O primeiro debate entre candidatos a prefeito do Rio, realizado pela Band nesta quinta-feira, foi marcado por ataques ao prefeito Eduardo Paes, do PSD, que busca a reeleição e lidera as pesquisas de intenção de voto. A “dupla” entre Alexandre Ramagem, do PL, e Rodrigo Amorim, do União Brasil – ambos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro – também foi destaque nos confrontos diretos com o atual prefeito e Tarcísio Motta, do Psol.
A segurança foi um dos principais temas do debate. Questionado por Ramagem sobre a crise do setor, o atual prefeito afirmou que o governo do estado é o principal responsável e citou Cláudio Castro nominalmente, como “padrinho” de Ramagem.
“É óbvio, e todos sabemos, que os municípios não têm ferramentas. O Rio vive uma profunda crise de segurança em toda a região metropolitana, em todo o estado, por conta de um grupo político que há seis anos comanda a segurança pública do Estado do Rio de Janeiro e é incapaz de dar respostas adequadas ao problema, o que você acha, doutor Alexandre, deputado Alexandre Ramagem, dessa coisa de nomeações políticas para comando de batalhão, para delegacias, como acontece no seu governo, Cláudio. Castro?”, questionou.
Paes também foi criticado sobre problemas de educação e mobilidade urbana – principalmente BRT -, mas focou em falar sobre medidas tomadas pela própria administração.
Ao longo do debate, Alexandre Ramagem e Rodrigo Amorim formaram uma “aliança” explícita para atacar Eduardo Paes e enaltecer o ex-presidente Jair Bolsonaro, na tentativa de nacionalizar as discussões. Os candidatos chegaram quase juntos à Band, em Botafogo, na Zona Sul, e foram recebidos por apoiadores com gritos e fogos de artifício.
Assim que se apresentou, Ramagem se colocou como candidato de Bolsonaro.
“Estou aqui hoje para enfrentar todas as questões que o atual prefeito prefere ignorar, principalmente a violência e o caos, com o apoio do presidente Bolsonaro, porque sabemos que esse caos tem a mesma origem, o descaso e a malandragem desse grupo que existe”.
Amorim chamou o atual prefeito de “soldado de Lula” e “filho ingrato de Cabral”, em referência ao ex-governador. Ele também atacou Tarcísio, com quem teve vários confrontos.
“Estamos enfrentando, no Brasil inteiro, mas principalmente no Rio, onde tem um soldado Lula com um projeto de transformar a nossa cidade num bunker de esquerda, pensando em 2026. E tem, do outro lado, farinha do mesmo saco, o candidato do PSOL, ele é inconsistente dentro do seu próprio partido. É um partido que defende o socialismo e a liberdade, por mais paradoxal que isso seja. Você viu que ele evitou o confronto no debate sobre as drogas.
O fato de Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Abin, ser investigado por um suposto esquema paralelo de espionagem dentro da agência foi mencionado apenas uma vez no debate, pelo candidato Tarcísio Motta, do Psol.
“Não sei se você acredita que a vacina faz as pessoas virarem jacarés, se causam outras doenças, mas imagino que a teoria da conspiração promovida por você, que você mais gosta, é aquela que tem um chip espião no vacina, por causa de espionagem ilegal, você entende”.
O deputado federal Marcelo Queiroz, candidato pelo Progressistas, focou nas propostas, principalmente sobre gestão pública, e perguntou se Paes ficaria até o final do mandato, caso fosse reeleito.
“Agora quero fazer uma pergunta, Eduardo, você vai ficar quatro anos ou vai sair no meio do mandato? Marcelo, você sabe como gosto de ser prefeito do Rio de Janeiro, vou permanecer meus quatro anos como prefeito desta cidade, cuidando da população local, o que é uma grande honra para mim.”
Temas como saúde e infraestrutura também foram abordados no primeiro debate.
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