Milhares de eleitores escolherão o próximo presidente neste domingo (28). As urnas são eletrônicas e os votos são impressos em papel. Ensaio para a eleição presidencial da Venezuela, em junho de 2024 AP Photo/Cristian Hernandez Fortune Os venezuelanos vão às urnas neste domingo (28) para escolher quem será o próximo presidente. Nicolás Maduro concorre à reeleição e busca o terceiro mandato. Por outro lado, o adversário Edmundo González tem força e aparece à frente nas pesquisas de opinião. Clique aqui para acompanhar o canal de notícias internacionais g1 no WhatsApp Mesmo assim, a eleição é vista como suspeita pela comunidade internacional. O temor é que o governo tente interferir nos resultados. Nas últimas semanas, por exemplo, as autoridades eleitorais desconvidaram observadores internacionais que monitorizariam a votação. No total, mais de 21 milhões de pessoas estão registadas para votar nas eleições de domingo. No entanto, o voto na Venezuela não é obrigatório e cerca de 4 milhões de eleitores estão fora do país. Entenda a seguir como funciona o sistema eleitoral. Urna eletrônica A eleição na Venezuela conta com urna eletrônica, assim como no Brasil. Mas o sistema de votação tem algumas diferenças. Veja o passo a passo: O eleitor chega ao local de votação e apresenta sua carteira de identidade. O número do documento é inserido em uma máquina. Em seguida, o eleitor é autenticado biometricamente por meio de uma impressão digital. A urna é liberada e o eleitor precisa selecionar a foto do candidato em que deseja votar. As fotos dos candidatos aparecem mais de uma vez na mesma tela. Isso acontece porque o sistema de votação indica candidatos apoiados por partido. Maduro, por exemplo, aparecerá 13 vezes nas urnas. González, três vezes. Depois que o eleitor confirma o voto, a urna imprime um recibo em papel do voto. O recibo é dobrado e colocado dentro de outra urna. Segundo o governo venezuelano, mais da metade das urnas passam por auditoria. Após o encerramento da votação, os fiscais comparam os votos contados eletronicamente com os recibos em papel depositados. Os locais de votação funcionarão das 6h às 18h, horário local (7h às 19h, em Brasília). Veja como funcionam as eleições na Venezuela Kayan Albertin/g1 Existe risco de fraude? O sistema eleitoral da Venezuela é questionado pela comunidade internacional. Além disso, não há garantias de que Nicolás Maduro aceitará uma possível derrota. Ele já afirmou que haverá “banho de sangue” e “guerra civil” se perder. A última votação no país ocorreu em dezembro de 2023, quando o presidente convocou um referendo para discutir a questão de Essequibo, com o objetivo de anexar parte do território da Guiana. Na época, o governo disse que mais de 10 milhões de eleitores apoiaram a proposta. No entanto, testemunhas relataram que os locais de votação estavam vazios. Além disso, de acordo com a Associated Press, a comissão eleitoral não divulgou a contagem dos recibos em papel. Em 2017, quando o país realizou eleições legislativas para a criação de uma Assembleia Constituinte, a empresa responsável pela tecnologia de votação afirmou que o número de eleitores que participaram na votação tinha sido manipulado. De acordo com a Smartmatic, a participação oficial anunciada pelas autoridades eleitorais diminuiu em pelo menos 1 milhão. Desde então, o governo começou a usar novas máquinas de votação projetadas internamente. As eleições de 2017 resultaram na formação de uma Assembleia Constituinte Chavista, que usurpou o poder do Parlamento – com uma maioria de oposição. VÍDEOS: mais assistidos no g1
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