Modalidade trará novas regras para a edição de Paris e é esperança de medalha de ouro inédita para o Brasil Conheça o esporte olímpico: Skate Street Paris poderá ser palco, ou melhor, pista, de medalha de ouro inédita para o Brasil. O skate de rua, em sua segunda edição olímpica, oferece uma oportunidade única para skatistas brasileiros como Rayssa Leal e Kelvin Hoefler brilharem no cenário internacional. + Confira o canal Olímpico do ge no WhatsApp + Olimpíadas 2024: quando começa, data de inauguração e onde assistir Skate Street Track em Paris 2024 Lorena Dillon Para os Jogos Olímpicos de 2024, o skate street terá novas funcionalidades e adotará novas regras. Uma mudança no método de pontuação busca equilibrar a avaliação entre as fases de giros e manobras. Além disso, a criação do chamado “Procedimento de Recusa de Pontuação” permitirá aos atletas descartar a pontuação de uma das manobras realizadas. Como funciona? O skate é uma modalidade na qual o skatista realiza manobras em diferentes superfícies, como ruas, calçadas, parques e pistas sobre um skate, composto por uma prancha geralmente de madeira, montada sobre dois eixos (caminhões) com quatro rodas. O skate de rua é uma das duas principais modalidades do skate nas Olimpíadas, ao lado do skate park. A modalidade é dividida em quatro provas – Parque masculino, Parque feminino, Rua masculina e Rua feminina – com 22 atletas olímpicos, totalizando 88 atletas. Rayssa Leal representará pela segunda vez o Brasil no torneio olímpico de skate de rua Confederação Brasileira de Skate As duas modalidades têm duas fases, a fase preliminar e a fase final, mas há diferenças entre os tipos de obstáculos e o formato das provas. Na modalidade skate park, os atletas patinam em uma pista com rampas, piscinas, bumps e saltos desenhados para imitar uma pista de skate. Por outro lado, o skate de rua tenta simular elementos da rua como escadas, corrimãos, bancos, bordas de meio-fio. Nessa modalidade, a pista é mais plana, desenhada para lembrar os ambientes da cidade, onde nasceu o skate. Nas Olimpíadas, o skate de rua tem duas fases, uma preliminar e uma final. Na primeira fase, os patinadores têm duas corridas de 45 segundos cada para completar voltas cronometradas. Na segunda fase, os atletas têm cinco tentativas para realizar manobras individuais. De acordo com as regras da World Skate, federação internacional de skate, as competições devem ser julgadas de acordo com cinco critérios: Dificuldade e variedade de manobras realizadas Qualidade de execução: este critério inclui elementos importantes como pouso, velocidade, altura em que voam e a fluidez dos movimentos Uso da pista: considera que os atletas devem utilizar a pista o máximo possível, com uso criativo dos obstáculos Fluxo e consistência: avalia como funciona a performance de 45 segundos em grupo, e não apenas nas manobras individuais Repetição: se o atletas realizaram manobras muito parecidas Para os Jogos Paris 2024, o formato da competição de skate de rua segue o modelo estabelecido em Tóquio 2020, mas com reformulação do sistema de pontuação. Em Tóquio 2020, cada manobra ou giro foi avaliado individualmente em uma escala de 0 a 100 pontos. A pontuação final foi determinada pela soma das melhores pontuações, independente da etapa em que foram alcançadas. Pâmela Rosa skate street Júlio Detefon/ CBSK No formato atual a pontuação será necessariamente atribuída à melhor volta (entre as duas provas cronometradas), e às duas melhores manobras (entre as cinco manobras individuais) pontuando cada uma entre 0 e 100, totalizando pontuação final de até 300 pontos. Ou seja, em Paris, uma das voltas contará necessariamente para a pontuação final, bem como as duas melhores manobras, numa avaliação mais equilibrada e abrangente das pontuações. A mudança visa garantir que tanto a fase de volta quanto a de manobra tenham um impacto significativo no resultado final. Em Tóquio 2020, por exemplo, a pontuação final de Yuto Horigome foi determinada apenas pelas manobras, já que suas duas voltas tiveram pontuações mais baixas. Outra mudança importante na edição de 2024 será a introdução do chamado Procedimento de Recusa de Ponto. A nova regra pode ser utilizada na fase de manobras e estabelece que os patinadores têm o direito de descartar uma de suas manobras caso desejem tentar uma pontuação melhor, sem sofrer penalidades de repetição. Tentativas recusadas contam zero pontos. Outras regras do Skate Street: As manobras que os patinadores realizam durante a fase de apresentação individual da competição não podem ser as mesmas da fase cronometrada. Se as manobras forem iguais, os juízes podem reprová-las. Não há limites de idade definidos para os atletas participarem das competições. Os atletas terão um mínimo de 120 minutos de