Delegação estadual conta com oito atletas, a maioria do futebol para cegos e do atletismo Brasil almeja liderar o quadro de medalhas nas Paraolimpíadas que começam no dia 28 Os Jogos Paralímpicos de Paris começam nesta quarta-feira, e a Bahia será representada por oito entre os 280 brasileiros atletas no evento. Movidos pelo atletismo e pelo futebol para cegos, a lista dos baianos também conta com participantes de competições de levantamento de peso, lançamento de dardo e vôlei sentado. + Comitê Paralímpico Brasileiro lança uniformes para cerimônia de abertura das Paraolimpíadas + Paraolimpíadas Paris 2024: premiação para medalhistas é quatro vezes maior que a do Rio 2016 Da esquerda para a direita, Jefinho, Raissa Rocha e Edneusa, destaques baianos nas Paraolimpíadas Arte / ge E, se depender da história, nossos concorrentes têm tudo para se dar bem na França. Dos oito representantes baianos, cinco já levaram no peito uma medalha paralímpica. O maior vencedor é Jefinho Gonçalves, do futebol para cegos, com quatro medalhas de ouro. Veja a lista completa abaixo! Cássio Lopes dos Reis Edneusa de Jesus Santos Evânio Rodrigues da Silva Jefinho Gonçalves Maicon Junior dos Santos Marcio Borges dos Santos Raissa Rocha Machado Samira Brito Cássio Lopes dos Reis Cássio Reis após vitória contra o Japão no futebol por os cegos, em 2023 Reprodução/Redes Sociais Nascido em Ituberá, no sul da Bahia, o jogador de 35 anos vai para sua quarta Paraolimpíada em busca da quarta medalha de ouro, para manter a hegemonia do Brasil no futebol para cegos. Participou de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020. Aos 14 anos, Cássio Lopes teve um descolamento de retina seguido de catarata, que lhe tirou a visão. Depois de praticar esportes durante toda a infância, não quis parar e começou a jogar futebol para cegos aos 20 anos. Além das três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, foi tricampeão da Copa América, tricampeão. vezes campeão mundial e tetracampeão dos Jogos Parapan-Americanos. – Graças a um formato de preparação diferente chegamos muito bem, tanto no aspecto técnico e tático quanto no físico e mental. O Brasil se reuniu desde o início do ano e começamos a treinar diariamente em João Pessoa, foi uma equipe permanente durante sete meses intensos de preparação – explicou Cássio em entrevista ao ge. Cássio estreia no Paris 2024 no dia 1º de setembro em jogo entre Brasil e Turquia, marcado para as 13h30 (horário de Brasília). Edneusa de Jesus Santos Edneusa Santos Dorta, medalhista de bronze na maratona nas Paraolimpíadas Alaor Filho/MPIX/CPB Soteropolitana, Edneusa se tornou a primeira brasileira medalhista paraolímpica em maratonas nos Jogos Rio 2016, com a medalha de bronze, e vai para sua terceira Paraolimpíada . Ela tem visão subnormal desde o nascimento, devido à rubéola que sua mãe contraiu durante a gravidez. Aos 24 anos, competiu no atletismo tradicional e, em 2012, migrou para o atletismo paraolímpico. O atleta de 48 anos correrá os 42 km em busca de mais uma medalha e recentemente se inspirou na prata conquistada na Copa do Mundo da Maratona de Londres 2019. – Somos especiais, quem tem deficiência não pode desistir. Trabalhamos, somos guerreiros […] Minha prova é a maratona de 42km, venho me dedicando a isso. Não é para todos, maratona é muito sofrimento, o atleta tem que estar alinhado de diversas formas. Nem todo mundo gosta, eu corro por amor. Mas é tudo muito difícil – disse Edneusa. Evânio Rodrigues Evânio Rodrigues da Silva bronze no Campeonato Mundial Paralímpico de Halterofilismo Daniel Zappe/CPB/MPIX Evânio nasceu na cidade de Cícero Dantas, perto da divisa com Sergipe, e vai para sua segunda Paraolimpíada após conquistar a prata nos Jogos do Rio em 2016 Ele teve poliomielite aos seis meses de idade, o que causou o encurtamento de sua perna direita. Evânio só começou no levantamento de peso em 2010, aos 26 anos, a convite de um amigo. O levantamento de peso, em suma, é o levantamento de peso para atletas com deficiências nos membros inferiores. Em Paris, já com 40 anos, Evânio Rodrigues estreia no dia 7 de setembro, às 8h35 (horário de Brasília). Jefinho Gonçalves Jefinho conduz a tocha olímpica no Rio de Janeiro Comitê Paralímpico Brasileiro Maior medalhista da Bahia nas Paraolimpíadas, Jefinho representa o Brasil no futebol para cegos e é companheiro de Cássio. Jefinho Gonçalves já disputou quatro Paraolimpíadas (Pequim, Londres, Rio e Tóquio) e ajudou a seleção a conquistar quatro medalhas de ouro. Natural de Candeias, o atleta de 35 anos entra em campo contra a Turquia para iniciar o que pode ser seu quinto campeonato consecutivo. Ele parou de enxergar aos sete anos, quando o glaucoma fez com que o jogador perdesse 100% da visão. O baiano começou na natação, passou para o atletismo, mas aos 12 anos se viu jogando futebol para cegos. Jefinho chegou a ser eleito o melhor jogador do mundo em 