Os bastidores do Timão fervilham com pedido de demissão; apesar de ter perdido capital político, o presidente ainda tem recursos para continuar no comando do Timão Grafite analisa: “O problema do Corinthians hoje é o ataque” Exatos 237 dias após assumir a presidência do Corinthians, Augusto Melo foi alvo de um pedido de impeachment por conselheiros do clube. O pedido vinha sendo desenvolvido nos bastidores do Parque São Jorge há semanas e agita ainda mais o já conturbado ambiente preto e branco. Embora se baseie em argumentos jurídicos, o processo de impeachment é essencialmente político. Para que o presidente deixe o cargo, é necessária a aprovação majoritária não só dos conselheiros do Corinthians, mas também dos sócios do clube. + Acompanhe o canal ge do Corinthians no WhatsApp Aliados e adversários de Augusto Melo concordam que ele perdeu forças nesses quase oito meses de gestão. Ainda assim, o presidente tem armas para usar a seu favor e permanecer no cargo para o qual tem mandato até o final de 2026. Abaixo, o ge faz um panorama da situação e mostra o que joga contra e a favor de Augusto Melo. Augusto Melo, presidente do Corinthians Marcos Ribolli Xadrez político O pedido de impeachment, com mais de 90 assinaturas, é uma demonstração da força da oposição, mas não significa que esse grupo tenha atualmente maioria na diretoria do clube. O requerimento apresentado na última segunda-feira conta com a assinatura de integrantes de quatro das oito chapas eleitas para o Conselho. Todos apoiaram André Luis Oliveira, o André Negão, nas últimas eleições. Ou seja: até agora não houve traições ou desmobilizações da base aliada de Augusto Melo. Os adversários são os mesmos de antes. Sabe-se que o presidente perdeu o apoio de grupos que estiveram com ele na eleição, como o Movimento Corinthians Grande, formado por ex-diretores que entregaram seus cargos nos últimos meses. No entanto, estes antigos aliados ainda não aderiram ao processo de impeachment. Isto não significa, contudo, que com o tempo não possam apoiar a demissão. É justamente no apoio ao “centrão” que está a maior fraqueza de Augusto neste momento. Para que o impeachment do presidente tenha sucesso, é preciso que haja apoio de ex-integrantes da situação ou de assessores de longa data. Até o momento, o pedido de impeachment foi assinado por 33 dos 104 candidatos vitalícios. Vale lembrar: Augusto Melo venceu a eleição há menos de um ano com 66% dos votos e, no início deste ano, conseguiu obter maioria nos conselhos de administração do Conselho Deliberativo e do Conselho Orientador. Augusto Melo rompeu com o Movimento Corinthians Grande, comandado pelo vice-presidente Armando Mendonça Marcos Ribolli Mais notícias do Corinthians: + Cacá atinge meta que obriga o Corinthians a comprá-lo por R$ 11 milhões + Veja quanto o Timão gastou com 18 reforços em 2024 Poder de negociação Embora enfraquecido, Augusto Melo ainda tem as cartas fechadas. O poder presidencial pode ser usado para atrair novos aliados políticos e até acalmar membros da oposição. O último processo de impeachment do Corinthians ajuda a exemplificar isso. Em 2017, Roberto de Andrade conseguiu se livrar do pedido de destituição e seguir no cargo após atender interesses políticos, nomeando diretores e assessores. O departamento de base e a secretaria-geral fizeram parte da coordenação. Augusto Melo tem cargos a oferecer, entre eles a “joia da coroa”, a diretoria de futebol, vaga desde maio, quando Rubens Gomes, o Rubão, foi afastado do cargo. Além dos cargos, em um clube social existem diversos benefícios que podem ser oferecidos por quem tem poder. O futebol é decisivo Embora o desempenho da seleção masculina de futebol não seja um dos argumentos para o pedido de impeachment de Augusto Melo, quem conhece os bastidores do clube sabe pelo menos: o que acontece em campo está diretamente relacionado aos acontecimentos políticos. A tentativa de destituir o presidente do cargo ocorre num momento crucial da temporada. O Corinthians está a cinco jogos de ser campeão