O peso pena carioca briga nesta sexta por uma vaga na final em duelo com Timur Khizriev, transmitido pelo Combate, e tira o foco do prêmio milionário: “O que eu quero é outra coisa, é mais sentimental” Aos 26 anos, Gabriel Braga viveu um ano intenso nos mais diversos aspectos. A tragédia com o assassinato do pai Diego Braga, a tentativa de seguir em frente e não poder lutar, e depois o retorno à jaula do PFL para nocautear dois rivais e chegar aos playoffs da temporada peso pena (até 66,2kg). Na próxima sexta-feira, na capital americana, Washington, o carioca briga por uma vaga na final em duelo com o russo Timur Khizriev. O Combate exibe o PFL #9 ao vivo e com exclusividade na próxima sexta-feira, a partir das 19h30 (horário de Brasília). Combate.com, SporTV 3 e Youtube do Combate transmitem ao vivo as quatro primeiras lutas do card. Gabriel Braga enfrenta o russo Timur Khizriev por uma vaga na final do peso pena Reprodução/Combate + Confira o ranking do PFL 2024 + Acompanhe o canal de MMA, boxe e outras lutas do ge no WhatsApp! Gabriel Braga recebeu a equipe do Combate em sua casa no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, em um condomínio em frente à praia. Quando ele lutar nesta sexta-feira, serão sete meses da morte do pai e do técnico Diego Braga. Ele foi assassinado quando ia ao Morro do Banco, comunidade da Zona Oeste do Rio, para tentar recuperar sua motocicleta roubada de outra comunidade da região, Muzema. – É o que digo a todos: para mim é uma luta diária, mesmo. É uma luta que vou vencer. Cada dia que passa é uma vitória para mim, entendeu? O que tento transformar em motivação não é dinheiro. É tudo que vem acontecendo na minha vida, essa dor, e todos os sentimentos que tenho sentido é o que estou tentando transformar em motivação e seguir em frente, para buscar a honra que ele sempre quis. Não será o dinheiro que mudará minha mentalidade. O que eu quero é outra coisa, é mais sentimental. Cada dia é uma dificuldade diferente que passo e sempre supero. Gabriel Braga revela “luta diária” para lidar com a morte do pai Gabriel teve luta anunciada pelo PFL um dia após a morte do pai. A expectativa, naturalmente, é que a luta seja cancelada pela proximidade, já que aconteceria pouco mais de um mês depois no card PFL x Bellator. Gabriel viajou para Riad, na Arábia Saudita, para enfrentar Aaron Pico. Depois, foi escalado contra o compatriota Patricio Pitbull. Às vésperas da luta, Gabriel entendeu que realmente não teria condições emocionais para lutar novamente. – Esse foi o ponto de viragem. Caiu ali uma moeda que não tinha caído antes. A única coisa que eu poderia fazer melhor quando tudo isso aconteceu foi treinar. Fui para a academia e fiz o meu melhor. Eu realmente acreditei que seria capaz (de lutar). Quando viajei, senti uma sensação que nunca havia sentido antes, um vazio. Uma pessoa que ocupava um espaço muito grande não estava mais lá. Eu tive que ter uma visão de responsabilidade, vi que eu teria que me responsabilizar pelas coisas que ele fazia, sabe? Para mim foi muito difícil, muito difícil mesmo. Mas foi onde mais evoluí, onde mais vi coisas, onde conheci mais pessoas que estavam do meu lado e outras que não estavam. Foi uma virada muito boa para minha vida e minha carreira. Foi lá que assumi essa responsabilidade: “agora vou continuar e vou conseguir mesmo sem ele”. Apesar da ausência do pai, Gabriel Braga diz que ainda o ouve durante a luta, principalmente ao lado do tio Eduardo Pachu, que continua acompanhando-o no escanteio. A presença de Diego Braga no habitat natural da família ainda é muito forte. – Também sempre tive meu tio Eduardo Pachu. Sempre ouvi muito as vozes deles. Eles poderiam estar gritando o que quer que estivessem gritando e eu saberia que eram eles. É sinistro, é como um videogame. E meu pai não foi diferente. Onde quer que ele falasse eu saberia que era ele. Mas eu ainda ouço meu tio e ele ainda ouve, cara. Ele está sempre na minha mente, a voz dele está sempre na minha mente, me dizendo para fazer as coisas, como se ele estivesse lá. Para mim o mais difícil é treinar, fazer tudo sem ele. Se eu conseguir passar por toda essa parte, lutar é a coisa mais fácil. Não tem como (tirá-lo dessa luta). Sentimos que ele está muito presente. Eu e meu tio conversamos bastante durante a semana da luta, então podemos sentir ele muito presente. Gabriel Braga PFL Reprodução/Combate A tragédia pessoal também ressignificou algumas coisas na vida de Gabriel. O prêmio milionário dado ao campeão do PFL agora não é o objetivo, é apenas