Guilherme Alves comanda o Água Santa na Série D e tenta novo feito após ingressar no Velo Clube no Paulistão; ex-atacante conta por que se adaptou como treinador: “Me sinto bem no caos” Pela primeira vez na história, Velo Clube é campeão da Série A2 Ex-atacante Guilherme, que fez sucesso no Atlético-MG e no Corinthians no início dos anos 2000 , assumiu o comando do Água Santa como técnico na reta final da fase de grupos da Série D. Seu principal objetivo é subir à terceira divisão do futebol nacional com o clube de Diadema e se consagrar de vez como “Rei do Acesso”. “- há poucos meses ele levou o modesto Velo Clube, de Rio Claro, à elite do Campeonato Paulista. Em entrevista exclusiva ao ge, Guilherme disse que sua maior inspiração como treinador é Telê Santana, por quem foi orientado quando jogou pelo São Paulo no início da carreira. – Ele era um cara que marcava muito. Aprendi muito com ele, principalmente fora de campo, ele me ajudou muito nessa questão. Ele deu muitos conselhos, principalmente aos mais jovens. – Ele era um cara extremamente exigente, um cara que exigia muito nos treinos, principalmente na parte técnica. A parte técnica do atleta era algo que ele não abria mão. Guilherme chegou ao futebol em 1992 jogando pelo Marília, clube da cidade onde nasceu, no interior de São Paulo. No ano seguinte, o atacante chamou a atenção de Telê Santana e foi contratado pelo São Paulo. Fez parte do elenco que conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes em 1993. Mesmo tão jovem, Guilherme conseguiu conviver com Telê na fase de maior sucesso do treinador. Hoje treinador, ele diz que ainda carrega características que aprendeu no dia a dia com o ídolo são-paulino, como dedicação no aspecto técnico e correções durante os treinos. Durante os treinos, Guilherme gosta de calçar as chuteiras e reservar um tempo para orientar individualmente seus atletas. Mais especiais do ge: + Arouca troca o futebol pelo tênis e diz por que saiu do Santos + Um ano sem gol: time quer deixar de ser o “Barça da Shopee” + O dia em que o Santo André silenciou um Maracanã lotado Guilherme Alves durante treino do Santos Água Santa Alan Araujo (A5) / EC Água Santa Depois de jogar pelo clube paulista, Guilherme foi contratado pelo Rayo Vallecano em 1994. Ele considera que a ida para a Europa foi importante para seu desenvolvimento como treinador, principalmente para o desenvolvimento tático. – É uma grande mudança em termos de formação, saio daqui muito jovem, mas habituado ao trabalho coletivo. Eu tinha 19 anos e há uma grande mudança de cultura, principalmente em termos de formação. Encontrei esta situação de campos reduzidos em 1994, quando cheguei à Espanha. – Já vimos lá coisas que chegaram ao Brasil depois de muitos anos. De 94 a 97 joguei o Campeonato Espanhol com alguns treinadores. Tive um que me marcou muito, que foi o Marcos Alonso, foram bons momentos no Rayo Vallecano. Fase brilhante Para Guilherme, seus melhores momentos como jogador foram no Rayo, na Europa, e no Atlético-MG, no Brasil. O ex-atacante vestiu a camisa do Galo de 1999 a 2003, clube pelo qual foi artilheiro do Brasileirão e chegou à Seleção. O camisa 7 do Galo marcou 28 gols em 27 jogos no Campeonato Brasileiro de 1999. O time foi finalista, mas nem os três gols do artilheiro no primeiro jogo da final contra o Corinthians foram suficientes para o Galo conquistar o título, já que o Galo perdeu o segundo. jogo e empatou o terceiro, declarando o título corintiano. Guilherme Alves Atlético-MG Agência Estado Guilherme disputou seis partidas pela Seleção Brasileira. Foram dois jogos em 2000, válidos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, e quatro na Copa América de 2001, competição em que marcou seu único gol pelas Ilhas Canárias – o primeiro na vitória do Brasil por 2 a 0 sobre o Peru. . Após esses jogos, Guilherme não teve mais chances na seleção. O ex-atacante atribui isso à forte concorrência: – Foram convocados