A eliminação contra o Uruguai é dolorosa, mas na verdade foi apenas um desfecho nada surpreendente para uma Copa América ser esquecida, dentro e fora de campo. A eliminação contra o Uruguai é dolorosa, mas na verdade foi apenas um desfecho nada surpreendente para uma Copa América ser esquecida pela seleção brasileira, dentro e fora de campo. Na verdade, não pode nem deve ser esquecido: precisa ser digerido e avaliado a cada passo. O Brasil precisa urgentemente de uma autoanálise sobre desempenho, postura e identidade. Em termos de desempenho, o equilíbrio é desesperador e destruiu todas as esperanças iniciais levantadas após os bons resultados contra Inglaterra e Espanha. O trabalho de Dorival Jr, ainda incipiente, voltou a um estado embrionário – e um tanto constrangedor depois da imagem do técnico separado do círculo de jogadores antes dos pênaltis. O que, para ser sincero, parece dizer mais sobre os jogadores do que sobre Dorival. Mas é fato que, tirando a vitória contra o Paraguai, seleção que hoje infelizmente não é parâmetro para nada, o futebol da seleção atingiu níveis constrangedores. Contra times fortes e com projetos mais estruturados, como Colômbia e Uruguai, o time de Dorival mostrou falta de capacidade criativa. Foi como nunca antes, até para compensar a total falta de inspiração. A análise precisa ser ampla porque há muitas crises. Há a crise administrativa habitual na CBF, desde os tempos das capitanias hereditárias, o que obviamente afeta o desempenho da equipe, mas também um problema que parece cada dia mais visível: a busca por um jogo padronizado, onde a capacidade criativa fica refém de um previsível modelo, adotado pela maioria das equipes e seleções. Hoje, por exemplo, é difícil reconhecer a escola histórica de cada aluno selecionado. Mas todo modelo hegemônico envelhece rápida e mal, pelo menos no campo do futebol. E o exemplo oposto e bem-sucedido disso está logo ao lado: a atual campeã mundial se recuperou muito da escola argentina de jogar –e assim conseguiu tirar o máximo proveito de seus protagonistas, mas também de seus coadjuvantes. A crise também é existencial, poderíamos dizer. Afinal, a afirmação de Andreas Pereira, comparando jogadores do Brasil e do Uruguai, e apontando também que Celeste conheceria a força do futebol brasileiro, parece um típico caso de distanciamento da realidade. Um grito desesperado por reconhecimento que hoje não vem naturalmente. Os jogadores da seleção apelam ao peso histórico da camisa, à mística e ao charme ancestral, mas em campo a seleção brasileira se inspira no Wolverhampton, ou em uma daquelas outras equipes periféricas que fazem sucesso momentâneo em alguns domingos nublados. na Inglaterra. O orgulho nunca fez mal ao futebol brasileiro. Às vezes causa quedas e tristezas, mas num contexto histórico faz parte da nossa própria identidade. O problema é quando a arrogância nos microfones contrasta com a miséria em campo – fala-se como um Picasso, mas o futebol é digno de um funcionário da Caixa Federal. E aí surge um tema delicado, pois também se refere a esta identidade que agora está um tanto confusa: a crise também é geracional. Não apenas em termos de talento, mas pelo fato de muitos trabalharem, por motivos também hegemônicos, em equipes irrelevantes, completamente padronizadas e que exigem o mínimo de desafio possível. Jogando como algoritmos e satisfeitos com a própria função decorativa do ponto de vista histórico, mas recorrendo às cinco estrelas, também a Pelé e Garrincha, à riqueza da Amazônia, se for o caso, para implorar por alguma aparência de hierarquia. Rodapé blog Meia Incarnada Douglas Ceconello Arte
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