da Copa Sul-Americana, a seis de vencer a Copa do Brasil, mas também convive com sério risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O mau desempenho da equipe pode gerar ainda mais insatisfação entre assessores e parceiros e fazer com que aliados “soltem a mão de Augusto”. Por outro lado, a eventual chegada de reforços e aprimoramento da equipe poderá oferecer um respiro ao mandatário. Matheus Bidu em Fortaleza x Corinthians Baggio Rodrigues/AGIF Polícia Os desdobramentos da investigação sobre a intermediação do contrato de patrocínio da VaideBet também terão papel crucial no processo de impeachment de Augusto Melo. Até os apoiantes do presidente admitem que a sua permanência será insustentável se surgirem provas completas de que ele participou ou estava ciente das ilegalidades nas negociações. O contrato também é objeto de investigação da Comissão de Ética do clube, que entende ser necessário aguardar o desenrolar do inquérito policial antes de adotar medidas internas contra os envolvidos. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e aguarda extratos bancários da empresa Neoway e exame do celular do intermediário Alex Cassundé para avançar na investigação. Justificativa Mesmo entre assessores críticos à gestão de Augusto Melo, há quem defenda que ainda não há base legal para pedir o impeachment do presidente. Argumentam que há suspeitas, mas não materialidade dos crimes. O tema é polêmico e também interpretativo. O Estatuto do Corinthians determina que são motivos de demissão: a) ter cometido crime vergonhoso, sendo a condenação transitada em julgado; b) tenham causado, por ação ou omissão, dano considerável ao patrimônio ou à imagem do Corinthians; c) as contas dos administradores não foram aprovadas; d) ter violado, por ação ou omissão, norma estatutária expressa; e) prática de gestão irregular ou temerária. O pedido de impeachment de Augusto Melo baseia-se essencialmente em supostas irregularidades no contrato com a VaideBet, que ainda está em análise pela Comissão de Ética. Os signatários do documento argumentam que, pelas ações e omissões de Augusto, “a imagem da instituição foi lançada num pântano de notícias degradantes” e também teria violado a Lei Geral do Desporto. Mesmo que o Comitê de Ética formule parecer contra o impeachment, os conselheiros do clube podem votar pela destituição do presidente. Erros Da mesma forma que a presidência pode fortalecer Augusto, eventuais erros cometidos por ele à frente do clube podem pesar a favor do impeachment. Desde que assumiu o clube, o presidente se viu envolvido em uma série de polêmicas e confusões, como as saídas de Lucas Veríssimo e Matías Rojas, a disputa pela contratação de Matheuzinho, a quebra de contrato com a VaideBet, entre outras. O Timão continua com dificuldades financeiras e um endividamento crescente. Além disso, o presidente tem sido criticado pela gestão das categorias de base. Na semana passada, o clube desistiu da contratação por três anos de um lateral de 17 anos que atuou como goleiro no ano passado e que jogou apenas 33 minutos em linha em 2024. Novas bagunças na administração do clube podem ainda mais complicar a situação. Augusto. Próximos passos Apresentado na secretaria do Conselho Deliberativo na última segunda-feira, o pedido de impeachment ainda não foi acatado pelo presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior. A tendência é que ele aceite o pedido e encaminhe o caso para a Comissão de Ética, mas anexe esse processo à investigação do contrato da VaideBet. Como resultado, o processamento do caso pode demorar mais. A expectativa é que Romeu Tuma Júnior decida sobre o assunto ainda esta semana. Só assim será possível saber o rito que será seguido. Independentemente do caminho a ser seguido, uma coisa é certa: Augusto Melo está sob pressão e não terá vida fácil no comando do Corinthians até 31 de dezembro de 2026. Ouça o podcast do ge Corinthians + Assista: tudo sobre o Corinthians no Globo, Sportv e Ge
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