O modelo que colocou a Seleção Espanhola entre as principais potências do futebol mundial é inegociável e não depende de resultados. Em tempos de Copa América e Eurocopa, uma seleção tem chamado a atenção de todos pela sua qualidade, e me faz, como torcedor do futebol brasileiro, sentir um pouco de inveja. A Espanha é um time muito legal de assistir e por trás desse bom futebol tem uma boa história para contar. Lamine Yamal comemora vaga da Espanha na final da Eurocopa Reuters A partir de 2007, a Espanha despontou entre as potências do futebol europeu sob o comando do veterano técnico Luis Aragonés, ex-ídolo do Atlético de Madrid. Embora muitos pensem erroneamente que o “tiki-taka” era uma cópia do Barcelona de Pep Guardiola, foi Aragonés quem o colocou em prática na seleção. Guardiola ainda estava no Barça B em 2007, mas claramente tinha algo da escola holandesa de Johan Cruyff nesse novo modelo. A seleção espanhola, historicamente conhecida como “La Furia”, pelo seu jogo vertical e direto, passou a ser chamada de “La Roja”, nome sugerido pelo próprio Aragonés. Se até aquele momento as maiores conquistas da Espanha eram apenas o título do Campeonato Europeu, em 1964, e a medalha de ouro olímpica, em 1992, o novo modelo elevou o futebol espanhol a outro patamar. A mudança na forma como jogamos não teria acontecido sem o surgimento de jogadores talentosos como Xavi, Iniesta, David Silva, Xabi Alonso, Busquets e Fàbregas. Ao lado de Puyol, Sergio Ramos e Fernando Torres, que deram um tom mais físico ao time, conquistaram todos os principais títulos daquele período. Dois Europeus, em 2008 e 2012, e o Mundial da África do Sul, em 2010. Os dois últimos, com Vicente Del Bosque no comando. Outros treinadores passaram e a identidade do jogo permaneceu inegociável, acima de qualquer resultado. Hoje, Luis De La Fuente, que talvez não tenha uma geração tão talentosa como Aragonés e Del Bosque, mantém o modelo com jovens como Lamine Yamal, Nico Williams e Pedri, que junto com os experientes Carvajal, Rodri, Olmo e Fábian Ruiz , joga o melhor futebol da Copa da Europa e disputará a final contra a Inglaterra. Essa é a minha inveja como brasileiro. Não temos mais nossa própria identidade. Estamos perdidos na história e nos excessos de uma CBF que não tem competência técnica nem autoridade moral para liderar o futebol em nosso país. O cenário é triste, e o pior é que não vejo nada que me dê otimismo para o futuro.
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