Há dois anos ele conviveu com problemas emocionais após perder a mãe, o que o levou ao alcoolismo e às drogas. Após ser espancado até a morte na manhã desta sexta-feira, na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, Luiz Felipe Silva dos Santos, 43 anos, foi sepultado no cemitério Ricardo de Albuquerque, na Vila Militar, neste sábado (24). Luiz Felipe nasceu em Queimados, tinha esposa e três filhos, um deles de relacionamento anterior. Sua mãe, Eliene Silva dos Santos, faleceu há quase dois anos. Por conta da dependência emocional da mãe, acabou caindo no alcoolismo e no vício em drogas. Relacionamentos familiares difíceis e atos de violência doméstica fizeram com que ele se mudasse de casa, em Manguinhos, e morasse na rua por quase um ano. Primogênito de Luiz Felipe e fruto de um relacionamento antigo, Milena afirmou que seu pai se afastou da família atual após conflitos motivados por problemas financeiros. Segundo ela, seu pai tinha liberdade para procurá-la caso a atual esposa fosse embora, mas preferia ficar sozinho. — Meu pai era uma boa pessoa. Ele tinha meu lugar para ficar. Sou dentista, minha mãe é farmacêutica. Ele não precisava passar pelo que passou, mas tinha a alma livre. Ele não gostava de rotina — destacou — conheço o amor por causa do meu pai, ele nunca machucou ninguém. Ele estava sempre animado, era uma pessoa extrovertida, um pau para toda obra. Ele não fez nada, só queria um prato de comida — disse Milena. Esta semana, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), Luiz Felipe estava abrigado no centro de acolhimento temporário Martin Luther King, no bairro Saúde, que oferece serviço noturno, com jantar e café da manhã. Luiz Felipe faltou ao equipamento às 21h desta quinta-feira (22), e nunca mais voltou. — Todos os seus amigos e familiares, pelo que vi no enterro, amaram e sentiram muito pela sua morte prematura. Vi crianças chorando pelo tio — disse a defensora pública Cristiane Xavier, que acompanha o caso. Luiz Felipe Silva dos Santos foi sepultado no cemitério Ricardo de Albuquerque Reprodução Segundo o SMAS, a equipe da secretaria atendeu a família e ofereceu o atendimento necessário neste momento. “Gostaríamos de destacar que, durante o período de permanência da pessoa abrigada, foi prestado todo o apoio necessário à sua reinserção na sociedade e que este final trágico entristece toda a nossa equipa”, afirmou a assessoria de imprensa do SMAS em comunicado. Segundo Cristiane, há preocupação entre os movimentos que prestam assistência à população em situação de rua de que ocorram casos semelhantes. — O Caps AD III precisa funcionar com um quadro de funcionários efetivo conforme normatização, com psicólogos, psiquiatras, etc. Muitos trabalham sem nenhum preparo ou treinamento. Essa vítima poderia ter abandonado as drogas e o álcool e voltado ao convívio familiar — disse Cristiane. Suspeito de ter cometido o crime, o segurança Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior fugiu do local, mas foi identificado graças às imagens e preso em flagrante, na noite de sexta-feira, por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Câmeras flagraram momento em que morador de rua é espancado na Praça Mauá Vídeo mostra momento em que Luiz Felipe é assassinado Câmeras flagraram momento em que Luiz Felipe discute com segurança de restaurante. Segundo relatos de testemunhas, ele teria ido ao local pedir comida. O suspeito e o homem discutem. Em seguida, o segurança pega um bastão de madeira, vai até Luiz e o empurra para a calçada. A vítima cai, anda alguns metros e atira uma pedra no restaurante. Carlos Alberto então corre atrás da vítima com o taco nas mãos. Luiz atravessa a rua. Outra câmera mostra que, no trecho em frente ao Museu de Arte do Rio, o homem foi capturado e espancado até a morte. Além dos golpes, o segurança chuta Luiz. Guardas municipais são afastados Na imagem da câmera do restaurante é possível ver dois guardas municipais sentados, parecendo almoçar. Estão de costas para o local onde Carlos e Luiz começam a discutir. Em nenhum momento eles mostram qualquer reação. Em comunicado, a Guarda Municipal afirmou que os agentes foram afastados das suas funções e foi aberto um procedimento para apurar a sua conduta: “A Guarda Municipal, assim que tomou conhecimento do incidente, afastou os agentes das suas funções e abriu um processo processo de investigação da Corregedoria para apurar a conduta dos agentes que aparecem na gravação”.
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