O velocista também falou sobre as dificuldades que enfrentou quando começou no atletismo e dedicou a medalha às crianças do bairro onde cresceu. Júlio César se emociona ao comemorar a vitória e pede apoio: “Cheguei aqui com muita força” Acostumado Superando as estatísticas, Julio César sagrou-se campeão dos 5.000m do atletismo nas Paraolimpíadas de Paris com “muita força de vontade”. Criado no interior de São Paulo, o velocista teve origem humilde e destacou a falta de incentivo ao esporte após a prova. Com muito orgulho de onde veio, Julio também dedicou a conquista à periferia onde cresceu e mostrou que “é possível sofrer tantas dificuldades na vida e ser campeão paralímpico”. + Julio César conquista primeiro ouro no atletismo nas Paraolimpíadas de Paris e quebra recorde mundial + Grávida de 28 semanas, arqueira enfrenta possibilidade de dar à luz nas Paraolimpíadas Julio Cesar comemora ouro nos 5.000m nas Paraolimpíadas Wander Roberto/CPB Julio deu declarações contundentes após vitória ouro no atletismo nas Paraolimpíadas. Julio Cesar Agripino nasceu em Diadema, São Paulo, mas cresceu no interior do estado, em Sorocaba. Criado no bairro Jardim São Marcos, o velocista veio de origem humilde e diz que não teve incentivo no início. O velocista falou sobre as dificuldades que enfrentou ao longo da vida e destacou a necessidade de investimento no esporte. Campeão dos 5.000m na classe T11 e recordista mundial nesta sexta-feira, Julio também dedicou a medalha ao avô e aos filhos da periferia onde cresceu. — Para mim, é uma emoção muito grande. Isso mostra o poder que têm as pessoas que saíram da periferia. Quando comecei a correr, só tinha um campo de futebol e a minha determinação. Com muita força de vontade cheguei até aqui. Não tive nenhuma ajuda da minha cidade, da minha prefeitura. Espero que agora eles arrumem aquele pequeno campo e apoiem os moradores. Mais promessas podem surgir daí. Não quero repercussões para mim, mas sim fazer a diferença para meu bairro e para a sociedade. É muito importante ter esporte na nossa cidade, no nosso bairro. Que esta medalha seja para essas crianças, que tenham um futuro brilhante. É possível sofrer tantas dificuldades na vida e ser campeão paralímpico. Isso mostra o quanto o periférico sabe que sua hora vai chegar — disse Julio. — Queria dedicar a uma pessoa especial também, sabemos que a idade afetou, a doença afetou, mas foi meu avô que fez e faz muita diferença para mim — completou. Julio Cesar comemora ouro com guia nas Paraolimpíadas REUTERS/Umit Bektas Julio foi diagnosticado com ceratocone, doença degenerativa da córnea, aos sete anos. Antes, já era atleta do atletismo convencional, mas migrou para a seleção paralímpica por meio dos treinadores do Centro Olímpico. Desde então, Julio compete na classe T11, categoria destinada a atletas com deficiência visual. Nas competições desta classe o atleta costuma contar com dois guias. Se um não conseguir completar o teste, o outro pode assumir. As maiores conquistas do brasileiro aconteceram justamente neste ciclo paralímpico, após as Paralimpíadas de Tóquio 2020, quando acabou sem guia. Julio conquistou ouro nos 1.500m e prata nos 5.000m na Copa do Mundo de Kobe, em 2024. Antes, também foi campeão nos 1.500m e bronze nos 5.000m nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, em 2023 . — Foi muito difícil para mim depois de Tóquio, fiquei sem guia. Sou muito grato ao meu antigo guia e ao meu terceiro guia, e a todos aqueles que iniciaram esta jornada comigo. Além de Maria Gusson e Alex Leco, meu psicólogo e meu coach. Fizeram a diferença nesse trabalho mental, foi onde eu sabia que tinha que melhorar, porque nos treinos respondi bem, mas cheguei aqui e não consegui. Dessa vez, senti que cheguei para vencer essa bagunça. Fiquei ansioso, fugimos um pouco da estratégia, confesso, mas conseguimos — disse. O maior desafio de Julio neste ciclo foi manter sua saúde mental. O atleta falou sobre a dificuldade de concentração que teve durante as competições e destacou a importância do apoio psicológico para se tornar campeão paralímpico. — Tive um problema enorme de concentração, de controlar minha mente. Cheguei na competição e estava bem, muito bem condicionado fisicamente, mas na hora não estive à altura. Trabalhei muito com meu psicólogo e meu treinador nessas questões. Ontem falei com eles: “Estou nervoso”, e eles disseram: “É normal, mas vocês vão reagir bem e conseguir controlar”. Foi o que fiz e hoje sou campeão paralímpico. Merecemos, terminamos os Jogos. + Acompanhe o canal de esportes olímpicos e paralímpicos do ge no WhatsApp! + Saiba quem são os maiores nomes do Brasil nas Paraolimpíadas Paris 2024 Júlio Santos e Yeltsin Jacques recebem medalhas do atletismo paraolímpico; ver Julio liderou praticamente toda a prova, mostrando impecável preparo físico e mental. O atleta começou com ritmo mais contido, mas logo ganhou velocidade e conquistou o primeiro lugar. Faltando três voltas para o fim, a vantagem só aumentava. Mantendo esse controle de velocidade, Julio finalizou com o tempo de 14min48s85, batendo o recorde mundial que pertencia ao brasileiro Yeltsin Jacques, que terminou a prova na terceira colocação. A lista de conquistas de Julio também inclui uma prata nos 5.000m no Mundial de Paris 2023 e um ouro nos 1.500m no Mundial de Dubai 2019. + Leia mais notícias das Paraolimpíadas + Confira quadro de medalhas das Paraolimpíadas 2024 Júlio Santos é ouro e Yeltsin Jacques bronze no atletismo; veja a prova completa
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