Clube da Várzea está invicto há três anos em competições Separados por mais de três mil quilômetros, Criciúma, em Santa Catarina, e Jatobá, em Pernambuco, têm uma característica em comum: a paixão pelas cores preto, branco e amarelo, representadas no camisa do time. clubes locais. No sertão pernambucano, o Criciúma Pankararu nasceu em 1988, antes mesmo da emancipação do município, que ficou subordinado a Petrolândia até 1995. O nome do time é uma homenagem ao Criciúma Esporte Clube, de Santa Catarina. Mas também leva o apelido do povo indígena Pankararu, aldeia com cerca de 500 famílias, onde a equipe foi criada. Criciúma Pankararu de Pernambuco Redes sociais A cidade de Jatobá tem — segundo censo de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — 14 mil habitantes, menos que a capacidade total do estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, que é de 19.225 fãs. Inspiração no carvão A ideia de criar um homônimo para o representante catarinense na Série A surgiu após uma viagem de Quitera Maria de Jesus — uma das lideranças da aldeia — e seu filho, Antônio Marcelino, à cidade do Sul do Brasil. No passeio, eles conheceram dirigentes do time e conversaram sobre a história do Tigre, que recentemente havia mudado o nome de Comerciário Esporte Clube para Criciúma Esporte Clube, e mudou as cores de azul e branco para as adotadas atualmente. Naquela época, Carvoeiro ganhou fama ao vencer o campeão mundial Flamengo, por 4 a 2, e conquistar o oitavo lugar no Campeonato Brasileiro — antes conhecido como Copa União. Um dos primeiros elencos do Criciúma Pankararu Redes sociais Em outra viagem feita a Fortaleza, Antônio recebeu de um amigo uma camisa do Criciúma e teve certeza de que o time que sonhava fundar na vila levaria o nome e as cores do clube catarinense. Junto com a seleção masculina de futebol, também foi formada uma seleção feminina de futsal. E, dois anos depois, a decisão foi quase revertida. — Em 1990 quis mudar o nome do time para Ipiranga. Mas em 1991 o Criciúma foi campeão da Copa do Brasil e o fez voltar atrás — revela o técnico do Criciúma Pankararu, Clenio dos Santos. Time feminino do Criciúma Pankararu Redes sociais Clube da planície do sertão pernambucano Clénio foi jogador profissional do Grêmio de Petrolina, onde disputou a segunda divisão do Campeonato Pernambucano. Mas iniciou a carreira na base do Criciúma Pankararu, onde dividia o sonho de ser atleta de torneios de várzea com o sustento como piloto. Hoje, aos 47 anos, ocupa o cargo de treinador, além de ajudar financeiramente na gestão do time. — Tem jogador que não tem condições de comprar um par de chuteiras, eu compro. Converso com amigos para ajudar a patrocinar o dia do jogo, porque temos despesas. Quase não treinamos, comprar bola é difícil. Temos um campo chamado Poeirão. É municipal e está muito desatualizado. Mas conseguimos financiamento da prefeitura para construir vestiários e banheiros. Balneário do time do Criciúma Pankararu e Clenio dando instruções aos jogadores Redes sociais O elenco conta com 25 jogadores, que disputam quatro campeonatos municipais no total a cada ano, onde são pentacampeões da competição principal. Nenhum dos atletas recebe salário, com exceção dos contratados temporariamente, respeitando a regra de no máximo cinco não naturais do município de Jatobá por torneio —um goleiro e quatro jogadores de linha. — Quando o cara é estrela a gente paga R$ 200 por jogo, fora ter que retirar em casa. Mas é aí que o cara é bom e tem outros times querendo ligar para ele. A média de idade da equipe está entre 25 e 28 anos, mas temos aqui um jogador de 52 anos que joga quando precisa. Mas ele é excelente, só quando realmente precisa — disse Clénio. Criciúma Pankararu de Pernambuco Redes sociais Santa Catarina Pernambuco Segundo o técnico, o time está invicto em campeonatos há três anos e venceu três dos quatro disputados em 2024. O último acontece em agosto. A equipe é formada por familiares da aldeia, com materiais e uniformes encomendados por Clénio e seu irmão. O sonho é que um dia o Criciúma de Santa Catarina doe uniformes aos atletas do Pankararu. — Aqui na vila muita gente tem camisa do Criciúma, a original. Eu mesmo assisto todos os jogos deles. Vamos às redes sociais do clube e tentamos obter referências. Nosso mascote também é um tigre, mas com uma pluma na cabeça. Em 2022, um amigo do meu irmão, Thiago Alagoano, jogou pelo Criciúma, mas saiu do clube antes que pudéssemos pedir os uniformes. Texto inicial do plugin A última partida disputada pelo Criciúma de Santa Catarina, em Pernambuco, foi em setembro do ano passado, no empate por 3 a 3 com o Sport, pela Série B. O jogo aconteceu na Ilha do Retiro, em Recife, a 450 quilômetros de distância. Jatobá. — Queríamos ter esse contato com Criciúma. Temos alguns jogadores da base que são muito bons. Quem sabe alguém faça um teste em Santa Catarina. Seria um sonho para esses meninos — concluiu. O Criciúma Pankararu tem planos de inscrever o time no Campeonato Pernambucano Sub-20 da próxima temporada. A expectativa é que o clube se classifique em breve para disputar a 3ª divisão do estadual. Mais notícias do Esporte Catarinense em ge.globo/sc
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