A Polícia Civil do Rio concluiu que Julia Andrade Cathermol Pimenta e a cigana Suyany Breschak planejaram a morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, em maio, durante um mês. Depoimentos colhidos na investigação mostram que os dois se conheciam há mais de 10 anos. Porém, seis dias depois de o corpo de Ormond ter sido encontrado em avançado estado de decomposição em seu próprio apartamento, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, Suyane rompeu com Júlia por medo de ser incriminada.
- Caso Brigadeirão: polícia indicia seis pessoas pela morte de empresário no Rio
A essa altura, a polícia já investigava o caso e os dois já haviam prestado os primeiros depoimentos. Ó relatório final da investigação, ao qual o CBN teve acesso, mostra uma troca de mensagens entre Suyane e Julia em que a cigana passa a atribuir a morte de Luiz Ormond exclusivamente à namorada. Você trechos foram obtidos de prints da galeria de fotos do celular de Suyany, datado de 26 de maio.
SUYANY: “[…] Foi você quem matou o cara e só me contou depois. Você está me enganando? […]”.
JÚLIA: “Cara, o que você quer dizer?”
SUYANY: “[…] É verdade que você simplesmente fez isso sozinho, como fez. Ninguém lhe disse para fazer isso.
JÚLIA: “Não acredito que você está fazendo isso comigo.”
SUYANY: “Você matou alguém, cara. E eu não cobrei pelo trabalho, deixei você me pagar parcelado por mês […]”.
JÚLIA: “Você está mandando tudo isso para se livrar disso e mostrar como prova… Não acredito que você está fazendo isso, meu velho… Você sabe que não foi assim. Eu esperava tudo de qualquer um, menos de você.
SUYANY: “[…] Eu não esperava isso de você que te ajudou há 12 anos. Para você me considerar como se eu tivesse matado? […] Por causa de um carro que você não mencionou.
JÚLIA: “Você sabe que essa não é a história… Mas está tudo bem.”
SUYANY: “Julia, estou com todos os recibos e todos os trabalhos de amarração que você solicitou para limpar tudo. Incluindo a carta que você me deu quando entregou o carro […]”.
JÚLIA: “Você é minha santa mãe… você está distorcendo a história…”.
SUYANY: “[…] Eu matei a pessoa? Eu ordenei que você matasse? Eu sabia da morte? […] E contar para a polícia onde você colocou suas coisas porque eles estão dizendo que estão comigo e dizendo que você saiu de lá cheio de coisas”.
JÚLIA: “Parei aqui. Realmente não esperava isso de você… fique bem! E espero que as entidades estejam vendo isso […]”.
No dia anterior, 25 de maio, Suyany alertou Júlia sobre o suposto fato de seus celulares estarem sendo monitorados.
JÚLIA: “Há filmagens. Mas eu fiz tudo certo […]”.
SUYANY: “Júlia lembra que eu falei que essa porra é clonada […]”.
Para a polícia, a postura de Suyany sugere que ela pretendia criar provas para distorcer os fatos, já que todos os elementos recolhidos indicavam que ela havia recebido os bens de Luiz Marcelo no dia 18 de maio, em Araruama, na Região dos Lagos.
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil indiciou seis pessoas, incluindo Júlia, por oito crimes: homicídio culposo com uso de veneno e uso de traição ou emboscada; apropriação de bens; vendas de armas de fogo; fraude; associação criminosa; fraude processual; falsidade ideológica; e uso de documentos falsos. Os demais são Suyane (para todos os crimes, exceto uso de documento falso); Leandro Jean Rodrigues Cantanhede, namorado da cigana; Victor Ernesto de Souza Chaffin, preso com o carro de Luiz Ormond; e outros dois homens, que teriam que comprar as armas da vítima no mercado ilegal.
O empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond foi encontrado morto no dia 20 de maio, em avançado estado de decomposição, no apartamento onde morava, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio. O cheiro chamou a atenção dos vizinhos, que pediram socorro. A suspeita é que o empresário tenha morrido três dias antes, no dia 17, após comer um brigadeiro feito pela então namorada, Julia Cathermol Pimenta.
A necropsia encontrou um líquido achocolatado no estômago de Ormond, e um exame mais detalhado revelou a presença de morfina e ansiolíticos no trato gástrico do homem. A polícia acredita que a alta dosagem do medicamento matou Ormond em menos de meia hora.
A motivação do crime, segundo a investigação, foi exclusivamente financeira. Júlia acumulava dívidas de cerca de R$ 600 mil com Suyane, para trabalhos espirituais.
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