O relógio já marcava os acréscimos quando o técnico convocou a torcida corinthiana a gritar pela vitória contra o Flamengo. O relógio já marcava os acréscimos do segundo tempo, na tarde de ontem, em Itaquera, quando o técnico Ramón Díaz, inquieto na entrada do campo, começou a agitar os braços e apelar para que a torcida corinthiana continuasse gritando pelo gol fundamental. vitória contra o Flamengo. . O time alvinegro fez um jogo convincente, respondendo conforme a situação dramática exigia e ganhando força na luta contra o rebaixamento. Aquele momento de exaltação do técnico argentino representou um aspecto fundamental do esperado renascimento do Corinthians no campeonato: a comunhão entre time, torcedores e comissão técnica. Também mostrou a maior característica de Ramón Díaz em suas recentes empreitadas em terras brasileiras, sempre envolvido com a missão de salvar um grande homem da região do massacre. No Vasco, no ano passado, o grito de “não vai a bajar” serviu como um raio de revolta e esperança que os torcedores se agarraram em meio a uma queda quase inevitável que finalmente, e muito no final, poderia ser evitada. No Corinthians, o fascínio do público pelo espírito da torcida foi uma tentativa de trazer, desde o início do relacionamento, a força da arquibancada para dentro de campo. Quem vê Ramón Díaz envolvido nessas encrencas que deixam a torcida angustiada, tentando de todas as maneiras possíveis conquistar vitórias, pode esquecer que sua carreira se consolidou como o oposto de tudo isso, desde a época de jogador. Atacante histórico e multicampeão do River Plate, centroavante com capacidade para jogar como camisa 10, como foi dito, só não foi convocado para as Copas de 1986 e 1990 por conta de uma indisposição em relação ao outrora amigo Diego Maradona. Depois, já no banco de reservas, conquistou vários campeonatos nacionais e uma Libertadores, em 1996. Até a ascensão de Marcelo Gallardo, foi simplesmente o treinador de maior sucesso da história do River Plate. E com times que fizeram questão de encantar, como prega o folhetim milionário. A equipe campeã continental, que seria derrotada no Japão por 1 a 0 pela Juventus de Del Piero e Zidane, no meio-campo ficou assim classificada: Almeyda, Astrada e Sorín; Francescoli, Crespo e Ortega. No futebol brasileiro, Ramón Díaz ainda não teve oportunidade sequer de tentar encantar. Pelo contrário, aos poucos parece atingir o status de bombeiro de luxo, chamado para apagar grandes incêndios em clubes gigantescos. E El Pelado Díaz, que já viveu praticamente tudo dentro e fora de campo, não parece nada desconfortável nesta função. Na verdade, tudo indica que ele está à vontade, tocando bandoneón em meio aos furacões, enquanto convoca as multidões como se fosse reencenar a retomada da Segunda Guerra Mundial pela França. Na entrevista após a vitória, o auxiliar Emiliano Díaz se irritou com a arbitragem: “Não se mexe com o Corinthians. Tem que ter cuidado”. A Abrafut repudiou a fala, que considerou uma ameaça. Deixando de lado a relevância do conteúdo e seu conteúdo potencialmente bélico, é mais uma prova de que o técnico e sua comissão não chegam apenas para treinar: eles compram suas batalhas. Além de estruturar a equipe e montar escalações, Ramón Díaz ergue barricadas e constrói trincheiras. Neste caso, uma trincheira que comporta 35 milhões. Corinthians 2 x 1 Flamengo | Melhores momentos | 25ª rodada | Brasileirão 2024 Rodapé blog Meia Encarnada Douglas Ceconello Arte
empréstimo pessoal itau simulador
taxa juros emprestimo consignado
emprestimo bradesco cai na hora
como antecipar décimo terceiro pelo app bradesco
código 71 bolsa família o que significa
empréstimo quanto de juros
simular empréstimo fgts itau
0