Assim como o jogador de vôlei que ficou de fora do time que vai a Paris, a campeã mundial de handebol Babi Arenhart e os medalhistas olímpicos Cristiane Rozeira, do futebol, e Erlon Souza, da canoagem, foram preteridos nas convocações para os Jogos Ouça ou ler o próprio nome na convocatória para os Jogos Olímpicos é como um gol, uma cesta, um ponto decisivo na vida de qualquer atleta. Nos últimos dias, diversas equipes divulgaram a lista dos que vão a Paris. São casos em que não basta ser um dos melhores do mundo ou ter uma medalha olímpica no currículo. + Leia mais sobre as Olimpíadas + Leia outras Crônicas Olímpicas + Acompanhe as notícias olímpicas no grupo de WhatsApp do ge Ao contrário dos esportes em que índice ou qualificação são suficientes, nos esportes coletivos ou em que a vaga é do país, tornar-se olímpico depende de uma chamada final. Neste momento, todos conhecem a dor e a delícia de ser o que são. Ser chamado ou não ser chamado, eis a questão que transforma a briga em luto. Então, como não se emocionar com as palavras de Pri Daroit depois de ficar de fora da lista da seleção feminina de vôlei de Paris? – É difícil expressar o que estou sentindo agora. Tristeza. Dor de cabeça de tanto chorar – escreveu o jogador nas redes sociais. Pri Daroit desabafa nas redes sociais após ser cortado da seleção olímpica Reprodução/Instagram Fundamental no jogo decisivo que classificou o Brasil na pré-olimpíada, titular em partidas da recém-concluída Liga das Nações, um dos atletas mais queridos da seleção. Mas os Jogos Olímpicos só permitem 12 atletas mais um suplente na lista de inscritos. E Pricila ficou de fora. Também ficam de fora Kisy, Luzia, Helena. Como repete o técnico José Roberto Guimarães, o momento do corte é o mais doloroso de todos. Vejamos outro exemplo: Cristiane Rozeira é a maior artilheira da história dos Jogos Olímpicos, tem duas medalhas de prata olímpicas (2004 e 2008) e, mesmo assim, aos 39 anos lutou para estar mais uma vez no campo olímpico. Ela não foi convocada para Paris. Dias depois, ela derramou o feijão. Cristiane segura o filho Bento, de 3 anos, no Brasil x Jamaica Marlon Costa/Pernambuco Press – Oi meninas, tudo bem? Espero que bem! Bom, não posso dizer que estou feliz porque estaria mentindo e fingindo ser o que não sou haha. Estou aqui, tentando juntar os cacos que caíram para poder me reconstruir, e podem ter certeza que vou conseguir rsrs. Tenho mil motivos para expressar o que sinto, mas no momento gostaria apenas de enviar coisas boas para vocês. (…) Sonhem todos os dias com a possibilidade de levar uma medalha para casa, procurem fazer tudo juntos! Ajudem-se mutuamente, recuperem-se, motivem-se mutuamente. Apenas viva o sonho! – escreveu Cristiane. No handebol, mesmo com mais duas jogadoras inscritas nas Olimpíadas (14 atletas contra 12 no vôlei), a seleção feminina teve que abrir mão da goleira campeã mundial Bárbara Arenhart. Aos 37 anos, dois anos mais velho que Pri Daroit, Babi está pelo menos na lista de três suplentes (como Natinha, no vôlei, que pode ser incluída no lugar de outro atleta em caso de corte por lesão). Babi também teve a oportunidade de disputar as Olimpíadas, ao contrário de Pri Daroit. Mas essa dor dói menos? Brasil x ROC: Babi foi o nome do jogo na estreia do handebol feminino em Tóquio Reuters E também há dores físicas, como a de Erlon Souza, medalhista de prata olímpico no Rio 2016, que não repetirá a parceria com Isaquias Queiroz em Paris. As lesões já haviam tirado Erlon dos Jogos de Tóquio. E o quadril novamente deixa o medalhista de fora das Olimpíadas que começam em três semanas. Apesar da luta para se recuperar e de não desistir até o último momento, era de se esperar que Erlon não fosse a Paris. Dói menos no coração e na mente? Para fazer parceria com Isaquias, o homem convocado foi Jacky Godmann. Curiosamente, Jacky garantiu esta segunda prova para Isaquias em Paris ao vencer o pré-olímpico ao lado de Filipe Vieira, que foi preterido nas Olimpíadas, dando lugar ao jovem promessa Matheus Nunes. Aos 18 anos, disputará a mesma prova de Isaquias (C1 1.000 metros). Aliás, quem convive com Matheus vê nele muitas semelhanças com o campeão olímpico, dentro e fora do barco. Erlon de Souza e Filipe Vieira Copa do Mundo de Canoagem Fábio Canhete/CBCa Surpresa para alguns. Dor para os outros. Há quem nem se imaginasse participando de uma edição olímpica há alguns anos, quando era jovem demais para entender o tamanho do evento. Há quem sempre sonhou em representar seu país nos Jogos, desde o início da modalidade até chegar às categorias de base. Assim, a dor e a luta são apenas duas faces da mesma moeda. Às sextas-feiras, Marcel Merguizo escreve crônicas olímpicas no ge Olympic Blog Marcel Merguizo Reprodução
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