2010. Entre suas principais conquistas estão: bronze na Copa do Mundo de Birmingham 2023; prata na Copa América 2022; pentacampeão dos Jogos Parapan-Americanos (Santiago 2023, Lima 2019, Toronto 2015, Guadalajara 2011 e Rio 2007); e tricampeão mundial (Madrid 2018, Japão 2014 e Inglaterra 2010). – Ter longevidade em um esporte de alto rendimento como o futebol para cegos é muito difícil. Passei por momentos de lesão que me atrapalharam nos últimos anos, mas com o apoio do meu clube, seleção e amigos consegui me recuperar para estar aqui em mais uma Paraolimpíada. Estou muito feliz em olhar para trás e ver esse histórico de sucesso. Vou para minha quinta Paraolimpíada, não é fácil chegar até aqui – comemorou Jefinho. Maicon Junior Maicon Junior dos Santos, atleta de futebol cego Comitê Paralímpico Brasileiro Natural de Maraú, Maicon tem 24 anos e é um dos mais jovens da delegação que representará a Bahia. Perdeu a visão devido a um glaucoma congênito e descobriu o futebol para cegos em 2013, quando teve contato com o esporte no Instituto de Cegos da Bahia e integrou a seleção brasileira nos Jogos Parapan-Americanos Juvenis de 2017. Currículo esportivo, Maicon tem ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, bronze na Copa do Mundo de Birmingham 2023, prata na Copa América 2022, ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e ouro na Copa América 2019, em São Paulo. – É uma emoção muito grande jogar pela Seleção Brasileira, um time multicampeão e com grandes clássicos. É definitivamente uma responsabilidade enorme. É uma felicidade imensa, mas também muita responsabilidade manter a nossa hegemonia – comemorou Maicon antes de sua estreia nos Jogos Paralímpicos. Marcio Borges Marcio Borges, atleta brasileiro de vôlei sentado Reprodução/TV Bahia Estreante nas Paraolimpíadas, Marcio Borges começou no Jiu-Jitsu e só mudou para o vôlei sentado em 2011, após sofrer um acidente de moto que lhe causou a amputação da perna . Salvador, criado em Cruz das Almas, Marcio estreia pela seleção brasileira às 7h do dia 29 de agosto (horário de Brasília), contra a seleção ruandesa. Ele já tem no currículo o título pan-americano, em 2023, e o terceiro lugar no mundial da Bósnia, em 2022. – Confesso que estou um pouco ansioso pela minha primeira Paraolimpíada. Mas ao mesmo tempo preciso controlar essa ansiedade para que ela não atrapalhe meu desempenho. Claro que estamos ansiosos porque é a primeira vez, mas estou me dando bem. Tenho as melhores expectativas possíveis e espero sair com uma medalha, o que é um sonho para nós, ainda mais para o vôlei masculino, que ainda não tem medalha – revelou Marcio. Raissa Rocha Raissa Rocha bate recorde mundial de lançamento de dardo no Centro Paralímpico de São Paulo Divulgação/CPB Raissa é natural de Ibipeba, no centro-norte da Bahia, e vai para sua terceira Paraolimpíada, aos 28 anos. atleta de dardo e conquistou a medalha de prata nos Jogos de Tóquio 2020. Raissa nasceu com defeitos nas pernas e, aos 12 anos, começou a lançar dardo. Em seu currículo, entre outras conquistas importantes, ela conta com ouro no lançamento de dardo na Copa do Mundo de Kobe 2024, ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 e prata na Copa do Mundo de Paris 2023. Samira Brito Aos 34 anos, Samira Brito disputará pela segunda vez as Paraolimpíadas Ascom/APA Para fechar a lista com chave de ouro, Samira Brito vai para sua segunda Paraolimpíada como segunda colocada no ranking mundial nos 100 e 200m do T36 turma (atletas que apresentam falta de coordenação motora nos quatro membros). Um dos destaques do atletismo brasileiro, ela é juazeira e busca a primeira medalha aos 35 anos. Sua principal conquista até o momento é a prata nos 200m dos Jogos Parapan-Americanos Santiago 2023. A história de Samira começou antes mesmo de ela nascer. Quando a mãe deu à luz, ela ficou sem oxigênio e, aos nove anos, foi diagnosticada com paralisia cerebral, que afeta os movimentos dos membros, além da fala e da audição. Somente em 2008 um treinador a identificou como uma atleta promissora e iniciou sua carreira no esporte, que ganha outro capítulo especial a partir desta quarta-feira, quando acontece a cerimônia de abertura dos Jogos. – Ela é muito prestativa e isso cativa muito as pessoas. Ela é uma atleta maravilhosa de se trabalhar, e trabalhar em alta performance é muito difícil, é cansativo estar sempre buscando a melhor versão dela. Às vezes trabalhamos a semana toda, no final de semana ainda treinamos dois períodos, com treino de pista pela manhã. E isso mexe muito com a cabeça do atleta. Se ela não tomar cuidado, ela pode estragar tudo. Temos um vínculo muito forte, considero a Samira uma filha, ainda mais depois que ela perdeu o pai. Temos muita confiança um no outro – disse o técnico Givanildo em entrevista ao ge. *Estagiários sob supervisão do repórter Rafael Teles
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