naquela época, principalmente como atacante, Romário, Edmundo, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, fora os que ficaram de fora, certo? Jardel, Élber, Sony Anderson. Essa época foi bastante complicada. Só cheguei na Seleção porque meu momento no Atlético Mineiro foi realmente absurdo. Gol de Guilherme Alves pela Seleção Brasileira em 2001 Guilherme confessou que “até apoiou a galera”, pois sabia que atletas como Romário e Ronaldo estavam em outra prateleira no futebol mundial. Ele afirmou que desde que os nomes de sua geração se aposentaram, não há mais ninguém igual a eles no Brasil. E declarou que jogaria “com certeza” pelo atual time. Como jogador, o ex-atacante atuou em clubes de destaque como São Paulo, Rayo Vallecano, Grêmio, Vasco, Corinthians, Cruzeiro e Botafogo e se aposentou precocemente, aos 31 anos, em 2005. – Parei de jogar porque as lesões começaram a se instalar. aparecer e porque não levei uma vida que um atleta deveria levar. Na verdade, nunca tive uma lesão grave, não fiz nenhuma cirurgia, nunca tive problema no joelho, mas em 2004, no Cruzeiro, uma lesão muscular que deveria se recuperar em três semanas levou a minha quatro ou cinco semanas. Conforto em meio ao caos Não demorou muito para Guilherme voltar ao futebol. Após passar um tempo dedicado à família, iniciou em 2007 um estágio na comissão técnica do Marília, mesmo clube que o lançou como jogador. Guilherme tornou-se auxiliar no MAC, mas também fez estágios no Atlético-MG, Cruzeiro e São Paulo antes de decidir seguir a carreira de treinador. Treinou clubes de divisões inferiores do futebol nacional, como Ipatinga-MG, Vila Nova-GO, Linense-SP, Portuguesa-SP e Paysandu-PA. Suas principais obras foram as passagens pelo Marília, passagem pelo Grêmio Novorizontino e comando do Velo Clube. Com o Marília, Guilherme foi vice-campeão da Copa Paulista em duas ocasiões: 2020 e 2022. No Novorizontino, foi campeão do Paulistão Série A3 em 2014 e no ano seguinte conquistou o acesso à elite do futebol paulista, quando foi vice-campeão. da A2. Em 2024, o treinador assumiu o Velo Clube no meio do Campeonato Paulista Série A2 e conquistou o título do campeonato. A improvável conquista do time de Rio Claro garantiu o time na primeira divisão do futebol paulista em 2025. O Velo se classificou em 7º para o mata-mata e venceu times com mais investimento no mata-mata: São José, Juventus e Noroeste. – Ele era um azarão. Não tenho problema em falar – afirma o treinador. Técnico Guilherme Alves com medalha de campeão da Série A2 Thomaz Marostegan/Ag.Paulistão O técnico acertou com o Velo Clube para disputar a elite do Paulistão em 2025, mas foi contratado pelo Água Santa após a saída do técnico Bruno Pivetti no meio da Série D de 2024. Chega ao time de Diadema com a experiência de ser um treinador com experiência em jogos de acesso e mata-mata. Apesar disso, o Água Santa ainda não está garantido na fase de mata-mata da Série D. No momento, a equipe ocupa a 5ª colocação do Grupo 7, com 19 pontos, e precisa vencer na última rodada da fase de grupos, além de torcendo por tropeços dos adversários para avançar para a fase de mata-mata. – É uma equipa altamente técnica, experiente, que é candidata à classificação e, classificando-se, o Água Santa é candidata ao acesso. A missão de Guilherme é subir o Netuno na divisão e, se conseguir a classificação para as fases finais, ele sabe o que poderá enfrentar. – Na fase de mata-mata você tem que entender o adversário, entender onde você vai jogar, tem que ver tudo, porque jogando aqui no Inamar [Estádio do Água Santa], vamos de maneira muito parecida contra qualquer time. Temos um campo muito bom e nossa equipe é uma equipe técnica, então vamos propor o jogo independente de quem for contra. Apesar da confiança na equipe que assumiu, o treinador entende que é preciso se adaptar às condições que a competição entrega. – De repente você vai encontrar um time em fase de mata-mata que