A companheira de Dayara, Talissa Fernandes da Cruz, foi presa como suspeita de sua morte. A defesa afirma que as declarações indicam uma fatalidade, mas que não há “evidências conclusivas de intenção”. Paulo Antonio Eruelinton Bianchini é suspeito de matar Dayara Talissa Fernandes da Cruz, no Orizona Arquivo pessoal/Daniela da Cruz Após indiciar o empresário Paulo Antônio Herberto Bianchini, preso pelo assassinato de sua companheira Dayara Talissa Fernandes da Cruz, a Polícia Civil deu detalhes sobre o atuação do acusado do crime. Segundo o delegado Kennet Carvalho, após o crime, o empresário teria enviado mensagens pelo celular da vítima, se passando por ela, para a família dela (saiba detalhes abaixo). “A vítima faleceu no dia 10 de março. No dia 11 de março, pela manhã, Dayara teria enviado mensagens para a irmã dizendo que havia rompido com o investigado e que estava em Itumbiara”, afirmou o delegado. Clique e siga o canal g1 GO no WhatsApp. Paulo Bianchini está preso desde 1º de julho. O delegado explicou que, ao se passar por vítima nas mensagens, Paulo cometeu fraude processual. A defesa de Paulo Bianchini afirmou que ele é réu primário, com bons antecedentes, residência fixa e que colaborou voluntariamente com as investigações. Ele disse ainda que as declarações indicam uma fatalidade, sem indícios conclusivos de dolo – leia a nota completa ao final do texto. Veja o cronograma do caso As investigações apontaram que o investigado contou com a ajuda de um funcionário de 19 anos, que foi indiciado por ocultação de cadáver e fraude processual. Outra mulher, de 40 anos, também foi indiciada por fraude processual. Paulo Bianchini foi indiciado por homicídio qualificado com motivos fúteis, ocultação, feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. O g1 não conseguiu localizar a defesa da funcionária e da mulher para cargo até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM PRISÃO: Marido é preso suspeito de matar mulher e dizer que estava desaparecida OSSOS: Ossos encontrados enterrados em fazenda são de jovem dada como desaparecida pelo companheiro DOR NA FAMÍLIA: Irmã lamenta morte de jovem dada como desaparecida pelo marido INDICAÇÃO: Empresário matou a mulher, escondeu o corpo em uma cova e fingiu desaparecer, conclusão policial Empresário fingiu ser vítima Ao analisar as mensagens enviadas pelo celular de Dayara antes e depois de seu desaparecimento, a polícia explicou que, a partir de no dia em que a jovem desapareceu, o estilo de escrever mensagens mudou repentinamente (entenda abaixo). “Analisamos a forma como as mensagens foram escritas e percebemos que elas não eram compatíveis com a forma de escrita de Dayara”, explicou o delegado. O delegado explicou que uma das principais mudanças no estilo de escrita foi a forma como Dayara escreveu a palavra “não”. Isso porque antes de seu desaparecimento, Dayara escrevia a palavra sem abreviatura. Nas mensagens enviadas por seu contato à família após seu desaparecimento, a palavra foi utilizada apenas de forma abreviada. Esse uso da palavra abreviada também foi observado em conversas trocadas entre o empresário e familiares das vítimas, indicando que ele foi o responsável pelas mensagens enviadas pelo contato de Dayara após seu desaparecimento e morte. Veja detalhes da análise: Mensagens entre Dayara e sua mãe (de 21 de fevereiro a 9 de março – 1 dia antes do falecimento): nesse período, Dayara escreveu a expressão “NÃO” 26 vezes e nunca a abreviou para “N”; Mensagens entre Dayara e sua irmã (de 21 de fevereiro a 10 de março – dia do óbito): A vítima escreveu “NÃO” 22 vezes, sem nunca abreviar para “N”; Mensagens entre Dayara e sua irmã (de 11 de março – um dia após a morte): Houve uma mudança no estilo de escrita. Dayara (ou quem se passou por ela) passou a usar a abreviatura “N” em vez de “NÃO” 9 vezes; Mensagens entre Paulo e a mãe de Dayara (de 16 de dezembro de 2023 a 25 de março de 2024): O investigado utilizou a abreviatura “N” de “NÃO” em 17 ocasiões, nunca utilizando a forma completa “NÃO”. Ao explicar o crime de fraude processual que o empresário cometeu ao enviar mensagens se passando por vítima, o delegado acrescentou que o investigado chegou a enviar uma geolocalização pelo telefone da vítima, informando que ela estava em Itumbiara. Entenda o crime Osso de mulher dada como desaparecida pelo companheiro estava em um buraco de 5 metros. A vítima foi morta no dia 10 de março e seu corpo foi enterrado em uma fazenda em Orizona. Os ossos da jovem foram encontrados no local em julho. Segundo a Polícia Civil, como o estágio de decomposição estava avançado, não foi possível determinar a causa da morte. O delegado afirmou ainda que o crime foi motivado por violência de gênero e ocorreu após uma briga pelo valor de R$ 86 mil. Segundo as informações, o suspeito alegou ter transferido esse valor para a conta de Dayara, que o utilizou para fins pessoais. Esse gasto teria levado ao fim do relacionamento em outubro de 2023. Apesar da separação, a vítima e o suspeito reatam em janeiro de 2024. O delegado explicou que, em conversa com outra pessoa, o suspeito havia conversado sobre a separação e afirmou que ordenou o assassinato da jovem por causa do dinheiro. No entanto, ele não confirmou esta versão à polícia. Retroescavadeira é usada para recuperar restos mortais de jovem desaparecida. Roupas e pertences pessoais da vítima também foram encontrados na Divulgação de Orizona/Polícia Civil. O suspeito e a vítima mantinham um relacionamento que durava aproximadamente um ano e meio. Porém, segundo o delegado Kennet Carvalho, o investigado estava casado sem Dayara saber: “Ela acreditava que era esposa dele. Ela foi enganada”, disse o delegado. A polícia disse ainda que, no dia da morte de Dayara Talissa, o investigado saiu em um carro com um funcionário. a carroceria do veículo, onde estava o corpo. Ele então pediu ao funcionário que o ajudasse a esconder o corpo e encobrir o crime. Segundo o policial, o funcionário tirou fotos no rio Itumbiara e postou na vítima. status para criar denúncia de localização falsa. O outro suspeito envolvido guardou o telefone da vítima por cerca de 10 dias e posteriormente descartou-o no stream: “Em atenção à imprensa, devido à notícia publicada sobre o indiciamento do Sr. Paulo Antônio. Eruelinton Bianchini em decorrência do falecimento da Sra. Dayara Talisssa Fernandes da Cruz, a defesa gostaria de esclarecer que: O Sr. Paulo Antônio é réu primário, tem bons antecedentes, residência fixa, e não teve qualquer comportamento em sua passado que o desacredita. Além disso, não se escondeu das medidas de investigação criminal, pois compareceu espontaneamente à autoridade policial quando foi decretada sua prisão temporária e colaborou com as investigações, ficando à disposição do Poder Judiciário para julgamento. Por fim, os fatos que cercam a morte da senhora Dayara Talisssa ainda não foram totalmente esclarecidos. As declarações até agora prestadas demonstram uma fatalidade e não são conclusivas na prova de possível dolo por parte dos arguidos. Não há imagens que mostrem o momento da morte, e qualquer especulação que transforme o acusado em condenado é frívola e passível de responsabilidade civil e criminal. Confiantes no julgamento do Judiciário, esses são os esclarecimentos que acreditamos serem suficientes para o momento.” Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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