A alimentação é capaz de influenciar na ocorrência de dores de cabeça, barriga, articulações, entre outras. Dores em partes específicas do corpo, como cabeça, barriga, articulações, costas, entre outras, podem estar relacionadas à alimentação. Sim, o que você come pode estar causando a dor que você sente. + 60% dos brasileiros não praticam atividade física; conheça os riscos Dores de cabeça podem estar relacionadas à alimentação, segundo especialistas da iStock — Os mecanismos pelos quais os alimentos causam essas dores podem variar, mas muitas vezes envolvem inflamação, sensibilização nervosa, alterações hormonais e deficiências nutricionais — explica a médica Mariana Aquino, especialista em clínica e intervencionista tratamento da dor crônica. — Alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados, aditivos alimentares, alimentos processados e ingredientes irritantes podem desencadear ou agravar inflamações no organismo, aumentando assim a sensibilidade à dor e contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento de diversos quadros dolorosos — alerta o especialista. — Escolher uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e fontes saudáveis de proteínas pode ajudar a reduzir a inflamação e promover o bem-estar geral. Manter um diário alimentar pode ajudar a identificar padrões entre a ingestão de certos alimentos e o início ou agravamento da dor. + 15 alimentos que dão energia; veja lista + 10 frutas com baixo teor de açúcar para incluir na dieta Um exemplo de dor em que a dieta tende a ter muita influência e que surpreende pelo motivo, segundo a médica intervencionista em dor Amelie Falconi, são as dores nas articulações. O bom senso relaciona essas dores ao excesso de peso resultante da má alimentação, que sobrecarrega as articulações. Porém, o especialista esclarece que dores nos joelhos, pés ou quadris ocorrem devido a inflamações no corpo causadas por alimentos de baixa qualidade. Esta inflamação ocorre quando as células do sistema imunológico respondem a ataques ao corpo, incluindo o estresse oxidativo induzido pela dieta. — Esta inflamação aguda aumenta a dor. O mesmo ocorre quando há inflamação crônica decorrente de estilos de vida como tabagismo, falta de atividade física, ingestão de álcool e má alimentação. Isto, por sua vez, resulta em hipersensibilidade crónica, dor crónica e várias outras doenças crónicas. + Quais são os nutrientes e benefícios da nova cesta básica 17 alimentos com alto teor de água que ajudam a hidratar o corpo Confira como as dores em cada parte do corpo podem estar relacionadas à alimentação: Dores de cabeça: certos alimentos podem desencadear enxaquecas ou dores dores de cabeça tensionais em algumas pessoas. Os gatilhos alimentares comuns incluem alimentos processados, queijos envelhecidos, chocolate, bebidas alcoólicas, excesso de cafeína e adoçantes artificiais. Além disso, o jejum prolongado e a desidratação também podem causar dores de cabeça em algumas pessoas. Dor abdominal (barriga): Certos alimentos podem provocar desconforto abdominal, distensão abdominal e dor em pessoas com sensibilidades alimentares, como intolerância ao glúten, intolerância à lactose ou síndrome do intestino irritável (SII). Alimentos como trigo e laticínios, alimentos picantes, alimentos ricos em gordura e bebidas carbonatadas podem desencadear dores abdominais. Dor nas articulações: A inflamação desencadeada por uma dieta rica em gorduras saturadas, carboidratos refinados e alimentos processados pode contribuir para dores nas articulações em pessoas com artrite ou outras condições inflamatórias. Certos alimentos, como carne vermelha, frutos do mar e bebidas alcoólicas, podem aumentar os níveis de ácido úrico no sangue, desencadeando crises de gota em algumas pessoas; Fibromialgia: Embora a fibromialgia seja uma condição complexa e multifacetada, alguns pacientes relatam que certos alimentos podem desencadear ou piorar os sintomas. Esses alimentos podem incluir alimentos ricos em aditivos, cafeína, açúcares refinados e alimentos processados. Além disso, as sensibilidades alimentares individuais podem desempenhar um papel na manifestação dos sintomas da fibromialgia em algumas pessoas. Dor muscular: Alimentos ricos em gorduras saturadas e carboidratos refinados podem contribuir para a inflamação sistêmica no corpo, aumentando a sensibilidade muscular e contribuindo para dores musculares. Além disso, a deficiência de certos nutrientes, como magnésio e potássio, pode causar cãibras e desconforto muscular; Dor nas costas: Uma dieta pobre em nutrientes essenciais, especialmente cálcio e vitamina D, pode enfraquecer os ossos e músculos das costas, aumentando o risco de dores nas costas e até de doenças como osteoporose e osteoartrite. Além disso, o excesso de peso devido a uma dieta rica em calorias vazias pode causar estresse na coluna, contribuindo para dores nas costas; Doenças inflamatórias intestinais (DII): Pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e colite ulcerativa, podem sentir dor abdominal e sintomas digestivos graves em resposta a certos alimentos. Alimentos ricos em fibras insolúveis, como grãos integrais e alimentos que fermentam facilmente, como laticínios e produtos com alto teor de gordura, podem desencadear inflamação e piorar os sintomas em pacientes com DII; Dor neuropática: Embora a relação entre dieta e dor neuropática seja menos direta do que em outras condições, alguns alimentos podem influenciar a saúde dos nervos e a sensibilidade à dor. Por exemplo, as deficiências de certas vitaminas, como a B12, podem prejudicar a função nervosa e aumentar a sensibilidade à dor neuropática em algumas pessoas. Fontes: Amelie Falconi é uma médica intervencionista em dor. Formada em Medicina, possui especializações em Medicina da Dor e Anestesiologia, bolsa de Intervenção em Dor, pós-graduação em Medicina Intervencionista da Dor Guiada por Ultrassonografia e Anestesia Regional. Ela leciona pós-graduação em Medicina Intervencionista da Dor no Hospital Albert Einstein. Mariana Aquino (@mariana_aquino) é médica especialista em tratamento clínico e intervencionista de dores crônicas e anestesista. Formada em Medicina, possui residência e especialização em Anestesiologia, bolsa em Medicina Intervencionista da Dor e pós-graduação em Dor e Medicina Regenerativa. Dan Linetzky Waitzberg é nutricionista e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Formado em Medicina, possui mestrado, doutorado e professor associado pela USP nas áreas de Cirurgia e Nutrição.
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