o jogo fora de casa faz com que você não consiga ter o controle técnico da partida em todos os momentos, porque o campo é ruim, então você tem que ter outras opções. O empate do São José em 0 a 0 com o Água Santa Abel também é uma inspiração Guilherme afirma que valoriza a competitividade e a força mental de uma equipe. O treinador tem o trabalho de Abel Ferreira, multicampeão pelo Palmeiras, como referência no Brasil. – A mentalidade de resiliência que ele conseguiu implementar no Palmeiras é absurda. O poder mental é uma coisa absurda para Abel Ferreira. Tem muita gente que fala que o time do Palmeiras não joga bem. Agora quer algo mais bonito que um time competitivo como esse, que nunca desiste? Isso para mim é lindo. Num cenário ideal, Guilherme se define como um treinador que gosta de propor o jogo. – Não gosto de jogar de forma reativa, não gosto de trazer o adversário para o meu campo […] Mas uma coisa é quando você forma seu elenco e outra coisa é quando você consegue um elenco já formado. Guilherme Alves, técnico do Água Santa Alan Araujo (A5)/EC Água Santa Guilherme chegou ao clube de Diadema com o elenco já formado e o campeonato em disputa, mas a oportunidade de dirigir um clube com a estrutura do Água Santa pesou sobre o decisão do treinador. – Disse não para dois times da Série C e fechei com um time da Série D, mas não há comparação entre a projeção do Água Santa e as equipes que fizeram proposta. O treinador declarou que deve permanecer até o fim da Série D e garantiu que retornará ao Velo Clube, clube onde conquistou o principal título da carreira, para disputar a Série A1 do Paulistão em 2025. Para ele, seus dois compromissos ativos não tiram o foco do seu trabalho. – Deus não nos dá nada para carregar que não possamos aguentar. E penso muito nisso e estou muito focado aqui. Esse acesso para nós é muito importante, para mim é muito importante, para as pessoas que trabalham aqui e para o clube é muito importante. Segundo Guilherme, o Água Santa chegou a oferecer contrato até dezembro de 2025 no dia da assinatura, mas o treinador preferiu não desistir de suas convicções. – Qualquer um conseguiria um contrato de um ano e meio com a Água Santa. 99% assinariam o contrato naquele momento […] Essa questão é simples, tenho um contrato que tem multa rescisória, ponto final. E não consigo nem pensar nisso agora. Guilherme durante jogo do Água Santa Alan Araujo (A5) / EC Água Santa Guilherme relatou que não tem grandes planos para o futuro da carreira. Ele prefere buscar oportunidades profissionais que o atraiam no dinâmico mundo do futebol. – Não sou um cara que faz tudo por um trabalho, não me apego ao meu trabalho fazendo o que as pessoas querem que eu faça. Quando cometo um erro, pode ter certeza que é com minhas opções. Estou onde quero estar. E a escolha do treinador foi assumir o Água Santa, com o objetivo de conquistar o acesso à Série C com o clube de Diadema. Depois de pendurar as chuteiras, Guilherme chegou a fazer aparições e trabalhar em programas esportivos como comentarista, mas sua rotina como treinador tem para ele uma particularidade fundamental. – Me sinto muito bem no caos, é uma coisa absurda. Volto à confusão de ter que ganhar um jogo a cada sete ou três dias. E é em meio ao caos que o Água Santa enfrenta o Patrocinense na última partida da fase de grupos da Série D. Netuno tem 19 pontos, um a menos que os concorrentes diretos Santo André e Costa Rica -MS – ambos têm 20. O time de Diadema tem que vencer o último colocado do grupo e espera algum tropeço do adversário. + Veja tabela da Série D do Brasileirão Costa Rica-MS enfrenta o São José, já eliminado, e o Santo André enfrenta o Maringá, líder absoluto do grupo. O Água Santa passará se vencer e um dos dois times vacilar. Neste cenário, a Costa Rica-MS deve perder, ou o Santo André deve empatar ou perder. *Colaborou sob a supervisão de Diego Ribeiro
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