Por André Carneiro.
Muito se fala sobre os potenciais danos que um ataque cibernético pode causar a uma empresa. Além da exposição de dados sensíveis, do vazamento de informações confidenciais e de outros problemas que afetam diretamente as operações, o prejuízo financeiro gerado pode ser, em muitos casos, devastador.
Na verdade, os custos totais de recuperação após ataques cibernéticos cresceram exponencialmente, graças à evolução da complexidade das táticas dos criminosos – um movimento que, para surpresa de poucos, levou ao surgimento de outro segmento: o seguro cibernético.
Existem diversas maneiras de remediar as consequências de golpes de ransomware e outros ataques, mas se o objetivo é reduzir o capital gasto para voltar à normalidade após um ataque, vemos cada vez mais empresas recorrendo a essas proteções. Mas sejamos claros: o seguro não impede que uma empresa seja atacada. Na verdade, garante um certo apoio se for alvo de grupos golpistas.
E, como se o cenário não fosse suficientemente desafiador, não basta que as empresas simplesmente queiram ter um seguro para poder contratá-lo, é preciso ter uma estrutura de defesa minimamente sólida para garantir a cobertura – o que pode ser considerado um fator muito positivo. , pois isso não apenas os qualifica para o seguro, mas também ajuda a tornar as organizações mais protegidas contra ataques cibernéticos em geral.
Os efeitos positivos do seguro cibernético
De acordo com um estudo realizado pela Sophos, empresa que lidero no Brasil, os custos médios de recuperação após um incidente de ransomware aumentaram 50% no último ano globalmente, atingindo uma média de US$ 2,73 milhões (cerca de R$ 15 milhões a preços atuais).
O seguro cibernético também teve um efeito positivo na evolução dos sistemas de segurança das instituições – como mencionei anteriormente. No entanto, para obter uma apólice, as seguradoras cibernéticas exigem que as organizações já tenham segurança básica em vigor.
Na verdade, uma vez feito isso, algumas seguradoras podem até oferecer proteções com taxas otimizadas para a apólice.
Dificuldades e medidas
Apesar dos benefícios do seguro cibernético, é importante destacar que a maioria das apólices não é capaz de cobrir integralmente os danos causados pelos ataques – especialmente porque o valor final das despesas muitas vezes ultrapassa o limite da apólice de seguro.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sophos, apenas 1% dos líderes de TI entrevistados disseram que os seus custos de recuperação após um incidente foram totalmente financiados pelas seguradoras.
Este é um factor muito importante para comprovar que a contratação de um seguro é apenas uma parte, ainda que muito importante, de uma estratégia de contenção de riscos. A adoção de uma política por si só não reduz as tentativas ofensivas ou os efeitos negativos de um ataque de ransomware.
A combinação perfeita é combinar seguro cibernético com defesas robustas e holísticas que operam 24 horas por dia, 7 dias por semana – o que chamamos de soluções gerenciadas de detecção e resposta (MDR).
Tais serviços podem ser prestados por equipes terceirizadas de operações de segurança, justamente para garantir o conhecimento necessário para detectar e responder a incidentes, como os que envolvem ransomware, por exemplo.
Ao adotar esta abordagem, as organizações têm a capacidade de melhorar a sua postura de cibersegurança e garantir uma maior proteção, o que é essencial especialmente quando se considera o atual cenário de ataques, que está sempre em rápida evolução.
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