treino antes do início da competição. A duração mínima não deve ser inferior a 45 minutos. Cada atleta em uma bateria de competição realiza uma única tentativa por vez, seguido pelo próximo atleta na ordem da bateria. Em caso de empate, a melhor pontuação da corrida decide. Skate Street nas Olimpíadas de Paris O skate, assim como muitos de seus adeptos, é um esporte juvenil criado na década de 1950 nos Estados Unidos, quando, inspirados no surf, os skatistas começaram a prender eixos e rodas em pedaços de madeira para se divertir. . Quando as ondas estavam baixas, os surfistas tentavam imitar as manobras que faziam na água com o objeto criado. Em 1965, começaram a ser vendidos os primeiros skates fabricados industrialmente e começaram as primeiras competições. O skate chegou ao Brasil pouco depois, na década de 60, no Rio de Janeiro, acredita-se que tenha sido trazido pelos filhos de norte-americanos e por brasileiros que viajaram para os Estados Unidos na época. O esporte é conhecido por andar de mãos dadas com os valores da liberdade, da rebeldia e da emoção. Com o tempo, tornou-se popular porque era acessível financeiramente e representava um estilo de vida, um sucesso entre o público mais jovem. Em 2016, o skate foi anunciado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como esporte olímpico, estreando nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão. Após estrear em Tóquio 2020, estará presente em sua segunda edição em Paris 2024. Rayssa Leal no pódio do skate street em Tóquio REUTERS/Toby Melville O Japão lidera o ranking dos pódios olímpicos com três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, consolidando-se como uma potência no esporte. O Brasil mostrou sua força com três medalhas de prata, sendo o segundo país com melhor desempenho na modalidade. Apesar de não terem conquistado medalhas de ouro ou prata, os Estados Unidos conseguiram conquistar duas medalhas de bronze, e reforçaram a sua forte tradição no skate, competindo em alto nível. A Austrália também faz uma boa campanha olímpica na modalidade com medalhas de ouro e bronze. As competições de skate street masculino estão marcadas para o dia 27 de julho, com a preliminar às 7h, e a final ao meio-dia, na Arena La Concorde. As competições femininas acontecem no mesmo horário, no dia 28 de julho. Atletas do Brasil Pela segunda vez consecutiva, o Brasil vai às Olimpíadas com sua força máxima. A bandeira verde e amarela terá 12 atletas, sendo 6 homens e 6 mulheres, número máximo permitido para um país. No total, são possíveis três patinadores em cada uma das categorias park e street masculino/feminino, e Brasil e Estados Unidos foram os únicos países que preencheram todas as vagas a que tinham direito. Para o skate de rua, são 6 vagas: Street Feminino: Rayssa Leal Pâmela Rosa Gabi Mazetto Rayssa Leal é a grande favorita do skate de rua brasileiro e busca uma medalha de ouro inédita na modalidade. Na edição de Tóquio, Fadinha fez sua primeira aparição olímpica e surpreendeu o mundo do esporte ao conquistar a medalha de prata no Skate Street. A “Fadinha”, como ficou conhecida, é bicampeã mundial de SLS (2022 e 2023) e medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos (2023). Além disso, o atleta foi medalhista de ouro nos X Games e campeão mundial de 2022. Recentemente, ela conquistou a medalha de ouro na etapa chinesa do evento Pré-Olímpico de skate. Rayssa estará acompanhada de sua ídola Pâmela Rosa, em sua segunda participação nos Jogos. O skatista é bicampeão mundial de skate, bicampeão dos X-Games e medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos (2023). Em Tóquio, Pâmela rompeu o ligamento do tornozelo esquerdo dois dias antes da viagem ao Japão. Apesar da lesão, o brasileiro competiu mesmo assim e terminou na 10ª colocação. Gabi Mazetto, estreante na competição, completa a lista. Street Masculino: Giovanni Vianna Kelvin Hoefler (prata em Tóquio) Felipe Gustavo Kelvin Hoefler fez história com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Hoefler ficou em terceiro lugar no Pro Tour de Roma de 2023, terminou em oitavo no Olympic Qualifier Series Budapest 2024 e atualmente está em 14º lugar no ranking mundial. Foi campeão mundial de skate em 2015 e bicampeão dos X Games. Kelvin Hoefler, medalhista de prata nas Olimpíadas de Tóquio Júlio Detefon/CBSk Giovanni Vianna fez uma boa temporada em 2023, conquistando o pódio (bronze) no Pro Tour de Lausanne e foi campeão mundial do SLS Super Crown 2023. O atleta já foi consolidando e aparece como esperança de bons resultados. Felipe Gustavo está em sua segunda participação olímpica, e terminou em 14º lugar nas Olimpíadas de Tóquio. Já foi campeão da etapa SLS Super Crown em Sydney, na Austrália (2023).
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