consequência de algo maior. Em 2023, Gabriel perdeu a decisão para o peruano Jesus Pinedo. – No ano passado fui um pouco ambicioso em querer chegar à final tentando fazer isso. Hoje tenho uma mentalidade diferente. Hoje vou pegar minha homenagem e aquele cinturão que deixei (ano passado). Eu acho que o dinheiro que entra vai ser consequência disso tudo (…). Nada atrapalha meu foco, estou muito focado, mas pensando muito nesse dinheiro, acho que não foi bom. Tem que ser apenas consequência do seu trabalho. O que vou conseguir é esse cinto. Gabriel Braga diz que “caiu a ficha” com a ausência do pai durante viagem para lutar Parte da preparação de Gabriel Braga para esta temporada aconteceu nos EUA, na Califórnia. Foi também uma forma de fugir do Rio de Janeiro após a morte do pai. – Fui fugir um pouco desse caos. Muita coisa estava acontecendo em torno disso, então para mim era muito melhor estar lá fora captando nova energia, energia de pessoas que não olham para você de forma estranha. Foi muito bom não só para o meu corpo, mas mais mentalmente. Gabriel Braga estreou na temporada 2024 com um nocaute contra Justin Gonzales no último segundo do primeiro round. Dois meses depois, ele nocauteou Bubba Jenkins no segundo round. Foi para essa segunda luta que ele se preparou apenas nos EUA, onde foi recebido por Márcio Moreira na Ralph Gracie. O lutador carioca também não esconde a possibilidade de deixar definitivamente o país. – Ele (Márcio Moreia) é meu corner também, vai em todas as lutas. Ele abriu a porta da casa dele, abriu a porta da academia para eu adquirir novos conhecimentos, e foi muito bom (…). Confesso para vocês que tenho alguns planos, pretendo ficar por aí. Mas com isso estou pensando em abrir uma equipe, levar minha equipe para treinar mais e apresentar coisas novas para eles também. A tropa tailandesa tem que ir, só posso ficar se eles estiverem lá. É num futuro muito próximo que penso em morar lá. Gabriel Braga analisa jogo do rival russo nos playoffs do PFL Além da experiência nos EUA, Gabriel contou com a preparação para a próxima luta, a Tropa Thai, além de aprimorar seu jogo na Atos Jiu-Jitsu. – Já fazemos essa união há muito tempo. Resolvi vir (para o Rio) mais por isso, para usar o conhecimento deles (na Atos), são alguns caras que já lutam contra os russos da ACA, então já estão conectados como estão. Eles têm muito conhecimento para passar também, então preferi estar aqui colhendo essa energia. Gabriel Braga comemora vitória e presta homenagem ao pai Diego Braga PFL E por falar no russo, Timur Khizriev segue invicto na carreira com 16 vitórias. Com três vitórias no Bellator, ele foi incorporado ao elenco do PFL após a aquisição do Bellator. No PFL, enquanto Gabriel ficou em segundo lugar na classificação geral, o russo ficou em terceiro com duas vitórias na decisão, contra Brett Johns e Enrique Barzola. -Espero que ele traga mais ou menos a mesma estratégia de todas as lutas. Ele não é um cara que busca muito o grappling, ele também troca em pé. Este é um ponto muito positivo para nós. Vou entrar lá pronto para mostrar essa derrota para ele (…). Não posso olhar muito para este ponto de ajuste. Não existe um jogo certo que sirva. O que vai caber será o soco, os meus golpes e a minha estratégia. Obviamente que na altura pode sempre acontecer de forma um pouco diferente, mas estaremos preparados para tudo. Gabriel também quer mudar a última impressão deixada na capital americana. Foi em Washington que perdeu a final do ano passado. – Vou ser sincero, é o que mais me motiva. É querer chegar lá e fazer diferente, mostrar que posso fazer diferente. Para mim. Eu sei que não preciso provar nada para ninguém, só quero provar para mim mesmo que sou capaz. Eu acho que vai ser diferente, essa história vai mudar aí. PFL 9 – Playoffs – Peso Meio Médio e Peso Pena 23 de agosto de 2024, às 19h30 (horário de Brasília), em Washington (EUA) CARD PRINCIPAL: Peso Pena: Brendan Loughnane x Kai Kamaka Peso Meio Médio: Magomed Umalatov x Neiman Gracie Peso Pena: Gabriel Braga x Timur Khizriev Peso meio-médio: Shamil Musaev x Murad Ramazanov CARD PRELIMINAR: Peso meio-médio: Ray Cooper III x Mukhamed Berkhamov Peso meio-médio: Eric Alequin x Luca Poclit Peso-pena: Tyler Diamond x Enrique Barzola Peso-galo: Brahyan Zurcher x Marcirley Alves Peso-pena: Jesse Stirn x Jose Perez Peso-pesado: Maxwell Djantou Nana x Kent Mafileo Meio-médio: Shido Boris Esperanca x Tyler Hill Inscreva-se no Combate e veja o que há de melhor no mundo da luta
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