Novo ataque dá frutos e Lusa consegue primeira vitória no Canindé ao superar o frágil e atordoado União Suzano por 4 a 1 na quarta rodada da Copa Paulista. Maceió e Carlos Henrique foram os protagonistas da primeira vitória que a Portuguesa conquistou no estádio do Canindé neste Copa Paulista. Cada um marcou dois gols na goleada por 4 a 1 sobre o União Suzano neste sábado (6) pela quarta rodada. O Maceió não marcava na casa dos portugueses desde o Paulistão, quando marcou o único gol na vitória sobre o Mirassol. Um gol que não só manteve a Lusa na elite como também devolveu o clube ao cenário nacional em 2025, com a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. Carlos Henrique voltou à Portuguesa depois de dois anos, havia estreado na última rodada ao entrar no segundo tempo, e teve sua primeira chance como titular na partida contra o União Suzano. Abusando dos clichês, agarrou-o com unhas, dentes e sangue nos olhos. A dupla roubou a cena em uma partida em que o setor ofensivo foi a grande incógnita. Era certo que o técnico Alan Dotti manteria a equipe base que, no fim de semana anterior, venceu o EC São Bernardo fora de casa por 2 a 0. Exceto, obviamente, pelo ataque. Mais especificamente, o lado esquerdo do ataque. Nas três primeiras rodadas, Leandro foi titular por lá. Carlos Henrique é lateral-esquerdo de nascimento e, em sua primeira passagem pelo Canindé, mostrou mais qualidade na defesa do que na marcação. Maceió comemora gol da Portuguesa contra o União Suzano Dorival Rosa/Portuguesa Dotti, que trabalhou com o jogador no sub-20, praticamente não precisou de tempo nem de testes para escalar Carlos Henrique por lá. Os poucos minutos que esteve em campo contra o EC São Bernardo deixaram uma excelente impressão. Esses minutos qualificaram Carlos Henrique para ser titular contra o União Suzano. A Lusa entrou em campo com Rafael Pascoal no gol, Gustavo Sciencia na direita, Pedro Henrique na esquerda, com Kauã e Marco na dupla de defesas. Hudson e Jonathan, os meio-campistas. Guilherme Portuga, camisa 10. Na frente, Maceió na ponta direita, Carlos Henrique na lateral esquerda e Kadir mais centralizado. Demorou apenas quatro minutos para a Portuguesa abrir o placar. Portuga cobrou falta pela esquerda, Maceió subiu por cima de todos e cabeceou para o fundo da rede. Ele nem deu tempo do União Suzano entrar em campo. Ao mesmo tempo que emocionou a Lusa, o gol nos momentos iniciais surpreendeu o (mais jovem) União Suzano. Mantendo o ritmo forte, explorando as bordas do campo, o time da casa ampliou aos 11 minutos, novamente com o atacante Maceió. Do campo de defesa, o Sciencia cobrou lançamento lateral para Kadir, no meio do ataque. O panamenho fez a barreira e passou para Maceió, que desceu pela direita, foi fundo, invadiu a área e finalizou. O goleiro Igor espalmou nos pés. Na segunda chance, Maceió não desperdiçou e chutou para o fundo das redes. O golpe sentido pelo União Suzano foi claro. Tanto que o goleiro Rafael Pascoal quase não trabalhou no primeiro tempo. E foi após tentativa de conexão direta do time da Região Metropolitana de São Paulo que a Portuguesa iniciou a jogada para o terceiro gol. Portuga encontrou Carlos Henrique vindo pela esquerda, na lateral da defesa, e cobrou para o toque. O lateral-esquerdo, agora atacante, ajeitou a cabeça, antecipou-se ao lateral-direito e aos dois zagueiros do União Suzano, e na entrada da área finalizou: 3 a 0. O intervalo veio com a sensação de que a Lusa poderia até ter marcado mais. E as expectativas para a segunda etapa se confirmaram: o time da casa desacelerou, baixou um pouco mais as linhas, resolveu tentar explorar os contra-ataques. O técnico Petterson Martins trocou o time e, entre as mudanças, adicionou o atacante Lúcio. O camisa 18 se destacou pela velocidade, pela ousadia e pelo golaço que marcou logo aos três minutos. Ele desceu pela direita, pedalou e, com dois marcadores na frente, finalizou na entrada da área. Ele acertou o ângulo do goleiro Rafael Pascoal. Um grande gol. Lúcio ficou surpreso. Não só pela plasticidade da peça, mas pelo comportamento. Ao comemorar, provocou torcedores e jogadores da Lusa. Ele ficou amarelo. A tentativa de colocar fogo no jogo, porém, não surtiu efeitos práticos. Fogo de palha. Tanto que, dez minutos depois, Carlos Henrique deu números finais à goleada. Maceió mandou bola na área, a defesa recebeu mal, Jonathan foi rápido e fez o primeiro toque. Carlos Henrique pegou os zagueiros desarmados e, de cabeça, matou o goleiro: 4 a 1. Alan Dotti aproveitou para rodar o elenco. Kadir saiu para a estreia do recém-contratado João Guilherme, que teve chances claras de marcar. Carlos Henrique deu lugar a Leandro, revertendo o jogo anterior. Jonathan no lugar de Diogo Crispim, Maceió no lugar de Pedrinho e Hudson no lugar de Renan Nunes completaram a sequência de substituições. Lúcio, camisa 18 do União Suzano, voltou a chamar a atenção. Após ataque a Pedro Henrique, ele foi expulso. Teve que se deslocar até ao balneário ouvindo as provocações dos adeptos portugueses. Ele provou o ditado: o feitiço voltou-se contra o feiticeiro. Portuguesa x União Suzano Dorival Rosa/Portuguesa É verdade que houve chances de mais. E que a Lusa teria criado o dobro do perigo se não tivesse reduzido o ritmo. Mas a equipe fez o que precisava fazer. Venceu com domínio, merecimento e tranquilidade, sem sustos, repetindo finalmente uma escalação de base. Se a vitória sobre o EC São Bernardo foi uma questão de confiança, esta sobre o União Suzano foi uma questão de afirmação, principalmente de um trio ofensivo titular inédito. Isso não significa que todos os problemas foram resolvidos. Longe disso. Porém, um novo caminho foi visto. Foi bom ver Maceió e Carlos Henrique, cada um por seus motivos, marcando. Não há motivo para excitação ou euforia. A fragilidade técnica do União Suzano ficou clara. O que, aliado à desorientação táctica provocada pelos golos relâmpago, facilitou a vitória portuguesa. Sim, há motivos para lamentar: o público de apenas 1.101 pagantes. Todos conhecem as justificativas, que incluem as ambições e a forma de abordar o torneio. Mas, seja o que você quer ter ou o que você realmente tem, é português. É difícil exigir muito, ainda mais nesta Copa Paulista, entregando tão pouco. Desta vez, ao contrário da maioria, foi bom que o campo não refletisse as arquibancadas. *Luiz Nascimento, 32 anos, é jornalista da rádio CBN, documentarista do Acervo da Bola e escreve sobre a Portuguesa há 14 anos, a maioria deles no ge. As opiniões aqui contidas não refletem necessariamente as do site.
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