“Tive que mudar meus hábitos e parar de andar na rua com meus netos”, diz Humberto Tadeu Hickel, que ganhou a ação. O dono da Havan deverá recorrer da decisão. O TJRS decidiu pela pena de 1 ano e 4 meses em regime aberto. Foto de arquivo de 6 de setembro de 2019 do empresário Bolsonaro Luciano Hang, 58 anos, dono da rede de lojas Havan, que testou positivo para Covid-19 e está internado em um hospital da Prevent Senior, na capital paulista. A esposa dele também testou positivo e está internada no mesmo local. DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO A 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) emitiu sentença condenando o empresário Luciano Hang por difamação e injúria ao arquiteto Humberto Tadeu Hickel. Acesse o canal g1 RS no WhatsApp Hang foi considerado culpado de chamar Hickel de “esquerdista” e sugerir que ele “fosse para Cuba” em vídeo publicado nas redes sociais, após o arquiteto liderar campanha contra a instalação de uma estátua de liberdade próximo a uma nova filial da Havan em Canela, na serra gaúcha. “Depois do vídeo recebi centenas de insultos de pessoas que inundaram minhas redes sociais para me ofender, e até ameaças, o que me deixou muito nervoso, tive que ficar na cama porque estou sendo monitorado por um cardiologista e isso afetou minha saúde Além disso, tive que mudar meus hábitos e parar de passear com meus netos pelas ruas de Canela, como fazia, o que me deixou muito triste”, conta a arquiteta. O TJRS decidiu que o dono da Havan deverá cumprir pena de 1 ano e 4 meses em regime aberto, além de 4 meses de detenção, que será convertida em duas penas restritivas de direitos. Estas penalidades incluem a prestação de serviços à comunidade, com compromisso diário de uma hora, e o pagamento de multa pecuniária no valor de 35 salários mínimos, que será atribuída ao recorrente. Além disso, recebeu multa pecuniária de 20 dias-multa, cada um correspondente a 10 salários mínimos. A decisão foi tomada durante sessão realizada nesta terça-feira (23), presidida pelo desembargador Luciano Andre Losekann, tendo como relator o desembargador Marcelo Machado Bertoluci. Em resposta à decisão, Luciano Hang manifestou sua insatisfação e afirmou que irá recorrer (leia abaixo a nota da Havan). “O Brasil é um país extremamente perigoso para um empreendedor. Na busca pela geração de empregos e desenvolvimento, pessoas que usam ideologias ultrapassadas para impedir a construção de empreendimentos podem ser processadas criminalmente. homem de negocios. Os advogados do arquiteto consideram que “sua honra e senso de justiça foram restabelecidos, através da decisão colegiada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que hoje enviou uma mensagem clara a toda a sociedade: ‘não é possível para nos deixarmos viver neste ambiente de ódio e com o incentivo a este tipo de discurso de ódio, que é cada vez mais frequente'” (leia a nota completa abaixo). Entenda o caso O conflito surgiu quando Hickel liderou uma petição contra a instalação da Estátua da Liberdade em Canela, argumentando que o símbolo era impróprio para a cultura local. Ao descobrir a orientação ideológica de Hickel, Luciano Hang reagiu publicamente. Inicialmente, o caso foi arquivado pela juíza Simone Ribeiro Chalela, de Canela, apoiada pelo Ministério Público, que interpretou as declarações de Hang como parte do debate político e não como crime, segundo a defesa de Havan. Porém, o Tribunal de Justiça do RS reavaliou o caso e, por maioria, decidiu condenar Luciano Hang. Nota dos advogados do arquiteto O arquiteto Humberto Hickel, após quatro anos, teve sua honra e senso de justiça restabelecidos, por meio da decisão colegiada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, que hoje enviou uma mensagem clara a todo o sociedade: “não nos é possível viver neste ambiente de ódio e com o incentivo a este tipo de discurso de ódio, que tem sido cada vez mais frequente”. Luciano Hang foi condenado a 1 ano e 4 meses de prisão e 4 meses de prisão aberta e multas no valor aproximado de 300 mil reais; ele será beneficiado com a conversão da prisão em prestação de serviço comunitário equivalente a 1 hora por dia de pena, e com o pagamento de 35 salários mínimos à vítima Humberto Hickel. Marcelo Mosmann, OAB/RS 72790 – OAB/SC 62773-A José Henrique Salim Schmidt, OAB/RS 43.698 Nota da Havan Nesta terça-feira, 23, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reverteu a decisão de primeira instância e considerou o empresário Luciano Pendurado culpado de calúnia e difamação contra o arquiteto Humberto Hickel. O caso começou quando Humberto Hickel promoveu uma petição contra a instalação da Estátua da Liberdade em Canela, alegando que o símbolo era contrário à cultura local. Luciano Hang, ao descobrir que Hickel era ideologicamente de esquerda, contrariando o empresário e Havan, chegando a criticá-lo na internet, publicou um vídeo nas redes sociais chamando Hickel de “esquerdista”. Insatisfeito com a repercussão, Hickel apresentou queixa-crime contra Hang, alegando insulto e difamação. Inicialmente, a juíza de Canela, Simone Ribeiro Chalela, julgou a ação improcedente, seguindo parecer do Ministério Público, que não viu crime nas declarações de Hang, considerando-as uma resposta às críticas e insultos de Hickel. O juiz destacou ainda que o debate político não pode ser criminalizado. Apesar disso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul revisou a decisão e, por maioria, condenou Hang, com apenas um voto a favor do empresário. Ao contrário do Ministério Público, que emitiu novo parecer afirmando que um debate político que ocorresse sem ofensas não poderia ser criminalizado, a juíza Viviane de Faria Miranda, acompanhada pelo desembargador Luciano Losekann, argumentou que o vídeo de Luciano teria colocado a população local contra o arquiteto. Durante o julgamento, o juiz chegou a dizer que como há maioria em Canela a favor do ex-presidente Bolsonaro, a publicação de Luciano seria suficiente para fazer com que o arquiteto sofresse prejuízo em sua obra. Luciano Hang informou que irá recorrer da decisão. “O Brasil é um país extremamente perigoso para um empreendedor. Na busca pela geração de empregos e desenvolvimento, pessoas que utilizam ideologias ultrapassadas para impedir a construção de empreendimentos podem ser processadas criminalmente. É isso que está acontecendo neste caso. Absurdo. É inaceitável que os debates políticos sejam punidos com a retirada do direito à liberdade de expressão”, pontua. VÍDEOS: Tudo sobre RS
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