A plataforma de investimento coletivo Nanocapital e o corretor Terra Investimentos estão lançando um fundo de investimento “crowdfunding”, no qual pessoas físicas podem investir a partir de R$ 1 mil numa carteira diversificada de ativos distribuídos em plataformas de investimento coletivo. É o primeiro produto do gênero nascido no Brasil.
“Crowdfunding” de investimento – também popularizado como “financiamento coletivo de ações”, investimento coletivo ou investimento participativo — é mais uma alternativa de investimento à disposição dos investidores no mercado, regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Através deste tipo de investimento, empresas captam dinheiro fazendo oferta pública de distribuição de ativos isentos de registro no regulador. As empresas emissoras são de pequena dimensão e os activos são distribuídos exclusivamente através de plataformas de investimento colectivo e não com acções em bolsa.. Esses ativos são contratos ou títulos de renda fixa que dão ao investidor o direito de ter participação no negócio ou crédito.
As aplicações de crowdfunding de investimento podem proporcionar retornos muito atrativos, mas são arriscadas e devem representar apenas uma pequena parte da carteira de investimentos de longo prazo.. Não há garantia de retorno, porque as empresas são menores, fornecem menos informações e podem não honrar os seus compromissos com os investidores. Ainda assim, por vezes é complexo vender estes títulos a um preço justo, porque não existe mercado secundário regulamentado.
Chamado “Fundo Nano Alternativo”o fundo de Nanocapital nasci para reduzir esses riscos, porque uma equipe de gestores profissionais seleciona a carteira de ativos para investidores. O fundo é gerido por uma equipa da plataforma de investimento coletivo e pelo gestor do fundo. Terra Investimentos.
Acessível em Terra, Warren e outras plataformas de investimentos em breve, o novo produto é categorizado como um fundo multimercado e nasceu sob as regras da resolução CVM 175, marco regulatório dos fundos que entrou em vigor em outubro do ano passado. Sua carteira é dividida em duas: 60% é destinado ao crédito privadocom diversas funções distribuídas em plataformas de investimento coletivo, e 40% em títulos públicos e bancários.
Os gerentes compram papéis de crédito, como Notas de Crédito Bancário (CCBs), certificados de recebíveis agrícolas e imobiliários (CRAs e CRIs), debêntures e notas comerciais. O fundo pode adquirir ativos distribuídos diretamente em plataformas de investimento coletivo — incluindo Nano Capital, até o limite de 20% do patrimônio líquido. Cada ativo é limitado a 5% da carteira. A finalidade do produto é rendimento CDI mais 5% ao anouma remuneração superior à média. A taxa de administração é de 2% ao ano e a taxa de performance, 20% do que exceder o CDI mais 5%.
A Nano Capital foi criada em 2021 e distribui principalmente títulos de renda fixa de empresas dos setores de agronegócio, energia, imobiliário e varejo. O valor já emitido por meio de ofertas na plataforma chega a R$ 28 milhões. Além da plataforma de investimento coletivo, o grupo conta ainda com uma gestora de patrimônio e um correspondente bancário.
Uma das ideias de negócio é incentivar a distribuição de crédito privado de maior qualidade em plataformas de investimento coletivo. “O nome ‘crowdfunding de ações’ está errado. As empresas emitem investimentos em ações ou em crédito, e o investimento coletivo em crédito está se espalhando mais fortemente“, ele afirma Daniel Sabinofundador de Grupo Nano Capital.
Ele diz que a intenção é oferecer na plataforma e incluir no fundo títulos de renda fixa de empresas mais saudáveis, com garantias bem vinculadas, mas que têm dificuldade de se financiar por serem muito pequenas. “Capturamos menos de 8% das empresas que nos contactam. Somos muito chatos no processo seletivo”, acrescenta.
Sabino alerta, porém, que o investimento apresenta riscos. “Pode acontecer que a cota desabe, porque há o risco de liquidez, o risco de empresas que não têm capital aberto falirem e o risco de empresas não divulgarem dados”, afirma. “Mas o risco é inferior ao de um fundo de crédito privado de “alto rendimento” [de alto retorno, mas risco elevado]porque temos cuidado com as garantias“, diz.
Além disso, a intenção da plataforma é se aproximar dos consultores de investimentos, que vendem os investimentos disponíveis nas corretoras. A plataforma possui oito assessorias plugadas para vender seus ativos, mas ainda tem dificuldades para vender esse tipo de produto. “Ainda é uma batalha desmistificar o mercado de ‘crowdfunding’ para consultores e investidores e motivá-los a perder o medo desta indústria”, afirma o fundador da Nano Capital.
Como está indo o crowdfunding de investimento
O setor de plataformas de investimento coletivo apresentou o maior aumento anual no número de participantes regulamentados em relação aos demais mercados monitorados pela CVMapontou o município no boletim económico relativo ao primeiro trimestre deste ano. O número de plataformas de investimento coletivo aumentou 27%, passando de 59 para 75, entre o final do primeiro trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024.
O valor emitido por meio dessas ofertas nos primeiros três meses deste ano atingiu R$ 250 milhões, equivalente a 70% do valor total emitido no ano passado, segundo o regulador. Essas ofertas são regidas pela Deliberação CVM 88, que a partir de 2022 aumentou o limite de arrecadação para R$ 15 milhões e aumentou o limite de faturamento para pequenos negócios para R$ 40 milhões.
juros emprestimo bancario
simular emprestimo pessoal itau
emprestimo aposentado itau
quem recebe bpc pode fazer financiamento
empréstimo caixa simulador
quanto tempo demora para cair empréstimo fgts banco pan
empréstimo consignado do banco do brasil