Especialista em biomecânica explica porque, por exemplo, a movimentação correta dos braços proporciona ganhos de velocidade Integração na corrida: atletas apostam no esporte para melhorar a qualidade de vida A corrida é, antes de tudo, um exercício que envolve as pernas. Mas vai muito além disso. A biomecânica é a ciência que explica como quase todo o corpo se movimenta durante a prática esportiva e por que o fortalecimento, a postura e a coordenação motora influenciam nos ganhos de desempenho e na prevenção de lesões. A movimentação dos braços durante a corrida, por exemplo, tem papel fundamental e auxilia na estabilidade corporal e no ganho de velocidade. Embora as pernas sejam responsáveis pela propulsão, o movimento coordenado complementa o esforço. Um erro muito comum cometido por iniciantes é cruzar os braços na frente do tronco, fazendo com que as contas se torçam e haja uma luta por energia. + CLIQUE AQUI e saiba mais sobre a Corrida de Integração – Em vez de correr com os braços para frente, mais ou menos a 90 graus, na mesma direção das pernas, a pessoa passa a cruzar os braços. Então é uma luta vetorial, certo? As pernas e os quadris querem avançar, mas o braço está sempre se movendo para o lado. Um braço joga para um lado, o outro braço joga para o outro, e aí você começa a girar as vértebras lombares, vértebras sacrais e aí, às vezes, a pessoa termina de correr e fala: ‘nossa, estou com dor na parte inferior voltar’. Porque ao invés dele seguir a mesma direção vetorial dos braços e pernas, ele começa a cruzar o braço na frente do tronco, e aí tem que ficar o tempo todo tentando se realinhar. Aí a pessoa acaba desgastando o quadril – explica Charles Lopes, doutor em biodinâmica do movimento humano pela Unicamp, professor universitário e coordenador da pós-graduação em treinamento esportivo. Se o movimento correto já previne lesões e ajuda na corrida, outros membros precisam de fortalecimento muscular para aguentar todo o impacto gerado pela corrida. – O que temos que pensar é que correr envolve sincronizar os membros superiores e inferiores. Então não adianta querer apenas priorizar o movimento das pernas, pois também precisamos estar em sincronia com a respiração, o músculo abdominal, o músculo diafragmático, todo o centro de gravidade. O quadrado lombar, a coluna lombar, são músculos muito trabalhados. E membros superiores também. Então, é por isso que temos que trabalhar no que chamamos de exercícios educativos de corrida – continua o especialista. Participantes da Corrida de Integração de Campinas no ano passado Foto: Crédito Luciano Zarollo/ Divulgação Grupo OA Para quem quer começar a correr é fundamental fazer um trabalho de flexibilidade para ganhar amplitude de movimento (ADM). É por isso que os especialistas sempre recomendam que, além da corrida, você pratique outra atividade, como musculação, pilates ou treinamento funcional. – Normalmente nós, seres humanos, somos encurtados. Porque ficamos sentados o tempo todo, seja no escritório ou em casa. Os homens, portanto, apresentam um encurtamento muito maior dos músculos flexores do quadril do que as mulheres. Então, dizemos que, para correr melhor, além dos exercícios técnicos de corrida, é preciso ganhar amplitude de movimento. Na panturrilha, quadríceps, isquiotibiais, glúteos. Depois que tenho esse músculo com maior amplitude, os movimentos ficam mais fáceis – diz Lopes. Para prevenir lesões, é fundamental compreender o corpo como uma unidade. Assim, a partir do momento em que um membro é utilizado de forma incorreta, outros músculos começam a ‘compensar’ o movimento. Além de gastar mais energia, o atleta acaba se lesionando. – Quem é mais econômico corre melhor. Quanto mais técnico você for, melhor será sua biomecânica, essa sincronização de tronco, braços, quadril, membros inferiores, você se torna uma pessoa mais econômica. Chamamos isso de economia de movimento ou economia de energia – completa. Integração na corrida: atletas investem em preparadores físicos para ter melhor desempenho A receita a ser seguida pelos iniciantes – e que vale para quase todos os esportes – é a seguinte: primeiro aprenda a parte técnica, quais são os movimentos corretos. Isso vai te ajudar a ter mais resistência aos exercícios, que será o segundo passo, permitindo que você treine por mais tempo. Por fim, aumenta-se a intensidade do treino, o que, no caso da corrida, resultará em mais velocidade. – Não posso querer aumentar a intensidade porque não tenho resistência, não tenho técnica. A intensidade vem depois. A prioridade é reduzir o risco de lesões. A partir do momento que começo a trabalhar técnica, amplitude de movimento, fortalecimento, esse tripé já me permite diminuir o risco de lesões – finaliza Charles. Corrida de Integração Desde 1984, a Corrida de Integração reúne atletas de elite e corredores amadores, consolidando-se como uma das mais importantes corridas de rua do Brasil. Na última edição, os vencedores da prova de 10km foram o brasileiro Fábio de Jesus Corrêa e a queniana Vivian Jelagat Jeptepkeny. A prova, marcada para 29 de setembro, está aberta a inscrições para atletas profissionais e amadores nas provas de 10 km e 5 km, além de caminhada de 5 km. As inscrições para a 39ª Corrida de Integração de Campinas podem ser feitas até o dia 23 de setembro. Os interessados têm até o dia 23 de setembro para garantir a participação. A inscrição é feita pelo site oficial da prova (CLIQUE AQUI para acessar). A Corrida Integração é promovida pela EPTV, afiliada da Rede Globo, e está aberta a atletas com 16 anos ou mais na data da prova.
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