Os agentes de segurança são responsáveis pelos crimes de associação criminosa e peculato – crime em que um funcionário público se apropria ou desvia bens em benefício próprio ou de terceiro. Para o MPPA, o delegado Bruno Fernandes Lima (foto) seria o líder do grupo criminoso. Reprodução/Redes Sociais Três investigadores e um delegado da Polícia Civil do Pará foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) pelos crimes de associação criminosa e peculato – crime em que um agente público se apropria ou desvia bens em benefício próprio ou de terceiros. Os quatro agentes de segurança pública estiveram envolvidos em um esquema de venda de carros e motos roubados e roubados, entre fevereiro e agosto de 2017, em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. O crime foi descoberto pela Polícia Militar e agentes de trânsito que denunciaram o caso ao Ministério Público do Estado (MPPA). Os veículos foram até anunciados online. Os promotores Emerson Oliveira e Rui Barbosa Lamim foram responsáveis pelo caso e prestaram queixa contra os policiais civis na Justiça. A sentença foi proferida em junho deste ano, mas somente nesta terça-feira (13) o MP anunciou a condenação de: Roque Sérgio Lourenço – investigador Claudio Marcio do Nascimento – investigador Sérgio de Sousa Lago – investigador Bruno Fernandes de Lima – delegado Além dos quatro também faziam parte do esquema criminoso presidiários, um escriturário e um auxiliar de serviços gerais (leia sobre isso abaixo). Ambos não foram encontrados durante o processo e o MPPA solicitará o desenvolvimento do caso em relação a eles. O advogado de defesa dos culpados já recorreu da sentença. O g1 solicitou mais informações e aguardava resposta até a publicação da reportagem. A posição da Polícia Civil do Pará sobre a situação também foi solicitada aos investigadores e ao delegado da corporação, mas a PC informou que ainda não foi notificada sobre a decisão judicial. A nota enviada não informa se os policiais civis estão afastados de suas funções. Como funcionava o esquema Segundo o MPPA, a denúncia partiu da Polícia Militar e da Delegacia Municipal de Trânsito de Canaã dos Carajás (Semutran), que perceberam irregularidades nos procedimentos de registro de roubos e furtos de carros e motos que deixaram de ser encaminhados pelos investigadores e pelo delegado entre fevereiro e agosto de 2017. Acesse o canal g1 Pará no WhatsApp Parte do esquema criminoso ocorreu quando os proprietários dos veículos registraram a ocorrência na delegacia, mas os policiais civis não inseriram os dados do veículo no Registro Nacional. Sistema de Informação de Segurança Pública (Sinesp). Embora a Polícia Militar tenha localizado as motos e os carros, não conseguiu confirmar se se tratava de um produto roubado, segundo as investigações. Policiais civis da delegacia de Canaã dos Carajás são condenados pelo crime de peculato e associação criminosa Reprodução/Redes Sociais Quando os bens foram apreendidos e levados à delegacia para investigação, os policiais civis não deram seguimento ao procedimento para localizar os verdadeiros proprietários. Eles venderam os veículos. Incluindo anúncios na internet. O mesmo ocorreu com veículos apreendidos por agentes de trânsito durante fiscalizações (blitz) e que também foram levados à delegacia para investigação. Os policiais militares ficaram surpresos ao constatar que os veículos apreendidos voltavam às ruas, sem documentação ou com placas adulteradas. O processo afirma que o escrivão da Polícia Civil chegou a convidar um sargento da PM para participar do esquema criminoso. Para o MP, o delegado Bruno Fernandes de Lima foi uma espécie de líder do grupo. Ele ainda escondeu a origem de um carro Hyundai HB 20, adquirido ilegalmente, por meio da falsificação da placa do veículo, como mostraram as investigações. O delegado também pedia dinheiro para libertar pessoas flagradas em flagrante. Prédio do Ministério Público do Estado do Pará em Canaã dos Carajás Jefferson Almeida/MPPA Em agosto de 2017, a Justiça do Pará determinou a prisão temporária de Bruno Fernandes, que posteriormente foi convertida em prisão preventiva. No mesmo período, os investigadores Cláudio Nascimento e Sérgio Lago também foram presos preventivamente. Em janeiro de 2018, as prisões preventivas foram substituídas por medidas cautelares, mas Sérgio Lago foi preso novamente em março de 2018 por ameaçar testemunhas, conforme informou o Ministério Público. Sentença Os três investigadores e o delegado foram condenados pelos crimes de peculato e associação criminosa, mas as penas foram convertidas em serviços comunitários. O delegado Bruno Lima e o investigador Sérgio Lago terão que pagar o equivalente a cinco salários mínimos, que será doado a instituições carentes. Cláudio Nascimento e Roque Barbosa, além de prestarem serviços, foram condenados a pagar quatro salários mínimos a instituições de caridade. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará no g1 Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará
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