manhã, Flávio foi mais enfático que o pai e reforçou Ramagem como candidato a prefeito do Rio. O deputado será oficializado na convenção do PL do Rio, marcada para o dia 22.
“Não adianta atirar pedras, atirar ou esfaquear. Há uma coisa que nos protege, Deus, e é isso que sustenta a pré-candidatura do delegado Ramagem, o prefeito do Rio”.
“Eles podem virar a vida de cabeça para baixo, não encontrarão nada, como não encontraram até hoje a não ser narrativas”, acrescentou.
Ramagem, por sua vez, fez um breve discurso, com duração de cerca de cinco minutos. Sem fazer qualquer menção à investigação “paralela da Abin”, o deputado federal reforçou o discurso de que “2024 é 2026”.
“Temos que mostrar força nas eleições para que em 2026 possamos fazer mais deputados, mais senadores, governadores e, se Deus quiser, faremos Jair Bolsonaro presidente novamente”, disse.
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