Em uma nova série sobre CBN São Paulo, o repórter Daniel Reis percorre os bairros da capital paulista conversando com os moradores sobre os problemas de cada região. Nesta terça-feira (2), a reportagem visitou a região das subprefeituras de Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista e Itaim Paulista para conversar com moradores dos bairros de Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa, São Miguel Paulista, Jardim Helena, Vila Jacuí, Itaim Paulista e Vila Curuçá.
Grande parte da região das subprefeituras de Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista e São Miguel Paulista sofre com enchentes há décadas. Muitas terras que eram ocupadas por casas são áreas de várzea do Rio Tietê e córregos que deságuam no Rio.
No Jardim Pantanal, bairro do bairro Jardim Helena, os alagamentos duram mais de uma semana nos períodos de chuva. Jô, morador local, fala sobre essa situação:
“Está tudo alagado. Quem tem filhos, como eu que cuido de crianças, tem que carregá-los nas costas para levá-los à escola. Já tenho 60 anos”, afirma.
Nos últimos anos, a cidade tem trabalhado para reduzir as enchentes. No Itaim Paulista, por exemplo, foram gastos mais de R$ 34 milhões para recuperar as margens, canalizar os córregos Ribeirão Lajeado e Rola Moça e criar contenções.
O pesquisador da Universidade São Judas Tadeu Luciano Abbamonte, porém, critica a falta de planejamento das obras que estão sendo realizadas na região.
O grupo de pesquisa do qual Luciano participa mapeou que, só na bacia do Lajeado, foram gastos mais de R$ 100 milhões em obras emergenciais entre 2020 e 2023. Segundo ele, as obras não estão interligadas.
No Jardim Pantanal, o saneamento básico é um grande problema. Muitos não têm acesso regular à água e ao esgoto.
A Sabesp vem realizando um trabalho elogiado pela população local. Mas em algumas ruas os moradores reclamam que estão sendo deixados de fora.
É o caso da Rua Freguesia de São Romão, como reclama o Sr. Severino. Ali, a água do antigo esgoto improvisado cai no meio da rua.
“Essa água é de esgoto velho. Então, estamos pagando água, pagando esgoto e não estamos conseguindo nenhuma melhoria. Por quê? Eles nos abandonaram. A Sabesp entrou aqui com esse plano, com esse projeto legal de água e esgoto, é já se passaram dois anos e meio e a nossa rua aqui ficou esquecida”, afirma.
A falta de médicos nas UPAs e UBS’s também é mencionada por parte da população. Ana Soares leva a mãe Edna Soares, 74 anos, com frequência à UPA do hospital Ermelino Matarazzo.
Ela contou algumas experiências de longos tempos de espera. Em um deles, chegaram às 6h40 e saíram às 16h. Outro, chegaram às 16h e só saíram do local às 2h40.
“No dia que a gente chegou, eles estavam pedindo para os acompanhantes se levantarem, porque não tinha cadeira para todo mundo sentar. Então, os acompanhantes ficaram de pé para todos os pacientes sentarem. porque, da última vez depois que esperamos, ela estava com suspeita de dengue, com muitas dores no corpo. A menina até me pediu desculpas e disse: ‘olha, o certo seria eu contar para sua mãe na frente dela. todo mundo pelo sintoma são três urgências e só tenho dois médicos’. Tinha gente sentada no chão”, relata.
Ana Soares notou que a equipa é muito atenciosa e acolhedora, mas salienta que faltam médicos.
Relatório do Tribunal de Contas do Estado, divulgado no ano passado, constatou que o Hospital Ermelino Matarazzo sofre com falta de médicos e leitos, longa espera por exames e problemas de infraestrutura.
O Hospital Ermelino Matarazzo foi o que mais prestou atendimento no primeiro semestre de 2023. Com 286 leitos e 363 médicos, uma infraestrutura menor que a dos demais hospitais da região, registrou em média 3,2 mil atendimentos por dia.
Moradores da região pedem a construção de um novo hospital para ajudar a conter a demanda.
No Itaim Paulista, o morador da Vila Itaim Antônio Cezar reclama dos cuidados de saúde na região, principalmente na UBS Dr. Júlio de Gouveia. Segundo ele, faltam médicos e agentes de saúde.
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